quarta-feira, 9 de outubro de 2013

LÍDIA BRONDI










foto (J. R. Duran)



Lídia Brondi Resende Mendes (nasceu em Campinas, 29 de outubro de 1960), é uma psicóloga e ex-atriz brasileira (por opção, caso raro no gênero).
Longe da fama, dedicou-se aos estudos e formou-se em Psicologia. Longe dos holofotes e apesar do interesse dos fãs em saber como anda a então famosa atriz, raramente ela é vista em público ou dá entrevistas (o que gerou vários boatos, na maioria falsos) Mas Lídia tem todo o direito de não mais querer aguentar o massacre que é trabalhar numa novela e tem, muito mais, o direito de optar por uma vida comum que só o bendito anonimato permite. Lídia vai bem, muito bem, agora é uma renomada psicóloga, é só quem conhece mesmo Lídia sabe o quanto ela é uma mulher especial.

Em cena, num palco de teatro, Lídia já era uma menina (uma mulher decidida) à procura de captar-se a si mesma, coisa que depois trouxe para a vida de psicóloga. Se na estréia, na peça ''Calúnia'', uma peça difícil de Lillian Hellman, ela se destacou ao ponto de merecer o ''Prêmio Mambembe de Atriz Revelação'', peça dirigida por Bibi Ferreira. A produção do espetáculo era assinada por Tonia Carrero, realizada em 1981.

com Monah Delacy em "Calúnia" (teatro)

O pai, o pastor presbiteriano Jonas Rezende, levou-a à TV para uma entrevista. Bastou ela recitar um versinho para ser convidada a ser a intérprete de ''Márcia e seus problemas'', na TV Educativa do Rio em 1974.

Alguém da Globo assistiu ao programa e sugeriu o seu nome ao exigente e genial Walter Avancini que testava atrizes para a novela ''O Grito'' (1975), de Jorge Andrade que tinha no elenco entre outros: Glória Menezes, Walmor Chagas, Maria Fernanda, Tereza Rachel, Ruth de Souza, Isabel Ribeiro... entre outros. Lídia ficou com papel.
Com a palavra o gênio Walter Avancini: Eu era muito autoritário e exigia na época o máximo... Mas desde então eu já percebia nela um poder de comunicação e um grande nível de sensualidade, numa relação com o vital que ela passa através do olhar... fico muito feliz em ver a minha percepção sobre ela inteiramente confirmada.

a novela ''O Grito'' (1975)


Em 1976 Lídia participa da novela ''O Feijão e o Sonho'' uma das novelas do horário das 18 horas mais singelas e adoráveis já feitas na TV, adaptada do romance homônimo de Orígenes Lessa, por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Herval Rossano. Depois da novela ''À Sombra dos Laranjais'' de (1977), seu primeiro grande momento na TV é a novela ''Espelho Mágico'' de Lauro César Muniz, atuação de Lídia foi tão elogiada que ela ganhou ''Prêmio APCA'' e o ''Troféu Imprensa de Revelação do ano na TV''.

com Tarcísio Meira e Glória Menezes na novela ''Espelho Mágico'' (1977)

com  Tony Ramos e Glória Menezes na novela ''Espelho Mágico'' (1977)

Lídia sempre foi uma mulher tensa, determinada, como poucas, sabe onde está o eixo de tudo, assim ela conquista de vez o público com a doce e forte Vera Lúcia da novela ''Dancin' Days'' de Gilberto Braga, grande sucesso de 1978, a novela foi tema, nesse mesmo ano, de uma reportagem da revista americana Newsweek que destacou a influência da novela sobre os hábitos de consumo dos telespectadores.
com o nosso querido Lauro Corona na novela ''Dancin' Days''
 
com Lauro Corona na novela ''Dancin' Days'' (1978)

com Lauro Corona na novela ''Dancin' Days'' (1978)

com Lauro Corona

Em 1979, Lídia consegue um dos papéis principais na novela ''Os Gigantes'', onde tem um caso com o protagonista principal Tarcísio Meira. Lídia ousada aceitou o tema tabu para época a questão do homossexualismo, através das personagens Paloma (Dina Sfat) e Renata Garcia (Lídia Brondi), algo que foi rejeitado pelo público, que considerou as temáticas, em particular a eutanásia, impróprias para uma novela em tempos de ditadura militar e desafiando a censura.

com Tarcísio Meira

com Tarcísio Meira na novela ''Os Gigantes'' (1979)


Em 1980, ela estréia no teatro, num papel principal na peça ''Passageiros da Estrela'', a atriz dividiu os palcos com o ator Júlio Braga, irmão de Sônia Braga, e namorado de Lídia naquele ano. “Passageiros da Estrela”, apresentada no Teatro Villa-Lobos, tinha direção de Lauro Góes e músicas de Egberto Gismonti, a peça foi um sucesso. Neste mesmo ano é coroada a ''Rainha das Atrizes'', com direito a faixa e cetro, no carnaval de 80.

''Passageiros da Estrela'' (teatro 1980)


Neste mesmo ano ela estréia também no cinema, no fime ''Perdoa-me por me Traíres'', de Braz Chediak. Destaque para as interpretações de Rubens Corrêa, Lídia Brondi e Henriette Morineau, essa última numa participação especial, marcante, dessa grande dama do teatro.
 
no filme ''Perdoa-me por me Traíres'' (1980)

1981 é um ano importante para Lídia, no cinema ela ataca de novo com Nelson Rodrigues, no filme “O Beijo no Asfalto”, um filme que tem como tema principal os homens, mas são as interpretações de Lídia Brondi e Christiane Torloni que receberam os elogios da crítica.
o filme ''O Beijo no Asfalto'' (1981)

No teatro, com a peça ''Calúnia'' e na TV na novela ''Baila comigo'' de Manoel Carlos que traz sua primeira Helena interpretada por Lilian Lemmertz, ambos um sucesso.
Em 1982, ela faz sua primeira protagonista em novela ''O Homem Proibido''. A novela  foi escrita por Teixeira Filho, baseada em um romance de Nelson Rodrigues. Depois de ter sua exibição proibida horas antes da estreia, anunciada para 1º de março, a trama de Teixeira Filho, baseada na obra de Nelson Rodrigues, começou a ser exibida, expecionalmente, numa terça.
A história polêmica do dramaturgo foi adaptada para o horário das seis. Mas, mesmo após ter a história “suavizada”, a novela chamou a atenção da censura. Várias cenas dos primeiros capítulos foram cortadas, principalmente aquelas que insinuavam que poderia existir uma paixão entre as primas Sônia (Savalla) e Joyce (Lídia).

com Edson Celulari na novela ''O Homem Proibido'' (1982)


Neste mesmo ano ela mal sai de uma novela e já emenda outra, o grande sucesso ''Final Feliz'' (essa foi a última novela inédita da veterana autora Ivani Ribeiro. Também marcou a primeira telenovela de Ivani na Rede Globo. As outras foram todas regravações ou obras baseadas em outros trabalhos). Esse foi o último trabalho da atriz Elza Gomes, que interpretou a trambiqueira dona Sinhá. A atriz faleceria em 17 de maio de 1984. Aliás, uma inesquecível atuação.
 
com Buza Ferraz na novela ''Final Feliz'' (1981)
com Lilian Lemmertz  na novela ''Final Feliz'' (1981)

Lídia Brondi interpretou Leila Diniz no documentário “Já Que Ninguém Me Tira Para Dançar”, filme sobre a atriz dirigido por Ana Maria Magalhães, em 1982, dez anos após a morte de Leila.

Em 1983, ela é a estrela da peça ''O Colecionador''. A peça, foi um dos destaques da carreira de Lídia Brondi no teatro, foi dirigida por Luíz Fernando e baseada no original de Alan Parker, com adaptação de Juca de Oliveira.

com Ewerton de Castro na peça  "O Colecionador" (1983)

Depois de alguns papéis irrelevantes ela volta num dos maiores sucessos da televisão brasileira, a novela ''Roque Santeiro'', de 1985, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Roque Santeiro atingiu recordes de audiência logo na primeira semana de exibição. Durante a exibição do capítulo de número 143, dia 10 de dezembro de 1985, a novela registra uma das maiores audiências, já registrada televisão brasileira, foram incríveis 98 pontos de audiência.

com Regina Duarte e Lima Duarte na novela ''Roque Santeiro'' (1985)

Em 1986, o diretor alemão Peter Palitzsch levou para o palco do Teatro Glória, no Rio de Janeiro, a peça “A Verdadeira Vida de Jonas Wenka”. Lídia Brondi e André Valli estavam no elenco da peça, que contava com a participação do Grupo Tapa.
Lídia Brondi interpretava a copeira Sílvia, que era amada pelo garçom Jonas Wenka (André Valli). A crítica de Martha Baptista destacou o trabalho da atriz: “Lídia cria uma copeira com vária facetas: ora donzela frágil, ora mulher sensual, ora trabalhadora consciente de suas limitações”. Qunado o diretor alemão Peter Palitzch veio ao Brasil dirigir Jonas Wenka. Ele sem falar português, ela sem falar alemão. O primeiro contato foi desastroso, tudo parecia levar à incomunicabilidade. Mas Lídia é tinhosa. Foi à luta como uma grande atriz e mulher. Não sabia como trabalhar as categorias brechtianas  propostas pelo texto. Não teve dúvida. Despresou os manuais e apelou para a paixão. Palistch e Lídia acabaram amigos e a peça é claro um sucesso.
 
na peça "A Verdadeira Vida de Jonas Wenka" (1986)

Em 1987, cansada de fazer a menina rebelde de pais  desajustados, tantas vezes repetida nas novelas da Globo, faz uma ousadia para época, cancela seu belo contrato com a Globo, o que já mostraria mais tarde que Lídia nunca ligou pra estrelismos, e aceita ir para a Rede Manchete na época ainda começando na TV, aceita fazer a investigativa e furona repórter Bárbara na excelente novela ''Corpo Santo'', não importa que com essa opção tenha desprezado um papel (mais uma vez da filha de pais desajustados) que a Globo ofereceu na novela ''O Outro''.
A novela ''Corpo Santo'' foi escrita por José Louzeiro, Cláudio MacDowell e Wilson Aguiar Filho com a colaboração de Eliane Garcia, Maria Cláudia Oliveira e Leila Miccollis e dirigida por José Wilker (que adotou o pseudônimo de João Matos), Ary Coslov e Walter Campos. Lídia e Cristiane eram as atrizes principais, Christiane Torloni brigou com a direção da novela, o que levou a emissora a "matar" sua personagem (Simone Reski) pelas mãos de Russo (Jonas Bloch). Daí para frente, a personagem de (Lídia Brondi) e a filha da protagonista, Lucinha (Sílvia Buarque) viram as personagens centrais da história, e o eixo dramático ficou entre a luta das duas quadrilhas, lideradas por Grego e Téo, o que elevou a audiência, ao contrário das expectativas. Corpo Santo ganhou os prêmios da APCA de melhor novela, melhor texto para novela, melhor ator coadjuvante (Sérgio Viotti), melhor atriz coadjuvante (Ângela Vieira) e melhor revelação masculina (Chico Diaz). Neste mesmo ano ela é atriz principal do filme  ''Rádio Pirata'', de Lael Rodrigues.

na novela ''Corpo Santo'' (1987)

na novela ''Corpo Santo'' (1987)

no filme ''Rádio Pirata'' (1987)


Em 1988, antes de iniciar sua participação em “Vale Tudo”, Lídia Brondi atuou nos palcos cariocas como Lucy, uma das personagens centrais da peça “Drácula”, de Bram Stocker. O espetáculo era dirigido por Ary Fontoura e tinha Luiz Fernando Guimarães, Carvalhinho e Ariel Coelho no elenco.
Com o sucesso de ''Corpo Santo'', a Globo chamou Lídia de volta com um papel diferente uma jornalista tensa sem família que vive com muita garra e alegria com seus ideais corretos que vão de encontram com a personagem vilã Odete Roitman, interpretada pela atriz Beatriz Segall, considerada a maior vilã da história da teledramaturgia. A novela foi considerada a melhor do ano tanto pela ''APCA'', quanto pelo ''Troféu Imprensa''.

com Cassio Gabus Mendes na novela ''Vale-Tudo'' (1988)

na novela ''Vale-Tudo'' (1988)

com Cassio Gabus Mendes na novela ''Vale-Tudo'' (1988)

Em 1989, ela interpreta Leonora Cantarelli suposta enteada da protagonista Betty Faria na novela de grande sucesso ''Tieta'', escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.
O segundo semestre de 1989 foi de muito trabalho para Lídia Brondi. Além de atuar na novela “Tieta”, como Leonora, a atriz era um dos principais nomes da peça “George Dandan”, ao lado de Rubens Corrêa - o ator preferido de Lídia.
Na peça, dirigida por Ivan de Albuquerque, Lídia Brondi interpretou Angélica, uma jovem filha de nobres falidos, vendida pelos pais para George Dandan (Rubens Corrêa). O espetáculo estreou no dia 2 de setembro de 1989, no Teatro Ipanema. Dividida em três atos, a peça era baseada no original de Molière. “George Dandan” foi apresentada 84 vezes, ficando em em cartaz até 7 de janeiro de 1990 (menos de três meses antes do fim de “Tieta”).

com Reginaldo Farias na novela ''Tieta'' (1989)

com Reginaldo Farias na novela ''Tieta'' (1989)
cartaz da peça ''George Dandan”(1989)


Em 1990, Lídia Brondi protagonizou, ao lado de Thales Pan Chacon, a peça “Descalços no Parque“, uma adaptação de Flávio Marinho com direção de Ricardo Waddington. A comédia ainda contava com Edney Giovenazzi e Míriam Pires no elenco.
O espetáculo foi bastante elogiado por Lília Coelho, em uma crítica publicada na revista “Contigo!“. “Descalços no Parque” percorreu o país com várias apresentações.
No mesmo ano, Ricardo Waddington também dirigiu Lídia Brondi e Thales Pan Chacon na novela “Meu Bem, Meu Mal“.
Para compor a personagem, Lídia Brondi usou uma peruca, escondendo o cabelo curtinho que aparecia na novela das oito.
No dia 29 de outubro de 1990, data em que Lídia Brondi completou 31 anos, estreava a novela “Meu Bem, Meu Mal”, último trabalho da atriz na televisão. Na trama, assinada por seu futuro sogro Cassiano Gabus Mendes, Lídia viveu a jovem Fernanda Castro, personagem que é humilhada por Isadora Venturini (Sílvia Pffeifer) e motiva sua família a criar um plano de vingança contra a vilã.
Na história, Fernanda tem um romance com Marco Antônio, papel de Fábio Assunção, em sua primeira novela. Com o fim do namoro, graças à interferência da sogra, Fernanda se envolve com André (Marcos Paulo) – que nutria um sentimento de quase devoção por Isadora Venturini.
O romance de Fernanda e André também não deu certo. Ela acabou mesmo não resistindo à paixão que sentia por Doca (Cássio Gabus Mendes), mesmo depois de muita implicância. Lídia e Cássio, como já sabemos, acabaram juntos na vida real.

a peça “Descalços no Parque“ (1990)

com Cassio Gabus Mendes na novela ''Meu Bem, Meu Mal'' (1990)
                                                                      Reprodução/TV Globo

Em 1992, Lídia e Cássio Gabus Mendes já estavam juntos quando resolveram produzir e atuar em “Parsifal”, peça de Jorge Takla. A trilha sonora da peça era baseada na ópera “Parsifal” de Richard Wagner. A peça foi seu último trabalho como atriz.
Foi na peça “Parsifal”, que estreou em março de 1992, que Lídia Brondi trabalhou como atriz, pela última vez, antes de abandonar a carreira de atriz para se concentrar na carreira de psicóloga. Assim como ''Greta Garbo'', ''Norma Shearer'', ''Grace Kelly'', nossa ''Lídia Brondi'', também encerrou a carreira no auge do sucesso, isso não é para qualquer um, para nós Lídia vai ser sempre uma grande dama, uma grande mulher, uma atriz de palco, tela e TV como poucas.

                    O último trabalho de Lídia Brondi como atriz foi na peça "Parsifal", em 1992.


VIDA PESSOAL

Nada de acomodação para Lídia Brondi ela sempre revelou que suas certezas são mutáveis. Tudo muda. Com ela sempre foi assim, mesmo odiando a política, a tradicional, a dos discursos velhos, não se omite nos agitos eleitorais. Em 1982 votou e lutou pelo PT. Em 1986 voltou ao PT, partido que a desiludira pelo sectarismo (que mulher a frente de seu tempo essa Lídia Brondi, que orgulho), mas que no rio ganhou a ''salutar adesão do Partido Verde''. Lídia nunca  se aprisinou pelo rótulo ou phisique-du-rôle que tentaram impor. Ela é cheia de vida e de energia boa. Lídia parece divertir-se descobrindo a vida, novos desafios, para ela, a vida é uma gostosa brincadeira. E das mais sérias.

Casou-se com o diretor de televisão Ricardo Waddington (na época no auge da beleza e da garra), em 1982, com quem teve a sua única filha, Isadora, nascida em 1985. Separou-se em 1988 e voltou a casar-se em 1991, desta vez com o ator Cássio Gabus Mendes, com quem vive até hoje e com quem contracenou na telenovela Vale Tudo, de Gilberto Braga. Terminou a sua carreira após ter participado na novela Meu Bem, Meu Mal e na peça "Parsifal". Longe da fama, dedicou-se aos estudos e formou-se em Psicologia. Longe dos holofotes e apesar do interesse dos fãs em saber como anda a então famosa atriz, raramente ela é vista em público ou dá entrevistas.
Em (13/06/2013), foi oficializado o casamento de Lídia Brondi e Cássio Gabus. Além do bolo e de uma nova foto, onde Lídia estampa sua felicidade,  teve a participação de sua filha Isadora, de 27 anos.
A filha de Lídia com o diretor Ricardo Waddington mora atualmente em São Francisco, nos Estados Unidos, e estuda no San Francisco Art Institute.
Lídia estava bastante emocionada durante a cerimônia (celebrada por seu pai, o pastor Jonas Rezende). Lídia também jogou o buquê para as amigas presentes, como manda o figurino.
Após 20 anos, Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes oficializam sua bela união.


MIL FACES DE UMA GRANDE PAIXÃO; LÍDIA BRONDI.


Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi oficializam união, foto tirada em 2013
Foto: Divulgação




Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes na época de Vale Tudo (1988) (Foto: Divulgação)











2 comentários:

  1. mais sobre nossa querida Lídia Brondi, o ótimo blog - ''http://lidiabrondi.wordpress.com/''

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