quarta-feira, 9 de outubro de 2013

LÍDIA BRONDI










foto (J. R. Duran)



Lídia Brondi Resende Mendes (nasceu em Campinas, 29 de outubro de 1960), é uma psicóloga e ex-atriz brasileira (por opção, caso raro no gênero).
Longe da fama, dedicou-se aos estudos e formou-se em Psicologia. Longe dos holofotes e apesar do interesse dos fãs em saber como anda a então famosa atriz, raramente ela é vista em público ou dá entrevistas (o que gerou vários boatos, na maioria falsos) Mas Lídia tem todo o direito de não mais querer aguentar o massacre que é trabalhar numa novela e tem, muito mais, o direito de optar por uma vida comum que só o bendito anonimato permite. Lídia vai bem, muito bem, agora é uma renomada psicóloga, é só quem conhece mesmo Lídia sabe o quanto ela é uma mulher especial.

Em cena, num palco de teatro, Lídia já era uma menina (uma mulher decidida) à procura de captar-se a si mesma, coisa que depois trouxe para a vida de psicóloga. Se na estréia, na peça ''Calúnia'', uma peça difícil de Lillian Hellman, ela se destacou ao ponto de merecer o ''Prêmio Mambembe de Atriz Revelação'', peça dirigida por Bibi Ferreira. A produção do espetáculo era assinada por Tonia Carrero, realizada em 1981.

com Monah Delacy em "Calúnia" (teatro)

O pai, o pastor presbiteriano Jonas Rezende, levou-a à TV para uma entrevista. Bastou ela recitar um versinho para ser convidada a ser a intérprete de ''Márcia e seus problemas'', na TV Educativa do Rio em 1974.

Alguém da Globo assistiu ao programa e sugeriu o seu nome ao exigente e genial Walter Avancini que testava atrizes para a novela ''O Grito'' (1975), de Jorge Andrade que tinha no elenco entre outros: Glória Menezes, Walmor Chagas, Maria Fernanda, Tereza Rachel, Ruth de Souza, Isabel Ribeiro... entre outros. Lídia ficou com papel.
Com a palavra o gênio Walter Avancini: Eu era muito autoritário e exigia na época o máximo... Mas desde então eu já percebia nela um poder de comunicação e um grande nível de sensualidade, numa relação com o vital que ela passa através do olhar... fico muito feliz em ver a minha percepção sobre ela inteiramente confirmada.

a novela ''O Grito'' (1975)


Em 1976 Lídia participa da novela ''O Feijão e o Sonho'' uma das novelas do horário das 18 horas mais singelas e adoráveis já feitas na TV, adaptada do romance homônimo de Orígenes Lessa, por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Herval Rossano. Depois da novela ''À Sombra dos Laranjais'' de (1977), seu primeiro grande momento na TV é a novela ''Espelho Mágico'' de Lauro César Muniz, atuação de Lídia foi tão elogiada que ela ganhou ''Prêmio APCA'' e o ''Troféu Imprensa de Revelação do ano na TV''.

com Tarcísio Meira e Glória Menezes na novela ''Espelho Mágico'' (1977)

com  Tony Ramos e Glória Menezes na novela ''Espelho Mágico'' (1977)

Lídia sempre foi uma mulher tensa, determinada, como poucas, sabe onde está o eixo de tudo, assim ela conquista de vez o público com a doce e forte Vera Lúcia da novela ''Dancin' Days'' de Gilberto Braga, grande sucesso de 1978, a novela foi tema, nesse mesmo ano, de uma reportagem da revista americana Newsweek que destacou a influência da novela sobre os hábitos de consumo dos telespectadores.
com o nosso querido Lauro Corona na novela ''Dancin' Days''
 
com Lauro Corona na novela ''Dancin' Days'' (1978)

com Lauro Corona na novela ''Dancin' Days'' (1978)

com Lauro Corona

Em 1979, Lídia consegue um dos papéis principais na novela ''Os Gigantes'', onde tem um caso com o protagonista principal Tarcísio Meira. Lídia ousada aceitou o tema tabu para época a questão do homossexualismo, através das personagens Paloma (Dina Sfat) e Renata Garcia (Lídia Brondi), algo que foi rejeitado pelo público, que considerou as temáticas, em particular a eutanásia, impróprias para uma novela em tempos de ditadura militar e desafiando a censura.

com Tarcísio Meira

com Tarcísio Meira na novela ''Os Gigantes'' (1979)


Em 1980, ela estréia no teatro, num papel principal na peça ''Passageiros da Estrela'', a atriz dividiu os palcos com o ator Júlio Braga, irmão de Sônia Braga, e namorado de Lídia naquele ano. “Passageiros da Estrela”, apresentada no Teatro Villa-Lobos, tinha direção de Lauro Góes e músicas de Egberto Gismonti, a peça foi um sucesso. Neste mesmo ano é coroada a ''Rainha das Atrizes'', com direito a faixa e cetro, no carnaval de 80.

''Passageiros da Estrela'' (teatro 1980)


Neste mesmo ano ela estréia também no cinema, no fime ''Perdoa-me por me Traíres'', de Braz Chediak. Destaque para as interpretações de Rubens Corrêa, Lídia Brondi e Henriette Morineau, essa última numa participação especial, marcante, dessa grande dama do teatro.
 
no filme ''Perdoa-me por me Traíres'' (1980)

1981 é um ano importante para Lídia, no cinema ela ataca de novo com Nelson Rodrigues, no filme “O Beijo no Asfalto”, um filme que tem como tema principal os homens, mas são as interpretações de Lídia Brondi e Christiane Torloni que receberam os elogios da crítica.
o filme ''O Beijo no Asfalto'' (1981)

No teatro, com a peça ''Calúnia'' e na TV na novela ''Baila comigo'' de Manoel Carlos que traz sua primeira Helena interpretada por Lilian Lemmertz, ambos um sucesso.
Em 1982, ela faz sua primeira protagonista em novela ''O Homem Proibido''. A novela  foi escrita por Teixeira Filho, baseada em um romance de Nelson Rodrigues. Depois de ter sua exibição proibida horas antes da estreia, anunciada para 1º de março, a trama de Teixeira Filho, baseada na obra de Nelson Rodrigues, começou a ser exibida, expecionalmente, numa terça.
A história polêmica do dramaturgo foi adaptada para o horário das seis. Mas, mesmo após ter a história “suavizada”, a novela chamou a atenção da censura. Várias cenas dos primeiros capítulos foram cortadas, principalmente aquelas que insinuavam que poderia existir uma paixão entre as primas Sônia (Savalla) e Joyce (Lídia).

com Edson Celulari na novela ''O Homem Proibido'' (1982)


Neste mesmo ano ela mal sai de uma novela e já emenda outra, o grande sucesso ''Final Feliz'' (essa foi a última novela inédita da veterana autora Ivani Ribeiro. Também marcou a primeira telenovela de Ivani na Rede Globo. As outras foram todas regravações ou obras baseadas em outros trabalhos). Esse foi o último trabalho da atriz Elza Gomes, que interpretou a trambiqueira dona Sinhá. A atriz faleceria em 17 de maio de 1984. Aliás, uma inesquecível atuação.
 
com Buza Ferraz na novela ''Final Feliz'' (1981)
com Lilian Lemmertz  na novela ''Final Feliz'' (1981)

Lídia Brondi interpretou Leila Diniz no documentário “Já Que Ninguém Me Tira Para Dançar”, filme sobre a atriz dirigido por Ana Maria Magalhães, em 1982, dez anos após a morte de Leila.

Em 1983, ela é a estrela da peça ''O Colecionador''. A peça, foi um dos destaques da carreira de Lídia Brondi no teatro, foi dirigida por Luíz Fernando e baseada no original de Alan Parker, com adaptação de Juca de Oliveira.

com Ewerton de Castro na peça  "O Colecionador" (1983)

Depois de alguns papéis irrelevantes ela volta num dos maiores sucessos da televisão brasileira, a novela ''Roque Santeiro'', de 1985, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Roque Santeiro atingiu recordes de audiência logo na primeira semana de exibição. Durante a exibição do capítulo de número 143, dia 10 de dezembro de 1985, a novela registra uma das maiores audiências, já registrada televisão brasileira, foram incríveis 98 pontos de audiência.

com Regina Duarte e Lima Duarte na novela ''Roque Santeiro'' (1985)

Em 1986, o diretor alemão Peter Palitzsch levou para o palco do Teatro Glória, no Rio de Janeiro, a peça “A Verdadeira Vida de Jonas Wenka”. Lídia Brondi e André Valli estavam no elenco da peça, que contava com a participação do Grupo Tapa.
Lídia Brondi interpretava a copeira Sílvia, que era amada pelo garçom Jonas Wenka (André Valli). A crítica de Martha Baptista destacou o trabalho da atriz: “Lídia cria uma copeira com vária facetas: ora donzela frágil, ora mulher sensual, ora trabalhadora consciente de suas limitações”. Qunado o diretor alemão Peter Palitzch veio ao Brasil dirigir Jonas Wenka. Ele sem falar português, ela sem falar alemão. O primeiro contato foi desastroso, tudo parecia levar à incomunicabilidade. Mas Lídia é tinhosa. Foi à luta como uma grande atriz e mulher. Não sabia como trabalhar as categorias brechtianas  propostas pelo texto. Não teve dúvida. Despresou os manuais e apelou para a paixão. Palistch e Lídia acabaram amigos e a peça é claro um sucesso.
 
na peça "A Verdadeira Vida de Jonas Wenka" (1986)

Em 1987, cansada de fazer a menina rebelde de pais  desajustados, tantas vezes repetida nas novelas da Globo, faz uma ousadia para época, cancela seu belo contrato com a Globo, o que já mostraria mais tarde que Lídia nunca ligou pra estrelismos, e aceita ir para a Rede Manchete na época ainda começando na TV, aceita fazer a investigativa e furona repórter Bárbara na excelente novela ''Corpo Santo'', não importa que com essa opção tenha desprezado um papel (mais uma vez da filha de pais desajustados) que a Globo ofereceu na novela ''O Outro''.
A novela ''Corpo Santo'' foi escrita por José Louzeiro, Cláudio MacDowell e Wilson Aguiar Filho com a colaboração de Eliane Garcia, Maria Cláudia Oliveira e Leila Miccollis e dirigida por José Wilker (que adotou o pseudônimo de João Matos), Ary Coslov e Walter Campos. Lídia e Cristiane eram as atrizes principais, Christiane Torloni brigou com a direção da novela, o que levou a emissora a "matar" sua personagem (Simone Reski) pelas mãos de Russo (Jonas Bloch). Daí para frente, a personagem de (Lídia Brondi) e a filha da protagonista, Lucinha (Sílvia Buarque) viram as personagens centrais da história, e o eixo dramático ficou entre a luta das duas quadrilhas, lideradas por Grego e Téo, o que elevou a audiência, ao contrário das expectativas. Corpo Santo ganhou os prêmios da APCA de melhor novela, melhor texto para novela, melhor ator coadjuvante (Sérgio Viotti), melhor atriz coadjuvante (Ângela Vieira) e melhor revelação masculina (Chico Diaz). Neste mesmo ano ela é atriz principal do filme  ''Rádio Pirata'', de Lael Rodrigues.

na novela ''Corpo Santo'' (1987)

na novela ''Corpo Santo'' (1987)

no filme ''Rádio Pirata'' (1987)


Em 1988, antes de iniciar sua participação em “Vale Tudo”, Lídia Brondi atuou nos palcos cariocas como Lucy, uma das personagens centrais da peça “Drácula”, de Bram Stocker. O espetáculo era dirigido por Ary Fontoura e tinha Luiz Fernando Guimarães, Carvalhinho e Ariel Coelho no elenco.
Com o sucesso de ''Corpo Santo'', a Globo chamou Lídia de volta com um papel diferente uma jornalista tensa sem família que vive com muita garra e alegria com seus ideais corretos que vão de encontram com a personagem vilã Odete Roitman, interpretada pela atriz Beatriz Segall, considerada a maior vilã da história da teledramaturgia. A novela foi considerada a melhor do ano tanto pela ''APCA'', quanto pelo ''Troféu Imprensa''.

com Cassio Gabus Mendes na novela ''Vale-Tudo'' (1988)

na novela ''Vale-Tudo'' (1988)

com Cassio Gabus Mendes na novela ''Vale-Tudo'' (1988)

Em 1989, ela interpreta Leonora Cantarelli suposta enteada da protagonista Betty Faria na novela de grande sucesso ''Tieta'', escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.
O segundo semestre de 1989 foi de muito trabalho para Lídia Brondi. Além de atuar na novela “Tieta”, como Leonora, a atriz era um dos principais nomes da peça “George Dandan”, ao lado de Rubens Corrêa - o ator preferido de Lídia.
Na peça, dirigida por Ivan de Albuquerque, Lídia Brondi interpretou Angélica, uma jovem filha de nobres falidos, vendida pelos pais para George Dandan (Rubens Corrêa). O espetáculo estreou no dia 2 de setembro de 1989, no Teatro Ipanema. Dividida em três atos, a peça era baseada no original de Molière. “George Dandan” foi apresentada 84 vezes, ficando em em cartaz até 7 de janeiro de 1990 (menos de três meses antes do fim de “Tieta”).

com Reginaldo Farias na novela ''Tieta'' (1989)

com Reginaldo Farias na novela ''Tieta'' (1989)
cartaz da peça ''George Dandan”(1989)


Em 1990, Lídia Brondi protagonizou, ao lado de Thales Pan Chacon, a peça “Descalços no Parque“, uma adaptação de Flávio Marinho com direção de Ricardo Waddington. A comédia ainda contava com Edney Giovenazzi e Míriam Pires no elenco.
O espetáculo foi bastante elogiado por Lília Coelho, em uma crítica publicada na revista “Contigo!“. “Descalços no Parque” percorreu o país com várias apresentações.
No mesmo ano, Ricardo Waddington também dirigiu Lídia Brondi e Thales Pan Chacon na novela “Meu Bem, Meu Mal“.
Para compor a personagem, Lídia Brondi usou uma peruca, escondendo o cabelo curtinho que aparecia na novela das oito.
No dia 29 de outubro de 1990, data em que Lídia Brondi completou 31 anos, estreava a novela “Meu Bem, Meu Mal”, último trabalho da atriz na televisão. Na trama, assinada por seu futuro sogro Cassiano Gabus Mendes, Lídia viveu a jovem Fernanda Castro, personagem que é humilhada por Isadora Venturini (Sílvia Pffeifer) e motiva sua família a criar um plano de vingança contra a vilã.
Na história, Fernanda tem um romance com Marco Antônio, papel de Fábio Assunção, em sua primeira novela. Com o fim do namoro, graças à interferência da sogra, Fernanda se envolve com André (Marcos Paulo) – que nutria um sentimento de quase devoção por Isadora Venturini.
O romance de Fernanda e André também não deu certo. Ela acabou mesmo não resistindo à paixão que sentia por Doca (Cássio Gabus Mendes), mesmo depois de muita implicância. Lídia e Cássio, como já sabemos, acabaram juntos na vida real.

a peça “Descalços no Parque“ (1990)

com Cassio Gabus Mendes na novela ''Meu Bem, Meu Mal'' (1990)
                                                                      Reprodução/TV Globo

Em 1992, Lídia e Cássio Gabus Mendes já estavam juntos quando resolveram produzir e atuar em “Parsifal”, peça de Jorge Takla. A trilha sonora da peça era baseada na ópera “Parsifal” de Richard Wagner. A peça foi seu último trabalho como atriz.
Foi na peça “Parsifal”, que estreou em março de 1992, que Lídia Brondi trabalhou como atriz, pela última vez, antes de abandonar a carreira de atriz para se concentrar na carreira de psicóloga. Assim como ''Greta Garbo'', ''Norma Shearer'', ''Grace Kelly'', nossa ''Lídia Brondi'', também encerrou a carreira no auge do sucesso, isso não é para qualquer um, para nós Lídia vai ser sempre uma grande dama, uma grande mulher, uma atriz de palco, tela e TV como poucas.

                    O último trabalho de Lídia Brondi como atriz foi na peça "Parsifal", em 1992.


VIDA PESSOAL

Nada de acomodação para Lídia Brondi ela sempre revelou que suas certezas são mutáveis. Tudo muda. Com ela sempre foi assim, mesmo odiando a política, a tradicional, a dos discursos velhos, não se omite nos agitos eleitorais. Em 1982 votou e lutou pelo PT. Em 1986 voltou ao PT, partido que a desiludira pelo sectarismo (que mulher a frente de seu tempo essa Lídia Brondi, que orgulho), mas que no rio ganhou a ''salutar adesão do Partido Verde''. Lídia nunca  se aprisinou pelo rótulo ou phisique-du-rôle que tentaram impor. Ela é cheia de vida e de energia boa. Lídia parece divertir-se descobrindo a vida, novos desafios, para ela, a vida é uma gostosa brincadeira. E das mais sérias.

Casou-se com o diretor de televisão Ricardo Waddington (na época no auge da beleza e da garra), em 1982, com quem teve a sua única filha, Isadora, nascida em 1985. Separou-se em 1988 e voltou a casar-se em 1991, desta vez com o ator Cássio Gabus Mendes, com quem vive até hoje e com quem contracenou na telenovela Vale Tudo, de Gilberto Braga. Terminou a sua carreira após ter participado na novela Meu Bem, Meu Mal e na peça "Parsifal". Longe da fama, dedicou-se aos estudos e formou-se em Psicologia. Longe dos holofotes e apesar do interesse dos fãs em saber como anda a então famosa atriz, raramente ela é vista em público ou dá entrevistas.
Em (13/06/2013), foi oficializado o casamento de Lídia Brondi e Cássio Gabus. Além do bolo e de uma nova foto, onde Lídia estampa sua felicidade,  teve a participação de sua filha Isadora, de 27 anos.
A filha de Lídia com o diretor Ricardo Waddington mora atualmente em São Francisco, nos Estados Unidos, e estuda no San Francisco Art Institute.
Lídia estava bastante emocionada durante a cerimônia (celebrada por seu pai, o pastor Jonas Rezende). Lídia também jogou o buquê para as amigas presentes, como manda o figurino.
Após 20 anos, Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes oficializam sua bela união.


MIL FACES DE UMA GRANDE PAIXÃO; LÍDIA BRONDI.


Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi oficializam união, foto tirada em 2013
Foto: Divulgação




Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes na época de Vale Tudo (1988) (Foto: Divulgação)











terça-feira, 8 de outubro de 2013

BEATRICE ARTHUR - A DAMA DO TEATRO AMERICANO - E UMA DAS MAIORES COMEDIANTES DO MUNDO.



''MAUDE''

COM SEU MARIDO ROBERT ALAN 

AS SUPER-GATAS

Bea Arthur on Broadway: Just Between Friends (Teatro)2002

Teatro


Beatrice Arthur (13 maio de 1922 - 25 de abril de 2009) foi uma atriz, comediante e cantora cuja carreira se estendeu por sete décadas. Arthur alcançou a fama no teatro e TV como o personagem Maude Findlay em 1970 em  sitcoms como ''Tudo em Família/All in the Family'' e ''Maude'' , e, como Dorothy Zbornak no seriado dos anos 1980 ''As Super Gatas/The Golden Girls'' , ganhando prêmios Emmy para ambos os papéis. A atriz de teatro, tanto antes como depois de seu sucesso na televisão, ela ganhou o Prêmio Tony de Melhor Atriz em um Musical para seu desempenho como Vera Charles no elenco original de Mame (1966).  

Ela estudou em Cambridge, voltando à cidade natal para trabalhar no teatro (sua grande paixão). Trabalhou em várias peças fora da Broadway como ''Lisístrata'' (1947); ''A Megera Domada'' (1948); ''Homens Preferem as Loiras'' (1951); ''A Ópera dos Três Vinténs'' (1954); ''Plain and Fancy'' (1955); entre outras até chegar a atuar ao lado de Tallulah Bankhead (grande dama do teatro americano), em Ziegfeld Folies (1956).
Fez Nadine Fesser na estréia de 1957 de Herman Wouk ''Caminho da Natureza'' no Teatro Coronet. Na TV estreou em ''Once Upon a Tune'' (1951 ), fez três aparições no programa ''Studio One'' (TV Series). Entre e 1956 e 1957, intregou o elenco da premiada série ''Ceaser's Hour''. No cinema já estreou veterana aos 37 anos de idade num filme que tinha Sophia Loren como estrela ''Mulher Daquela Espécie/That Kind of Woman'' de Sidney Lumet. Em 1970 fez o personagem principal no premiado com o Oscar ''As Mil Faces do Amor/Lovers and Other Strangers'', estréia da talentosa Diane Keaton.
No teatro era um sucesso com peças como ''A Alegre Divorciada no Cherry Lane'' (1960); ''A questão de posição'' (1962); ''Fiddler on the Roof'' (1964) e principalmente ''Mame'' como Vera Charles melhor amiga da protagonista Angela Lansbury que lhe valeu o ''TONY O OSCAR DO TEATRO''. O musical abriu na Broadway em 1966, estrelado por Angela Lansbury e Beatrice Arthur . A produção tornou-se um sucesso e deu origem a um filme de 1974 com Lucille Ball no papel-título e Arthur reprisando seu papel de apoio (aliás no filme feito para o cinema apenas Beatrice Arthur foi elogiada pela crítica), bem como a produção de Londres, um revival da Broadway, e um revival 40 º aniversário no Kennedy Center em 2006.
Na TV alcançou sucesso mundial de crítica e público em 1971.  Bea Arthur foi convidada por Norman Lear a fazer uma participação na comédia de grande sucesso ''Tudo em Família/All in the Family' , como Maude Findlay , a prima de Edith Bunker . Uma feminista liberal franca, Maude era a antítese do intolerante, conservador republicano Archie Bunker , que divisava-la como um "New Deal fanático ". O personagem fez tanto sucesso que os produtores da CBS, perguntaram -  "Quem é essa garota? Vamos dar-lhe sua própria série".
Essa série, seria intitulado simplesmente Maude . O show, estreando em 1972, encontrou-a viva na comunidade afluente do Tuckahoe, Westchester County, Nova York , com seu quarto marido Walter ( Bill Macy ) e sua filha Carol ( Adrienne Barbeau ). Pelo seu desempenho no papel, Arthur recebeu várias indicações ao Emmy e foi cinco vezes indicada ao GLOBO DE OURO DE ATRIZ DE TV/Golden Globe, incluindo sua vitória com ''EMMY o Oscar da TV'' em 1977 para Melhor Atriz em Série de Comédia, além de ter sido mais quatro vezes indicada ao Emmy de Melhor Atriz de TV.
Maude também ganharia um lugar para Arthur na história do movimento de libertação das mulheres.  A série inovadora não se omitiu diante de sérios temas sócio-políticos da época, que eram bastante tabu para a comédia, a partir da Guerra do Vietnã , a Nixon Administração candidatura de Maude e por um Congresso perigoso, divórcio, menopausa, uso de drogas, alcoolismo, esgotamento nervoso, doenças mentais, aborto, a maus-tratos. Um bom exemplo é o "Dilema do Maude", um episódio de duas partes com exibição perto do dia da Ação de Graças de 1972, em que o personagem de Maude lida com uma gravidez de fim de vida, em última análise, decidi fazer um aborto.
Mesmo que o aborto fosse legal no Estado de Nova York, era ilegal em muitas outras regiões do país e, como tal controvérsia provocou. Como resultado, dezenas de filiados recusou-se a transmitir o episódio em que foi originalmente programado, substituindo ou com uma repetição do início da temporada ou a Ação de Graças especial de TV em seu lugar. No entanto, no momento do verão que foi a reprise com temporada de seis meses depois, toda a artilharia tinha morrido para baixo, e as estações que se recusaram a transmitir o episódio em sua primeira corrida restabelecido para as reprises no verão seguinte. Como resultado, o episódio foi ao ar e relatou 65 milhões de telespectadores nos dois episódios.
O episódio foi ao ar dois meses antes da Suprema Corte dos EUA, legalizar o procedimento em todo o país, no caso Roe versus Wade resultado no início de 1973. Em 1978, entretanto, Arthur decidiu mudar-se da série.

Nos anos 70 além da série de grande sucesso ''Maude'', Bea fez uma participação na série ''Laugh-In (TV Series)''´, no episódio ''Episode dated 25 October 1977'', pela qual recebeu uma indicação ao ''EMMY'' de atriz coadjuvante em musical ou variadade. No ano, seguinte ela co-estrelou em ''Star Wars Holiday Special'', no qual ela teve uma música e coreografia na Mos Eisley Cantina. Além de uma participação num especial de grande sucesso mundial ''The Mary Tyler Moore Hour'' em 1979.
Nos anos 80, voltou para o teatro primeiro na peça ''A Lâmpada Flutuante/Woody Allen 's The Floating Light Bulb''(1981); na TV depois de uma participação na premiada série ''Soap'', ela fez uma rápida aparição no filme ''A História do Mundo - Parte I/History of the World: Part I" de Mel Brooks.

Voltou às séries em 1983 com ''Amanda's'', adaptação da série inglesa Fawlty Towers de 13 episódios e principalmente ''As Super Gatas/The Golden Girls", onde interpretou Dorothy Zbornak (em 177 episódios), uma divorciada professora vivendo em uma casa de Miami propriedade por Blanche Devereaux ( Rue McClanahan ). Seus outras companheiras de quarto incluído a viúva Rose Nylund ( Betty White ) e a mãe de Dorothy, Sophia Petrillo ( Estelle Getty ). Getty era na verdade um ano mais nova que Arthur na vida real, e foi fortemente composta de um olhar significativamente mais no universo dos idosos, mas olhando para todos as idades. A série se tornou um sucesso, e manteve-se a classificação de fixação top-ten por sete temporadas. Bea Arthur levou seu segundo ''EMMY O OSCAR DA TV DE MELHOR ATRIZ DE TV'', no total levou quatro indicações ao EMMY, além de quatro indicações ao ''GLOBO DE OURO DE MELHOR ATRIZ DE TV''. Além do ''People's Choice Awards, USA de melhor performance feminina do ano de 1987. Além de ter levado duas vezes ''O Prêmio de Cultura Pop da TV Land Awards''; apesar de comédia a série trata de vários assuntos difíceis tais como casamento homossexual, atendimento aos idosos e sem-abrigo, a Aids, a discriminação contra as pessoas com HIV, a política de imigração dos EUA, racismo, morte e suicídio assistido. Durante o seu funcionamento original, The Golden Girls recebeu 68 indicações ao Emmy, 11 prêmios Emmy, quatro Globos de Ouro e dois espectadores de televisão de qualidade prêmios. Todas as atrizes principais ganharam o Emmy Awards por suas performances no show. The Golden Girls é um dos três shows, junto com All in the Family e Will & Grace , onde todos os atores principais já ganhou pelo menos um Prêmio Emmy.

Arthur decidiu deixar o show depois de sete anos, e em 1992, o show foi transferido da NBC para a CBS e refeito como The Golden Palace em que as outras três atrizes reprisaram seus papéis. Arthur fez uma aparição em um episódio de duas partes. Com a saída de Bea a outra série não funcionou e foi cancelada depois de 24 episódios.
Em 1988 fez o filme para televisão ''Cara e Coroas/My First Love" de Gilbert Cates, de grande sucesso de público e crítica. Ainda participou das peças ''La Fille du Regiment'' (1994) e ''Bermuda Triangle Avenue'' (1995-1996).
Depois que Arthur deixou ''The Golden Girls'', ela fez várias aparições em programas de televisão e  excursionou pelo teatro com uma peça que falava de uma mulher parecida com a própria Bea, alternadamente, intitulado ''An Evening with Bea Arthur e E então há Bea''. Ela fez uma aparição no desenho animado americano ''Futurama'' , nos Emmy -nomeado 2001 episódio " Amazon Women In the Mood", como a voz do Femputer que governou as mulheres gigantes da Amazônia. Ela também apareceu em um episódio da primeira temporada de ''Malcolm in the Middle'', como a Sra. White, babá de Dewey, que é levado em uma ambulância por razões desconhecidas. Ela foi nomeada para um Emmy de Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia por sua atuação. Ela também apareceu como mãe de Larry David na série ''Curb Your Enthusiasm'' de 2005.
Em 2002, ela voltou para a Broadway estrelado em Bea Arthur on Broadway: Just Between Friends, uma coleção de histórias e músicas (com o músico Billy Goldenberg ) baseado em sua vida e carreira. O show foi nomeado para um Tony Award de Melhor Evento Teatral Especial. No ano anterior, tinha sido o primeiro da categoria, e só havia um candidato. Naquele ano, Arthur foi contra performances solo de soprano Barbara Cozinheiro , o comediante John Leguizamo e colega de Arthur no programa de Piscator na nova escola, a atriz Elaine Stritch , que venceu por Elaine Stritch: em liberdade.
Além de aparecer em uma série de programas que olham para trás em seu próprio trabalho, Arthur realizado no palco e na televisão tributos de Jerry Herman , Bob Hope , Peggy Lee e Ellen DeGeneres . Em 2005, ela participou do Comedy Central Roast de Pamela Anderson.
''VIDA PESSOAL''
Arthur foi casada duas vezes. Seu primeiro casamento aconteceu durante o seu tempo no serviço militar, quando ela se casou com o Marinho Robert Alan Aurthur,  um roteirista, televisão e produtor de cinema e diretor, cujo sobrenome ela tomou e manteve (embora com uma ortografia modificada). Pouco tempo depois eles se divorciaram em 1950, ela se casou com o diretor Gene Saks com quem adotou dois filhos, Mateus (nascido em 1961), um ator, e Daniel (nascido em 1964), um cenógrafo;. eles permaneceram casados ​​até 1980.
Em 1972, ela se mudou para a área da Grande Los Angeles e sublocar seu apartamento no Central Park West , em Nova York e sua casa de campo em Bedford, Nova Iorque . 
Em uma entrevista de 2003, enquanto em Londres promovendo seu uma mulher show, ela descreveu a capital Inglêsa como sua "cidade favorita no mundo".
Arthur era um ativista comprometida e muitas vezes apoiando Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais campanhas. Arthur juntou PETA em 1987 depois de Golden Girls episódio anti-peles.  Arthur escreveu cartas, fez aparições pessoais e anúncios colocados contra o uso de peles , foie gras , e exploração de crueldade animal por KFC fornecedores. Em Norfolk, Virginia , perto do local da sede da PETA, há um parque do cão chamado Bea Arthur Dog Park em sua honra.
Defender de longa data os direitos civis para as mulheres, os idosos, e os judeus e comunidades LGBT, em seus dois papéis na televisão e através de seu trabalho de caridade e pessoal franqueza, levou-a a ser citada como um ícone LGBT . 
No que diz respeito a política, Arthur mesma era um liberal democrata que confirmou seus pontos de vista, dizendo: "Eu tenho sido um democrata toda a minha vida. Isso é o que faz com que Maude e Dorothy tão verossímil, temos os mesmos pontos de vista sobre a forma como o nosso país deve ser tratada."
Arthur morreu em sua casa na área da Grande Los Angeles , nas primeiras horas da manhã de sábado, 25 de abril, 2009. Ela sucumbiu ao câncer e seu corpo foi cremado após sua morte.
Em 28 de abril de 2009, a comunidade de Broadway prestou homenagem a Arthur, escurecendo as marquises dos teatros da Broadway, em Nova York, em sua memória por um minuto as 8:00.
Arthur deixou US $ 300.000 para o Ali Forney Centro , uma organização de New York City que fornece alojamento para desabrigados LGBT jovens. O centro foi destruído em outubro de 2012 pelo furacão Sandy.


FILMOGRAFIA.
 2005 Curb Your Enthusiasm (TV Series)
Larry's Mother
- The End (2005) ... Larry's Mother
 2001 Futurama (TV Series)
Femputer
- Amazon Women in the Mood (2001) ... Femputer (voice)
 2000 Enemies of Laughter
Paul's Mother
 2000 Malcolm (TV Series)
Mrs. White
- Water Park (2000) ... Mrs. White
 1999 Emily of New Moon (TV Series)
The Voice
- A Fall from Grace (1999) ... The Voice (as Beatrice Arthur)
 1997 Dave's World (TV Series)
Mel Bloom
- Bad News Barry's (1997) ... Mel Bloom
- Touched by an Agent (1997) ... Mel Bloom
- Dave Barry, Call Your Agent (1997) ... Mel Bloom
 1995 Para o Melhor e Para o Pior
Beverly Makeshift
 1992 The Golden Palace (TV Series)
Dorothy Zbornak Hollingsworth
- Seems Like Old Times: Part 2 (1992) ... Dorothy Zbornak Hollingsworth
- Seems Like Old Times: Part 1 (1992) ... Dorothy Zbornak Hollingsworth
 1985-1992 As Super Gatas (TV Series)
Dorothy Petrillo Zbornak / Dorothy Petrillo-Zbornak / Mother Petrillo
- One Flew Out of the Cuckoo's Nest (1992) ... Dorothy Petrillo Zbornak
- Home Again, Rose: Part 2 (1992) ... Dorothy Petrillo Zbornak
- Home Again, Rose: Part 1 (1992) ... Dorothy Petrillo Zbornak
- Rose: Portrait of a Woman (1992) ... Dorothy Petrillo Zbornak
- A Midwinter Night's Dream (1992) ... Dorothy Petrillo Zbornak
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 1989 Empty Nest (TV Series)
Dorothy Petrillo Zbornak
- Dumped (1989) ... Dorothy Petrillo Zbornak
 1988 Cara & Coroas (TV Movie)
Jean Miller
 1984 P.O.P. (TV Movie)
Rosalyn Gordon
 1984 a.k.a. Pablo (TV Series)
- My Son, the Gringo (1984)
 1983 Amanda's (TV Series)
Amanda Cartwright
- One Passionate Night: Part 2 (1983) ... Amanda Cartwright
- One Passionate Night: Part 1 (1983) ... Amanda Cartwright
- I'm Dancing as Close as I Can (1983) ... Amanda Cartwright
- Last of the Red Hot Brothers (1983) ... Amanda Cartwright
- Aunt Sonia (1983) ... Amanda Cartwright
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 1981 A História do Mundo - Parte I
Dole office clerk (uncredited)
 1980 Soap (TV Series)
Angel
- Jessica's Wonderful Life (1980) ... Angel
 1979 The Mary Tyler Moore Hour (TV Series)
- Episode #1.2 (1979)
 1978 The Star Wars Holiday Special (TV Movie)
Ackmena (as Beatrice Arthur)
 1972-1978 Maude (TV Series)
Maude Findlay
- Maude's Big Move: Part 3 (1978) ... Maude Findlay
- Maude's Big Move: Part 2 (1978) ... Maude Findlay
- Maude's Big Move: Part 1 (1978) ... Maude Findlay
- Phillip's Mature Romance (1978) ... Maude Findlay
- Mr. Butterfield's Return (1978) ... Maude Findlay
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 1977 Laugh-In (TV Series)
- Episode dated 25 October 1977 (1977)
 1974 Mame
Vera Charles
 1971-1972 All in the Family (TV Series)
Maude Findlay
- Maude (1972) ... Maude Findlay
- Cousin Maude's Visit (1971) ... Maude Findlay
 1970 As Mil Faces do Amor
Bea Vecchio (as Beatrice Arthur)
 1963 The Sid Caesar Show (TV Series)
Regular (1963)
 1959 Mulher Daquela Espécie
WAC
 1958 The Gift of the Magi (TV Movie)
Mrs. Abercrombie (as Beatrice Arthur)
 1958 Omnibus (TV Series)
Ugly Witch
- Mrs. McThing (1958) ... Ugly Witch
 1951-1958 Kraft Television Theatre (TV Series)
- Material Witness (1958)
- The Discoverers (1957)
- The Just and the Unjust (1956)
- Patterns (1955)
- Her Father's Butler (1953)
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 1958 The Seven Lively Arts (TV Series)
Hostess
- Gold Rush (1958) ... Hostess
 1955 Max Liebman Presents: Kaleidoscope (TV Movie)
Guest
 1954 Caesar's Hour (TV Series)
Regular (1956-1957)
 1951-1953 Studio One (TV Series)
- Flowers from a Stranger (1953)
- They Came to Baghdad (1952)
- The Guinea Pigs (1951)
 1951 Once Upon a Tune (TV Series) (1951)






''CARAS E COROAS''(Filme TV)1988

AS SUPER GATAS

AS SUPER GATAS

''A História do Mundo - Parte I''(Cinema)1981



''AS MIL FACES DO AMOR''(Cinema)1970



TEATRO