sexta-feira, 13 de abril de 2012

40 ANOS DE UM CLÁSSICO - O PODEROSO CHEFÃO\The Godfather.




'O Poderoso Chefão' completa 40 anos de influência no cinema



Marlon Brando em cena do filme 'O poderoso chefão' (Foto: Divulgação)Marlon Brando em cena do filme 'O poderoso
chefão' (Foto: Divulgação)
Um diretor inexperiente, como Francis Ford Coppola, e um ator supostamente acabado, como Marlon Brando, aparecem como responsáveis por uma obra prima sem paliativos na história do cinema: "O Poderoso Chefão", que se transformou em um verdadeiro clássico e não perdeu seu vigor mesmo 40 anos depois.
O cinema de grande formato parecia coisa do passado. A grandiosidade épica era vinculada à última época dos grandes estúdios, uma relíquia que só diretores como David Lean sabiam realizar com dignidade.  Mas, um jovem diretor ítalo-americano chamado Francis Ford Coppola, que tinha escrito o roteiro de "Patton" e dirigido filmes medianos, encontrou no descalabro moral um novo código mitológico, assim como no proceder mafioso uma nova poética da violência e nas ruas de Nova York uma interminável paisagem de corrupção fascinante.
Apesar da desconfiança do projeto com a apologia da "Máfia", uma palavra que não podiam usar, Coppola começou a traduzir o livro de Mario Puzo ("The Godfather") em imagens que combinavam o clima siciliano com a dinâmica implacável do capitalismo na sociedade americana do século XX.
Os Coppolas, como se fossem um clã de mafiosos em si mesmos, também serviram de inspiração para outras partes do filme, se transformando em "O Poderoso Chefão". De fato, Coppola é o nome de um tradicional chapéu siciliano.
Para representar o verdadeiro Poderoso Chefão, o personagem Don Vito Corleone, Francis Ford Coppola convidou o que considerava o melhor ator de todos os tempos, Marlon Brando, que foi transformado em um carismático, agressivo e elegante ancião. Com este trabalho, o ator ganhava seu segundo Oscar.
O elenco ainda contaria com três atores secundários que se enfrentaram pelo mesmo Oscar - Al Pacino, Robert Duvall e James Caan - e com uma jovem Diane Keaton, que se inspirou na esposa do diretor, Eleanor Coppola, para construir o personagem de Kay Adams.
Para acompanhar as lendárias mortes, que eram cinematograficamente sofisticadas, Coppola usou uma trilha sonora inesquecível e que resgatava os melhores títulos de Nino Rota no cinema italiano. A fotografia, assinada por Gordon Willis, também se destacou na composição do filme.
"O Poderoso Chefão", além de ser artisticamente impecável e socialmente influente, continua sendo o mais pontuado na "bíblia on-line do cinema", o site Internet Movie Data Base (www.imdb.com), e se transformou rentabilíssimo economicamente. Na época, o orçamento do filme contou com US$ 6 milhões, mas o filme arrecadou mais de US$ 230 milhões no mercado internacional depois de seu estreia, no dia 15 de março de 1972. A rentável bilheteria se tornou um recorde e conseguiu desbancar a marca do filme "E o Vento Levou".
É claro que esse sucesso inicial supôs o princípio de uma histórica trilogia, que para muitos continuou com um filme ainda melhor, "O Poderoso Chefão: Parte II". A série foi encerrada já nos anos 90 com "O Poderoso Chefão: Parte III".

sábado, 24 de março de 2012

35 ANOS DE UM CLÁSSICO DO CINEMA - UM DIA MUITO ESPECAIL\Una Giornata Particolare.


35 ANOS DE UM CLÁSSICO DO CINEMA - NUM DUELO DE TITÃS DE UMA DAS MAIORES DUPLAS DO CINEMA DE TODOS OS TEMPOS - ''SOPHIA LOREN'' & ''MARCELLO MASTROIANNI''.

Um Dia Muito Especial / Una Giornata Particolare


Nota: ★★★★

Anotação em 2010: Um Dia Muito Especial, que Ettore Scola fez em 1977, é uma obra-prima, um filme maior. É uma daquelas pérolas perfeitas, em que tudo, todos os componentes, estão no seu lugar exato, não sobra nada, não falta nada.

A idéia básica da trama é brilhante – assim como o roteiro, os movimentos da câmara, a fotografia, os figurinos, a direção de arte, a trilha sonora, e a interpretação magistral dos dois atores, os monstros sagrados Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

A idéia básica da trama: no dia em que os ditadores da Alemanha e da Itália, Adolf Hitler e Benito Mussolini, se reúnem em Roma, diante de uma imensa multidão, 8 de maio de 1938, um ano antes do início da Segunda Guerra Mundial, uma mulher e um homem se encontram pela primeira vez, no conjunto residencial em que moram, em um bairro de classe média da capital italiana.

Temos então aquela justaposição de um episódio da Grande História com uma pequena história de ficção, o macro e o micro, que costuma gerar grandes histórias, grandes filmes. E este aqui é um dos maiores de todos eles.

O filme abre com um daqueles cinejornais que, até os anos 60, passavam nos cinemas antes da apresentação do filme principal: cenas reais, em preto-e-branco, do primeiro dia da visita de Hitler a Roma. Um locutor, com aquele timbre típico dos filmes de propaganda governamental, chapa-brancas, usa todos os tipos de adjetivos grandiloqüentos e vazios que se usam nas propagandas governamentais, chapa-brancas. É um longo cinejornal, que deve beirar aí uns cinco minutos. Termina anunciando que, no dia seguinte, os dois líderes se encontrarão novamente para assistir a um gigantesco desfile cívico-militar, ao qual todos os romanos deverão comparecer.

Bandeiras nazistas desfraldadas, e um glorioso plano-seqüência

E então, quando passamos do cinejornal preto-e-branco para o filme em cores, vemos uma mulher desfraldar gigantescas bandeiras com a suástica nazista num conjunto de diversos prédios de apartamento.

Em seguida, há um magnífico, glorioso, espetacular plano-seqüência. A câmara vai mostrando um dos prédios, vai se aproximando da janela da cozinha de um apartamento – a cozinha do apartamento de Antonietta, a personagem de Sophia Loren. O plano-seqüência continua, sem corte algum: a câmara entra pela janela do apartamento e passa a seguir Antonietta. Ela está passando roupa; pega uma xícara de chá e vai andando pelo apartamento, acordando os filhos – um, dois, três, quatro. Perdi a conta do número de filhos. Antonietta depois dirá que são seis. E a câmara a segue pelos quartos da casa, sem corte algum. O penúltimo a ser acordado é o marido. No rápido diálogo entre ele e a mulher, em que ele reclama que ela está o incomodando desde as 5 horas da manhã e ela o informa de que já são quase 6, e ele reclama por ela não tê-lo chamado mais cedo, já ficamos sabendo como é a vida daquele casal.

Em um único plano, uma única tomada, Scola e seus co-roteiristas definem a personalidade de Antonietta. É a mulher escrava, a trabalhadora braçal, a parideira, aquela criação clássica das sociedades machistas – a mulher que obedece sempre ao marido, que faz tudo o que ele manda, que não tem vida ou vontade próprias.

Acontece, por mero acaso, de Antonietta ser uma mulher bonita. Mas os maquiladores, o figurinista, o diretor Scola e a própria Sophia Loren fizeram muito bem feito aquele trabalho de desglamourizar a atriz, a estrela linda, o monstro sagrado do cinema italiano; Antonietta nasceu bela, mas a vida a maltratou – é uma mulher cuja beleza foi enevoada pelo dia-a-dia de serva da casa.

Durante uns cinco minutos, acompanhamos a manhã da família numerosa. Todos estão se aprontando para comparecer à grande cerimônia, o encontro dos dois líderes dos países aliados. Vemos que o marido de Antonietta é um fascista de carteirinha, e toda a filharada é composta de aprendizes de fascistas.

Como cordeirinhos, todos vão aplaudir os ditadores

Numa seqüência também antológica, vemos todos os moradores do conjunto de prédios descendo de seus apartamentos à mesma hora, para irem todos, como cordeirinhos, como manda o manual das ditaduras, aplaudir seu líder máximo.

Só Antonietta fica em casa. Em todo o conjunto de prédios, ficam só Antonietta, a zeladora e um sujeito que mora sozinho em um apartamento do outro lado do conjunto, janela diante da janela do apartamento de Antonietta. O sujeito é Gabriele – o personagem de Marcello Mastroianni.

Scola e seus co-roteiristas Maurizio Costanzo e Ruggero Maccari escolheram, para fazer com que os destinos de Antonietta e Gabriele se cruzassem, a figura de um papagaio. O papagaio de Antonietta se aproveita do momento em que a dona abre a portinha da gaiola para dar comida e foge. Vai parar do outro lado do pátio, junto da janela do apartamento em que Gabriele endereça um grande número de envelopes, numa mesa em que há um revólver. Gabriele, o espectador percebe, está prestes a usar o revólver contra si próprio – mas nisso toca a campainha; Antonietta, a vizinha desconhecida, explica que seu papagaio está junto da janela dele.

Estamos aqui com uns 15 minutos de filme, e vamos começar a ver o relacionamento que se desenvolverá entre aquela mulher cansada, frustrada, sem brilho, sem vida própria, e aquele homem, ao longo de um dia inteiro em que os aparelhos de rádio transmitem todos os detalhes da festa de reunião dos dois ditadores.

Diversas sinopses revelam fatos que o filme só explicitará quando já estiver avançado em sua metade final. Até a caixinha do DVD dá os spoilers. Acho isso um crime. Não sei se alguém que ainda não viu Um Dia Muito Especial vai ler esta anotação – mas, mesmo assim, não vou fazer a indignidade de dar informações que Scola leva mais de uma hora para entregar.

Um cineasta apaixonado pelo cinema e pelos grandes afrescos

Scola, um dos maiores cineastas da Itália, esse país que tem uma das mais brilhantes cinematografias do mundo, adora o cinema, os filmes – e tem uma especial paixão por grandes afrescos, filmes que contam histórias que avançam por várias décadas, a Grande História atrás, emoldurando a história dos seus personagens. Nós que nos Amávamos Tanto, de 1975, retrata a Itália desde a Segunda Guerra até aqueles meados dos anos 70. O Baile, de 1983, retrata a vida na França ao longo de quase todo o século XX. Em A Família, de 1987, vemos a história de uma grande família ao longo de várias décadas.

É fascinante ver como aqui ele optou pelo inverso: concentra toda a ação em um único dia, una giornata particolare, um dia muito especial tanto na Grande História quanto na história desses dois personagens afundados em sua profunda solidão.

Em Nós que nos Amávamos Tanto, ao retratar a Itália entre os anos 40 e 70, através das histórias de três homens que amam a mesma mulher, Scola faz, também, um inventário do próprio cinema italiano, do neo-realismo do imediato pós-guerra até a época em que foi feito o filme. Embora não use o nome do colega de profissão, cita o estilo de Antonioni, o cineasta que começou no neo-realismo e depois de concentrou na dificuldade de comunicação entre pessoas da burguesia. Cita Fellini com todas as letras, ao colocar seus personagens participando da filmagem da famosíssima cena em que Anita Ekberg entra na Fontana di Trevi, de A Doce Vida, e não só cita Vittorio De Sica como coloca o próprio cineasta para participar da história.

Ao reunir Sophia Loren e Marcello Mastroianni num conjunto habitacional de Roma, Scola estava também, de maneira óbvia, fazendo uma citação do cinema italiano. A maior estrela e o maior astro italianos dos anos 60 até os 80 já haviam trabalhado juntos em diversos filmes marcantes, de grande sucesso. É óbvio que, ao ver Um Dia Muito Especial, qualquer espectador italiano – ou brasileiro, ou australiano, ou egípcio, ou o que for – se lembraria do casal. Eles contracenaram em Casamento à Italiana, de 1964, de De Sica, nos três episódios de Ontem, Hoje, Amanhã, do mesmo ano e do mesmo De Sica, em Os Girassóis da Rússia, de 1970, também de De Sica, em A Mulher do Padre, de 1971, de Dino Risi.

A seqüência de Ontem, Hoje, Amanhã em que Sophia faz um strip-tease diante de um entusiasmado Mastroianni é uma das mais antológicas do cinema italiano.

E só por isso, por reunir os dois grandes atores, os dois monstros sagrados, neste filme, por estar assim citando obras importantes do cinema italiano, já seria de se aplaudir Um Dia Muito Especial.

Sophia e Mastroianni estão, aqui, em papéis bem diferentes dos que foram mais usuais em suas carreiras. Sophia fez muitas mulheres simples, mulheres do povo – mas sua beleza extraordinária sempre foi realçada, enriquecida, glamourizada. Aqui, é o contrário: ela passou, como eu até já disse, por um duro processo de desglamourização; está bem mais magra do que em outros filmes; está absolutamente diferente daquela Sophia bastantosa (meu Deus do céu e também da terra, e põe bastantosa nisso!) da cena do strip-tease de Ontem, Hoje, Amanhã. E Mastroianni, em outro caso de escolha de papel oposto ao mais comum, está a anos-luz do bonitão charmoso, conquistador irresistível, de A Doce Vida ou Oito e Meio, para citar apenas dois de seus muitos filmes.

Estão brilhantes, Sophia e Mastroianni, como os pobres, solitários, sofridos, doídos personagens de Um Dia Muito Especial.

E Scola, esperto, inteligente, aproveitou ao máximo o fato de estar contando uma história em que os dois são os protagonistas, e todos os demais atores aparecem pouquíssimo. Em quase todas as tomadas em que Antonietta e Gabriele estão juntos, a câmara de Scola focaliza os dois ao mesmo tempo.

É um grande prazer, para qualquer pessoa que goste de cinema, ver, na mesma tomada, Sophia Loren e Marcello Mastroianni.

Uma brutal condenação do povo italiano por ter seguido Mussolini

Marcello foi indicado ao Oscar de melhor ator, e o filme foi um dos cinco indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Teve as duas mesmas indicações para o Globo de Ouro, e levou o prêmio de melhor filme estrangeiro. Na França, levou o César de filme estrangeiro e participou da mostra competitiva de Cannes. Na Itália, levou o David de Donatello de melhor direção e melhor atriz.

Leonard Maltin dá 2.5 estrelas e, em duas linhas, faz o spoiler, conta o que Scola leva mais de uma hora para dizer.

Pauline Kael fala da beleza de Sophia: “Sophia Loren, sem cosméticos visíveis, usa um vestido caseiro desmazelado. Mas tendo como produtor o marido e Pasqualino de Santis como o cameraman iluminador, quem precisa de maquilagem e roupas bonitas? Ela nunca esteve mais deslumbrante ou deu uma interpretação tipo grande dama com tão completo domínio. Este filme é perfeitamente dosado para sua pontinha de coragem: grandes astros interpretando papéis não característicos.”

Ahá: eu ainda não tinha lido isso quando falei exatamente a mesma coisa, alguns parágrafos acima.

Aí Pauline Kael entrega o spoiler, e eu pulo o trecho. E ela prossegue:

“A humilhação dos dois forma uma atração mútua durante algumas horas ao percebermos que a sociedade os tratou com injusta crueldade. É realismo em moldura dourada. Este é um extenuante exercício de Ettore Scola num estilo que se poderia chamar de imprudência com finura.”

Em Off-Hollywood Movies, Richard Skorman, que dá para o filme 5 estrelas, a maior cotação, diz: “A direção de Scola é brilhante, captando emoções sutis em praticamente cada cena, ao mesmo tempo em que brutalmente acusa os italianos por terem seguido cegamente Mussolini e o fascismo. Até a trilha sonora de A Special Day, que consiste na sua maior parte da narração da cerimônia de que participam Hitler e Mussolini, serve como um fascinante documento histórico, ao mesmo tempo acentuando a repressão política e pessoal sobre as vidas de Gabriele e Antonietta.”

Ótima observação, essa: sim, o filme acusa brutalmente o povo italiano por ter seguido Mussolini e o fascismo. Esse é o pano de fundo de todo o filme. Um único personagem do filme não compactua com aquele ufanismo imbecil, babante – e os Estados totalitários não admitem contestação alguma, como veremos mais uma vez confirmado no tristíssimo final desta narrativa brilhante.

Um Dia Muito Especial/Una Giornata Particolare

De Ettore Scola, Itália-Canadá, 1977

Com Sophia Loren (Antonietta), Marcello Mastroianni (Gabriele)

Argumento e roteiro Ettore Scola, Maurizio Costanzo e Ruggero Maccari

Fotografia Pasqualino De Santis

Música Armando Trovajoli

Montagem Raimondo Crociani

Produção Carlo Ponti, Canafox Films

Cor, 105 min

****

Título nos EUA: A Special Day


Awards for - PRÊMIOS
Um Dia Muito Especial (1977) Una giornata particolare (original title)



Academy Awards, USA
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1978 Nominated Oscar Best Actor in a Leading Role
Marcello Mastroianni
Best Foreign Language Film
Italy
Cannes Film Festival
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1977 Nominated Palme d'Or Ettore Scola
César Awards, France
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1978 Won César Best Foreign Film (Meilleur film étranger)
Ettore Scola
David di Donatello Awards
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1978 Won David Best Actress (Migliore Attrice)
Sophia Loren
Tied with Mariangela Melato for Il gatto (1977).
Best Director (Migliore Regia)
Ettore Scola
Golden Globes, Italy
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1977 Won Golden Globe Best Actor (Migliore Attore)
Marcello Mastroianni
Best Actress (Migliore Attrice)
Sophia Loren
Best Film (Miglior Film)
Ettore Scola
Golden Globes, USA
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1978 Won Golden Globe Best Foreign Film
Italy
Nominated Golden Globe Best Motion Picture Actor - Drama
Marcello Mastroianni
Italian National Syndicate of Film Journalists
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1978 Won Silver Ribbon Best Actress (Migliore Attrice Protagonista)
Sophia Loren
Best Score (Migliore Musica)
Armando Trovajoli
Best Screenplay (Migliore Sceneggiatura)
Maurizio Costanzo
Ruggero Maccari
Ettore Scola
National Board of Review, USA
YearResultAwardCategory/Recipient(s)
1977 Won NBR Award Top Foreign Films

sábado, 17 de março de 2012

ARACY DE ALMEIDA - A VERDADEIRA PRIMEIRA DAMA DO SAMBA, ARQUIDUQUESA DO SAMBA, O SAMBA EM PESSOA, A DAMA DA CENTRAL, MUSA DE NOEL ROSA, SÃO SÓ ALGUNS DOS TÍTULOS DADO A ESSA QUE FOI UMA DAS MAIORES CANTORAS DO MUNDO..




Aracy de Almeida era uma figuraça e uma "cantoraça" também. Quem é mais novo e só a conheceu como uma jurada ranzinza do "Show de Calouros", comandado por Silvio Santos, não imagina sua importância na MPB. Não fosse ela uma ótima intérprete — brejeira e levemente maliciosa — Aracy entraria para a história de nossa música pelo menos como a principal divulgadora da obra de Noel Rosa, o que, convenhamos, já não seria pouca coisa. No programa MPB Especial (TV Cultura, 1972) que agora vira CD (à venda apenas no Sesc-SP ou pelo site www.sescsp.com.br), Aracy com seu jeitão divertido e sua voz grave conta diversas histórias curiosas. Pena que num programa de TV seus lendários palavrões ficaram de fora. Dizem que ela disputava esse quesito com Carmen Miranda. Eram duas gozadoras de marca maior e caprichavam no vocabulário numa época em que as mulheres tinham que ser santinhas. E santinha Aracy não era mesmo. Adorava a boêmia, viver cercada de homens inteligentes e de ótimos sambas, tais como Tenha Pena de Mim — "o samba que me fez  popular" — passando por diversos de Noel, segundo ela "um rapaz magrinho, bacana, boêmio e muito inteligente", que ela popularizou (Palpite Infeliz, São Coisas Nossas, Feitio de Oração (sua preferida), Com que Roupa, O X do Problema e outras), além de um pot-pourri de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira (O Passarinho do Relógio, O Passo do Kanguru e outras), delícias de Wilson Batista (Louco), Ary Barroso (Camisa Amarela), Assis Valente (Fez Bobagem), Custódio Mesquita (Saia do Caminho), Antonio Maria (Se Eu Morresse Amanhã de Manhã) e até Caetano Veloso — que lhe deu a engajada A Voz do Morto(de 1968). Se a voz dela já não era a mesma em 72 — e ela mesma faz uma autocrítica durante o programa — dá para se ter uma ideia senão de sua genialidade como cantora, por seu temperamento artístico e pessoal irrequieto.(Rodrigo Faour)
Aracy Teles de Almeida (Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1914 — Rio de Janeiro, 20 de junho de 1988) foi uma cantora brasileira.
Teve grande convivência com o compositor Noel Rosa. Também foi jurada do programa Show de Calouros de Silvio Santos. Era conhecida como "Dama da Central" (do Brasil), pois somente viajava de trem, "A Dama do Encantado" (em referência ao bairro em que morou no Rio), ou "O Samba Em Pessoa".
Cantava samba, mas era apreciadora de música clássica e se interessava por leituras de psicanálise, além de ter em sua casa quadros de pintores brasileiros como Aldemir Martins e Di Cavalcanti, com quem mantinha amizade. Os que conviviam com ela, na intimidade ou profissionalmente, a viam como uma mulher lida e esclarecida. Tratada por amigos pelo apelido de "Araca", Noel Rosa disse, em entrevista para A Pátria, em 4 de janeiro de 1936: "Aracy de Almeida é, na minha opinião, a pessoa que interpreta com exatidão o que eu produzo".
VIDA

Aracy Teles de Almeida nasceu em 19 de agosto de 1914. Foi criada no subúrbio carioca, no bairro de Encantado, numa grande família protestante; o pai, Baltazar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil e a mãe, dona Hermogênea, dona de casa. Tinha apenas irmãos homens.
Estudou num colégio no bairro do Engenho de Dentro, onde foi colega do radialista Alziro Zarur, passando depois para o Colégio Nacional, no Méier. Aracy costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, escondida dos pais, cantava músicas de entidades em terreiros de macumba e no bloco carnavalesco "Somos de pouco falar". "Mas isso não rendia dinheirim", como Aracy dizia.
Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo. Cantou para ele a música Bom-dia, Meu Amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo entrar a Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933. Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o convite, que ele lhe fez, para "tomar umas cervejas cascatinhas na Taberna da Glória". Desde este dia, o acompanhou todas as noites.
No ano seguinte, gravou para o Carnaval seu primeiro disco, pela Columbia, com a música Em plena folia (Julieta de Oliveira). Em 1935, assinou seu primeiro contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul e gravou Seu Riso de Criança, composição de Noel Rosa, de quem se tornaria a principal intérprete.
Transferindo-se para a Victor, participou do coro de diversas gravações e lançou, ainda em 1935, como solista, Triste cuíca (Noel Rosa e Hervé Cordovil), Cansei de pedir, Amor de parceria (ambas de Noel Rosa) e Tenho uma rival (Valfrido Silva). A partir de então, tornou-se conhecida como intérprete de sambas e músicas carnavalescas, tendo sido apelidada por César Ladeira de "O Samba em Pessoa". Trabalhou na Rádio Philips com Sílvio Caldas, no Programa Casé; na Cajuti, Mayrink Veiga e Ipanema, excursionando com Carmen Miranda pelo Rio Grande do Sul.
Em 1936 foi para a Rádio Tupi e gravou com sucesso duas músicas de Noel Rosa: Palpite infeliz e O X do problema. Em 1937 atuou na Rádio Nacional e destacou-se com os sambas Tenha pena de mim (Ciro de Sousa e Babau), Eu sei sofrer (Noel Rosa e Vadico) e Último desejo, de Noel Rosa, que faleceu nesse ano.
Gravou, em 1938, Século do Progresso (Noel Rosa) e Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), e, em 1939, lançou em disco Chorei quando o Dia Clareou (Davi Nasser e Nelson Teixeira) e Camisa amarela (Ari Barroso). Para o Carnaval de 1940, gravou a marcha O Passarinho do relógio (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e, no ano seguinte, O Passo do canguru (dos mesmos autores).
Em 1942, lançou o samba Fez Bobagem (Assis Valente), Caramuru (B.Toledo, Santos Rodrigues e Alfeu Pinto), Tem galinha no bonde e A Mulher do leiteiro (ambas de Milton de Oliveira e Haroldo Lobo). Fez sucesso no Carnaval de 1948 com Não me Diga Adeus (Paquito, Luis Soberano e João Cerreia da Silva) e, em 1949, gravou João ninguém (Noel Rosa) e Filosofia (Noel Rosa e André Filho).
Entre 1948 e 1952, trabalhou na boate carioca Vogue, sempre cantando o repertório de Noel Rosa; graças ao sucesso de suas interpretações nessa temporada, lançou pela Continental dois álbuns de 78 rpm com músicas desse compositor: o primeiro deles, lançado em setembro de 1950, continha Conversa de botequim (com Vadico), Feitiço da Vila (com Vadico), O X do problema, Palpite infeliz, Não tem tradução e Último desejo; no segundo, lançado em março de 1951, interpretou Pra que mentir (com Vadico), Silêncio de um minuto, Feitio de Oração (com Vadico), Três apitos, Com que roupa e O Orvalho Vem Caindo (com Kid Pepe).
Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, entre 1950 e 1951, gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do poeta da Vila.
Mudou-se para a Cidade de São Paulo em 1950, e lá viveu durante 12 anos. Em 1955, trabalhou no filme Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou, pela Continental, um LP de dez polegadas só com músicas de Noel Rosa, no qual foi acompanhada pela orquestra de Vadico, cantando, entre outras, São Coisas Nossas, Fita Amarela e as composições inéditas Meu Barracão, Cor de Cinza, Voltaste e A Melhor do Planeta (com Almirante).
Três anos depois, lançou pela Polydor o LP Samba em pessoa. Em 1962 a RCA, reaproveitando velhas matrizes, editou o disco Chave de ouro. Em 1964, gravou com a dupla Tonico e Tinoco, o cateretê Tô chegando agora (Mário Vieira) e apresentou-se com Sérgio Porto e Billy Blanco na boate Zum-Zum no Rio de Janeiro.
Em 1965, fez vários shows no Rio de Janeiro: "Samba pede passagem", no Teatro Opinião; "Conversa de botequim", dirigido por Miele e Ronaldo Boscoli, no Crepúsculo; e um espetáculo na boate Le Club, com o cantor Murilo de Almeida. No ano seguinte, a Elenco lançava o disco Samba é Aracy de Almeida. Com o cômico Pagano Sobrinho, fez "É proibido colocar cartazes", um programa de calouros da TV Record, de São Paulo, em 1968. No ano seguinte, a dupla apresentou-se na boate paulistana Canto Terzo. Ainda em 1969, fez o show "Que maravilha!", no Teatro Cacilda Becker em São Paulo, ao lado de Jorge Ben, Toquinho e Paulinho da Viola.
Depois disso, com a entrada da bossa nova, os intérpretes de samba já não eram tão solicitados. Aracy trabalhou em vários programas de TV: ''É Proibido Colar Cartazes''( com Pagano Sobrinho ) este um programa de calouros na TV Record , ''Programa do Bolinha; na TV Tupi, com Mário Montalvão; na TV Globo, com a ''Buzina do Chacrinha''; no ''Programa Silvio Santos''; programas na TVE; ''Programa da Pepita Rodrigues'', na TV Manchete; ''Programa do Perlingeiro'', na TV Excelsior; no Almoço com as estrelas, com Aérton Perlingeiro, entre outros.
Em 1988, Aracy teve um edema pulmonar. No início, ficou internada em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro para o hospital da SEMEG, na Tijuca. Silvio Santos a ajudou financeiramente na época em que esteve doente e lhe telefonava todos os dias, às 18 horas, para saber como ela estava.
Depois de dois meses em coma, voltou a lucidez por dois dias, e, num súbito aumento de pressão arterial, faleceu no dia 20 de junho, aos 74 anos. Seu corpo foi velado no teatro João Caetano, visto que seu último show com Albino Pinheiro havia sido lá. O Jardim da saudade doou o túmulo para ela, porém já havia uma gaveta no cemitério em São Paulo, mas Adelaide não quis levá-la para lá. O Corpo de Bombeiros percorreu parte do Rio de Janeiro com o seu túmulo como homenagem, passando pelos lugares importantes freqüentados por Aracy (Copacabana, Glória, Lapa, Vila Isabel, Méier e Encantado). Ela não casou e não quis ter filhos, apesar de ter morado com alguns namorados, embora no final dos anos 30, Aracy dividiu o travesseiro com o goleiro do Vasco da Gama, time de seu coração. Ela mesma atestou, num formulário da Previdência, aos 25 anos: "estado civil, casada; nome do esposo: José Fontana". Conhecido como Rey, o goleiro do Vasco.
 Já os seus principais amigos eram todos homens, como Vinicius de Morais, Fernando Lobo, Clóvis Graciano, Di Cavalcanti, Carlão Mesquita, Aldemir Martins e principalmente Hermínio Bello de Carvalho (principal frequentador de sua casa). Também se dava bem com gays, como o estilista Denner e Clodovil e o cantor da noite Murilinho de Almeida. Denner, aliás, foi o criador do modelo pelo qual ela viria a ser conhecida: calça comprida, porque ela já não ficava bem em vestidos; bota ortopédica, pois ela tinha pés chatos; e camisas da Vigotex, que a associavam ao imaginário psicodélico, reforçado pelo cabelo black power e os óculos de armação grossa, Aracy ajudou muito Denner, e quando perguntavam se ela ajudou ele na sua boutique, ela dizia rapidamente: ''Não era Boutique era Atelier, é ninguém ajuda ninguém, e estamos conversados'' (hilária e modesta).
Uma das grandes admiradoras de Aracy era a grande Carmen Miranda, que reconhecia nela a criadora de um grande estilo e Silvio Santos (alguns dizem que muito mais por interesse, pois ela era a principal audiência do seu programa).
Em 1968, a pedido da própria Aracy, Caetano Veloso compôs uma música para ela, "A voz do morto". Ela a gravou, num compacto-simples, para a Bienal do Samba de São Paulo daquele ano. O morto, claro, era Noel Rosa. Não se sabe por que, a música foi proibida pela censura, e ficou praticamente desconhecida, embora junto com outra faixa ''Samba para Vida'', são duas das maiores pérolas do samba de todos os tempos. Mas ela ainda a cantava no ano seguinte, no show ''Que Maravilha!'', com Jorge Ben e Paulinho da Viola. Aracy gostava daquela turma nova, principalmente de Caetano e sua irmã Maria Bethânia, Paulinho e os Jorge Mautner e Ben Jor.  E eles a adoravam.
Cantava samba, mas era apreciadora de música clássica e se interessava por leituras de psicanálise, além de ter em sua casa quadros de importantes pintores brasileiros como Aldemir Martins e Di Cavalcanti. Os que conviviam com ela, na intimidade ou profissionalmente, a viam como uma mulher lida e esclarecida.
NO CINEMA

1968 - Cordiais Saudações (curta-metragem)
1967 - Perpétuo contra o Esquadrão da Morte
1955 - Carnaval em Lá Maior
1948 - Esta É Fina
1946 - Segura Esta Mulher
SAMBA

Apesar de desbocada, ainda menina, cantou sambas e marchas nas Escolas de Samba.
Em 1933 apresentado a Custódio Mesquita a conduziu ao seu programa na Rádio Educadora, ano que conheceu Noel Rosa, nascendo ali uma grande amizade, apesar de nunca haver nenhuma relação amorosa, Noel mesmo assim compôs para ela música Riso de Crianças, que Aracy grava em 1935. A partir de então, passou a compor músicas exclusivas para ela.
Devido a sua estatura, baixa, magra, não frequentou o Cassino da Urca e nem foi capa de revista.
Com a morte de Noel Rosa em 1937, passa a compor marchinhas carnavalescas.
Em 1946 estreou no cinema com o filme Segura Esta Mulher.
NA MÚSICA
A longa temporada na Boate Vogue, depois da morte de Noel Rosa resultou num dos primeiros álbuns que hoje seriam chamados de "conceituais" da fonografia nacional: da primeira à última faixa, formando um todo, Aracy canta Noel. Com apresentação caprichada, arranjos de Radamés Gnattali, capa de Di Cavalcanti (que, diga-se, é um primor), o disco se tornou um sucesso imediato, jogou Aracy para o topo da parada de sucessos. Seguiram-se outros dois pela Continental, um deles também dedicado a Noel. Algumas canções desses três discos saltaram da condição de inéditas para a de clássicos instantâneos.
Na década de 50 trocou o Rio de Janeiro por São Paulo e foi contratada pela Rádio Record.
Na década de 70 atuou na televisão como apresentadora e jurada, na Buzina do Chacrinha e depois no Show de Calouros, apresentado por Silvio Santos.
Faleceu em 20 de junho de 1988, de embolia pulmonar, aos 74 anos de idade, no Rio de Janeiro.
BORDÕES. DIZERES OU FRASES DE ''ARACY DE ALMEIDA''.
''MATUSQUELA''
''TENHO OS BOFES AZEDOS''
''SOU MUITO ENJOADA, SOFRO DE VAGOTONIA, TENHO O VAGO SIMPÁTICO AFETADO''
''VOU MANDAR DEZ PAUS E ESTAMOS CONVERSADO''
''SÃO UNS TREMENDOS PISTOLEIROS''
''EU SOU A FAMOSA FAMIGERADA DAMA DA CENTRAL''
''QUEM CANTA DE GRAÇA É GALO''
''EU NÃO ME VISTO EU ME CUBRO''
''EU ACHO UM LUXO!''
''ENTÃO VAMOS SE ARRANCAR DAS BOCAS''
''ELE GOSTA DESSAS PAPAGAIADAS''
''TENS ALGUM BAGULHO AÍ PRO MEU VAGO-SIMPÁTICO?''
''VAMOS DIZER QUE ELA NÃO ESTÁ MAIS NAS BOCAS''
''AH! NÃO CONHECIII(...), COMIGO NO''
''ACHO LINDO! DIVINO! MARAVILHOSO!''
''VAI LEVAR DEZ PAUS, PELA CARA DE PAU''

Em fevereiro de 2012, foi anunciado que Jaclyn Smith será estrela convidada da série de TV CSI: Crime Scene Investigation

Smith de ator convidado em CSI
Na próxima semana, Jaclyn Smith vai atirar seu tiro convidada no seriado de TV CSI série.
O show está em sua 12 ª temporada e Jaclyn Smith interpreta a mãe do personagem de laboratório de tecnologia de Wallace Langham, David Hodges.
Fontes relatam na internet que a história linha tem Sra. Hodges (Smith) makeing uma visita surpresa ao ver seu filho e começa a interagir com todos os seus colegas de trabalho de uma forma divertida.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

TELENOVELAS NO BRASIL - TERCEIRA PARTE


















''1980''


''O FIM DA TUPI''

A ''TUPI'' a exemplo da ''EXCELSIOR'' fecha as portas. Depois de muita divergência entre as diretorias, a rede começa a perder força, desde o começo dos anos 70. E com ''REDE GLOBO'' impondo seu domínio avassalador, ''A TUPI'' se enfraquece. Em outubro de 77, com três meses de salários atrasados, os funcionários iniciaram uma greve, mas ela é interrompida com o pagamento parcelado dos débitos, mas entre 78 e 79 outra greve começa. Depois de uma volta, em 16\julho\1980, apenas dois meses depois de completar 30 anos no ar, a ''REDE TUPI'' tem 7 concessçoes caçadas, e no dia 18\julho\1980 ''A TUPI'' fecha.


''ÁGUA VIVA''

''GILBERTO BRAGA'' com colaboração de ''MANOEL CARLOS'' e direção de ''ROBERTO TALMA'' e ''PAULO UBIRATAN'', a novela exibe a vida da classe alta do Rio de Janeiro ensolarado e é movimentada pelo assassinato do rico Miguel Fragonard, mais a trama gira mesmo em torno da pequena Maria Helena, uma pequena órfã que ligará todos os personagens.

No elenco: ''REGINALDO FARIA'', ''BETTY FARIA'', ''LUCÉLIA SANTOS'', ''TÔNIA CARRERO'', ''BEATRIZ SEGALL'', ''FÁBIO JR.'', ''CLÁUDIO CAVALCANTI'', ''GLÓRIA PIRES'', ''RAUL CORTEZ'', ''MILTON MORAES'', ''TAMARA TAXMAN'', ''TETÊ MEDINA'', ''IVAN CÂNDIDO'', ''ELOÍSA MAFALDA'', ''MAURO MENDONÇA'', ''ARLETE SALLES'', ''ISABELA GARCIA'', ''ÂNGELA LEAL'', ''JOSÉ LEWGOY'', ''NATÁLIA DO VALLE'', ''KADU MOLITERNO'', ''JORGE FERNANDO'', ''MARIA PADILHA'', ''CARLOS EDUARDO DOLABELLA'', ''MARIA ZILDA'', ''JACQUELINE LAURENCE'', ''FERNANDO EIRAS'', ''ILVA NIÑO'' e ''CLEMENTINO KELÉ''e com ''PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS'' de : ''HENRIETTE MORINEAU'', ''GRANDE OTELO'', ''MARIA CLARA MACHADO''...

CURIOSIDADES: Marcante a cena em que ''BETTY FARIA'' leva para o banheiro ''TAMARA TAXMAN'' e lhe dá uma surra. O personagem de ''LUCÉLIA SANTOS'' se chamava ''JANETE CLAIR'', era uma homenagem de ''GILBERTO BRAGA'' a sua amiga Janete. O personagem Alfredo ''FERNANDO EIRAS'' enrola tranquilamente seu cigarro de maconha ''pela primeira vez na TV'', mesmo que no escript o autor indica-se ''Alfredo arrumando alguma coisa!

A música ''MENINO DO RIO'' de ''CAETANO VELOSO'' com ''BABY DO BRASIL'' tema da novela foi um sucesso, e simbolizou bem a novela. Uma pergunta parou o país ''QUEM MATOU MIGUEL FRAGONARD, a revelação seria dada no último capítulo , um sábado. A audiência do capítulo chegou a 80 pontos, curiosamente a maior audiência que ''GLOBO'' já conseguiu num sábado em toda sua história.
Beatriz Segall
DESTAQUES: Para ''BEATRIZ SEGALL'' fazendo sua primeira vilã Lourdes Mesquita ; ''TÔNIA CARRERO'' a excêntrica milionária Stella Fraga Simpson e conquistou o público, embora fosse anteriormente a megera Lourdes Mesquita; e ''ISABELA GARCIA'' como a órfã; uma das raras aparições da grande dama do teatro ''HENRIETTE MORINEAU''.

CURIOSIDADES: Glória Menezes foi a primeira atriz cotada para viver Lucy Fragonard, mas recusou por achar a personagem pequena e inexpressiva. Pepita Rodrigues foi chamada, mas declinou do convite, por se achar nova demais para ser mãe de Glória Pires (à época com 17 anos). Tetê Medina brilhou como a suave mulher de Miguel (Raul Cortez), que morreu no capítulo 21 da trama, no ar em 21/02/1980. Na época, inclusive, o público mandava cartas para a emissora implorando para que Lucy não morresse; ela era considerada uma personagem "carismática, leve, amiga e carinhosa"3 . 33 anos depois, na reprise da novela no Canal Viva, os internautas nas redes sociais reclamavam da trágica morte dela.

PRÊMIO: ''APCA'' - ''MELHOR ATRIZ'' - ''TÔNIA CARRERO''; ''TROFÉU IMPRENSA'' de ''MELHOR NOVELA''; ''TROFÉU IMPRENSA'' de ''MELHOR NOVELA''.




Produzida pela ''REDE BANDEIRANTES'' e o primeiro trabalho inédito de ''IVANI RIBEIRO'' depois do fechamento da ''TUPI'', com direção de ''Henrique Martins'' & ''David José'' com supervisão de ''WALTER AVANCINI''; conta as desventuras da vida de Dulcinéia, uma ex-vedete do teatro rebolado, às voltas com a perspectiva de perder seu teatro, o Mambembe, cujo prédio pertence a uma família rica e tradicional, os Maldonado. Eles vivem liderados pelo patriarca Salvador Maldonado, que manda nos filhos, ainda que sejam adultos.


No elenco: ''DERCY GONÇALVES'', ''YONÁ MAGALHÃES'', ''FÚLVIO STEFANINI'', ''RODOLFO MAYER'', ''WANDA STEFÂNIA'', ''MÁRCIA DE WINDSOR'', ''KITO JUNQUEIRA'', ''JORGE DÓRIA'', ''ROLANDO BOLDRIN'', ''WALTER PRADO'', ''RAFAEL DE CARVALHO'', ''ETTY FRASER'', ''CARMEM MONEGAL'', ''MARTA VOLPIANI'', ''JACQUES LAGÔA'', ''REGINA DOURADO'', ''EWERTON DE CASTRO''& ''CARMINHA BRANDÃO''entre outro

CURIOSIDADES: A história teve uma continuação ''DULCINÉIA VAI À GUERRA'', que não repetiu o mesmo sucesso que essa, ''IVANI RIBEIRO'' não aceitou fazer a continuação e ''Sérgio Jockyman assumira o texto. A novela teve participações de ''HEBE CAMARGO'', ''TIM MAIA'', ''MOACYR FRANCO'', ''MARIA ALCINA'', ''DUDU FRANÇA'', ''JOSÉ VASCONCELOS'' & ''NELSON GONÇALVES''.

Dercy Gonçalves
DESTAQUES: Oportunidade para a comediante ''DERCY GONÇALVES'' mostrar seu talento, numa rara incursão pelas telenovelas, nesta história que durou o tempo exato, deixando de lado os ''esticamentos''. Improvisava e fazia caretas o tempo todo, o que causava risos em seus interlocutores e na equipe técnica. Em uma cena, ao atender o telefone de um sequestrador disse ''OLÁ!'', quando todos esperavam o tradicional ''ALÔ!''. Também para o grande ''RODOLFO MAYER'' como o severo Salvador Maldonado, num dos seus último trabalhos. E ''WANDA STEFÂNIA'' estupenda no papel de Jaci, uma mulher que se disfarça de homem para poder ganhar mais , mas acaba se apaixonando pelo namorado de sua prima esnobe

PRÊMIO: ''APCA'' de ''MELHOR ATRIZ'' para ''DERCY GONÇALVES''; ''TROFÉU IMPRENSA'' -''MELHOR ATRIZ'' para ''DERCY GONÇALVES''.


''1981''

O ''SBT'' tenta entrar na briga das telenovelas, alegando uma proposta diferente ''DESTINO'' baseado na obra de Marisa Garrido, a novela centralizou a ação em alguns personagens e excluiu tramas paralelas. Era um retrocesso na história da TV. E assim, a novela fracassou, o ''SBT'' resolveu passar uma novela mexicana junto com ''DESTINO'', ''OS RICOS TAMBÉM CHORAM'' que teve melhor resultado na audiência.


''OS EMIGRANTES''

Foi uma telenovela produzida pela ''REDE BANDEIRANTES'', escrita por ''BENEDITO RUY BARBOSA'', ''WLISON AGUIAR FILHO'' & ''Renata Pallottini'', dirigida por ''ATÍLIO RICCÓ'', ''ANTONIO ABUJAMRA'', ''Henrique Martins'' & ''Emílio di Biasi''; conta a saga dos imigrantes que ajudaram a contruir o Brasil como o conhecemos, deixando seus países de origem em busca de uma vida melhor.

Elenco: ''RUBENS DE FALCO'', ''OTHON BASTOS'', ''ALTAIR LIMA'', ''HERSON CAPRI'', ''DAVID ARCANJO'', ''JOSÉ PIÑERO'', ''YONÁ MAGALHÃES'', ''TAUMATURGO FERREIRA'', ''LÚCIA VERÍSSIMO'', ''ROLANDO BOLDRIN'', ''NORMA BENGUELL'',''FÚLVIO STEFANINI'', ''DIONÍZIO AZEVEDO'', ''BABY GARROUX'', ''AGNALDO RAYOL'', ''LUIZ ARMANDO QUEIROZ'', ''PAULO BETTI'', ''AFONSO NIGRO'', ''FAUSTO ROCHA'', ''CHICA XAVIER'', ''SOLANGE COUTO'', ''CRISTINA MULLINS'', ''FLORA GENY'', ''RIVA NIMITZ''& ''PAULO AUTRAN''entre outros.

CURIOSIDADES: ''OS IMIGRANTES'' e a quarta novela de maior duração da TV. Foi uma das mais bem produzidas telenovelas da emissora, não chegando a ser exatamente um sucesso de audiência, e no entanto solidificou um público cativo de telenovelas para o canal e foi a grande campeã nas distribuições de prêmios em 1981 pela crítica especializada.

PRÊMIOS: ''APCA'' de ''MELHOR NOVELA''; ''MELHOR TEXTO DE NOVELA'' para - ''BENEDITO RUY BARBOSA''; ''MELHOR ATOR'' para - ''RUBENS DE FALCO''; ''MELHOR ATRIZ'' para - ''YONÁ MAGALHÃES''; ''TROFÉU IMPRENSA'' - ''MELHOR NOVELA''.


''BAILA COMIGO''

Primeiro trabalho solo de ''MANOEL CARLOS'' no horário nobre, dobradinha de ''ROBERTO TALMA'' & ''PAULO UBIRATAN'' na direção, o emocionante enredo conta a história dos gêmeos João e Quinzinho, separados no nascimento e o futuro encontro deles.

Elenco: ''TONY RAMOS'', ''LILIAN LEMMERTZ'', ''FERNANDO TORRES'', ''TEREZA RAQUEL'', ''BETTY FARIA'', ''REGINALDO FARIA'', ''LÍDIA BRONDI'', ''NATÁLIA DO VALLE'', ''FERNANDA MONTENEGRO'', ''CHRISTIANE TORLONI'', '' SUZANA VIEIRA'', ''CARLOS ZARA'', ''LAURO CORONA'', ''BETH GOULART'', ''GILBERTO MARTINHO'', ''CLÁUDIO CAVALCANTI'', ''MILTON GONÇALVES'', ''ARLETE SALLES'', ''OTÁVIO AUGUSTO'', ''MÍRIAM PIRES'', ''FERNANDA TORRES'', ''CARLOS GREGÓRIO'', ''DENISE DUMONT'', ''CARLOS KROEBER''& ''MÁRIO LAGO''entre outr

CURIOSIDADES: Primeira ''HELENA'' de ''MANOEL CARLOS'' e para muitos a melhor de todas. Apesar do grande sucesso dentro e fora do Brasil, nunca foi reprisada por aqui. Estranhamente a capa da trilha sonora internacional contava com os atores Nátalia do Valle & Reginaldo Faria, numa pose romântica, mas os dois não chegaram a constituir par romântico. ''BETTY FARIA'', uma professora de jazz, institui a moda das aulas de dança no país.

DESTAQUES: Para ''LILIAN LEMMERTZ'' como a primeira ''HELENA'', era também o personagem preferido da atriz na TV. Ótimos desempenhos também de ''FERNANDO TORRES'' & ''TEREZA RAQUEL''.

PRÊMIOS: ''APCA'' de ''MELHOR ATRIZ'' para - ''LILIAN LEMMERTZ'' & ''FERNANDA MONTENEGRO''; ''MELHOR ATOR'' para - ''FERNANDO TORRES'' & ''TONY RAMOS''; ''TROFÉU IMPRENSA'' - ''MELHOR ATOR'' para ''TONY RAMOS''.


''OS ADOLESCENTES''

Foi uma novela exibida pela ''REDE BANDEIRANTES'', escrita por ''IVANI RIBEIRO'', subistituida depois por ''JORGE ANDRADE'' depois, dirigida por ''ATÍLIO RICCÓ''. Conta como quatro adolescentes-chave --Doca viciado em drogas; Bia, grávida; Caíto, homossexual, e Majô, apaixonada pelo padrasto - conduzem as inúmeras tramas.
Elenco: ''KITO JUNQUEIRA'', ''MÁRCIA DE WINDSOR'', ''SELMA EGREI'', ''BEATRIZ SEGALL'', ''NORMA BENGUELL'', ''EMÍLIO DI BIASI'', ''PAULO VILLAÇA'', ''ANDRÉ DE BIASI'', ''JÚLIA LEMMERTZ'', ''FLÁVIO GUARNIERI'', ''TÁSSIA CAMARGO'', ''HUGO DELLA SANTANA'', ''ROBERTO MAYA'', ''ARLETTE MONTENEGRO'', ''SÔNIA OTICICA'', ''IMARA REIS'', ''GENY PRADO'', ''GIUSEPPE ORISTÂNIO'',''MAYARA MAGRI''& ''LÍLIA CABRAL''entre outros.

CURIOSIDADES: Mais um trabalho inovador de criação de ''IVANI RIBEIRO'', que armou um roteiro discutindo os problemas da geração anos 80, sem esquecer os entrechos novelísticos. A novela teve alguns problemas tanto com a censura quanto os país na época por causa das cenas
de ''NUDEZ'' principalmente de ''ANDRÉ DE BIASI'' no banheiro. Ivani não terminaria a novela , devido a uma série de desencontros com a ''BANDEIRANTES''. Foi substituída por ''JORGE ANDRADE'', que amenizou os problemas dos personagens jovens e introduziu novos personagens. Foi o último trabalho da autora na emissora, que estreou em 82 na ''GLOBO'' com ''FINAL FELIZ''.

DESTAQUES: Para ''FLÁVIO GUARNIERI'' como o homossexual e ''PAULO VILLAÇA''.

PRÊMIOS: ''APCA'' - ''MELHOR DIRETOR DE TV'' para - ''ATÍLIO RICCO'' & ''REVELAÇÃO'' para - ''FLÁVIO GUARNIERI''.


''1982''
''ELAS POR ELAS''

Comédia de ''CASSIANO GABUS MENDES'', tem como ponto de partida o reencontro de sete amigas dos tempos de colégio. Apesar do mote feminino, o grande destaque é um personagem masculino: Mário Fofoca. Produzida e exibida as 19h, pela ''REDE GLOBO'' , foi dirigida por ''PAULO UBIRATAN'', ''WOLF MAIA'' & ''Mário M. Bandarra''.
Elenco : ''EVA WILMA'', ''LUIS GUSTAVO'', ''REGINALDO FARIA'', ''SANDRA BRÉA'', ''ARACY BALABANIAN'', ''CARLOS ZARA'', ''CHRISTIANE TORLONI'', ''JOANNA FOMM'', ''ESTHER GÓES'', ''LAURO CORONA'', ''MILA MOREIRA'', ''HERSON CAPRI'', ''MÁRIO LAGO'', ''NATHÁLIA TIMBERG'', ''ANA ARIEL'', ''FELIPE CARONE'', ''CÁSSIO GABUS MENDES'', ''ANDRÉ DE BIASI''& ''CRISTINA PEREIRA'', com participações de : ''XUXA'', ''LUISA BRUNET'', ''MAITÊ PROENÇA'', ''SUZANA VIEIRA'', ''MARCO NANINI'', ''NORMA BLUM'', ''ANDRÉA BELTRÃO''& ''IRENE RAVACHE'' entre outros.

CURIOSIDADES: A novela foi um dos grandes sucessos do horário, na década de 80. Há de se destacar a ótima e deliciosa abertura, magistralmente feita por ''HANS DONNER'', com apresentação das sete amigas, enquanto rolava a canção ''ELAS POR ELAS'' ao som dos ''THE FEVERS'', em uma festa divertidíssima.

DESTAQUES: Para ''LUIS GUSTAVO'' que apesar do mote feminino, o grande destaque foi ele, com seu paletó xadrez , o atrapalhado detetive faz tanto sucesso que vira filem e seriado de TV - dois fracassos de público.

PRÊMIOS: ''APCA'' de ''MELHOR NOVELA'', ''MELHOR ATOR'' para - ''LUIS GUSTAVO'' & ''REGINALDO FARIA''; ''MELHOR TEXTO DE NOVELA'' para - ''CASSIANO GABUS MENDES''; ''TROFÉU IMPRENSA'' - ''MELHOR NOVELA'', e ''MELHOR ATOR'' para ''LUIS GUSTAVO''.


''SOL DE VERÃO''

De ''MANOEL CARLOS'' com direção de ''ROBERTO TALMA'', ''JORGE FERNANDO'' & ''GUEL ARRAES'', conta duas tramas paralelas: o drama do surdo-mudo Abel, que procura por sua mãe; e o dilema de Raquel, mulher de classe média que deixa uma união estável para se envolver com o mecânico Heitor.
ELENCO: ''TONY RAMOS'', ''IRENE RAVACHE'', ''JARDEL FILHO'', ''BEATRIZ SEGALL'', ''ISABEL RIBEIRO'', ''MÁRIO GOMES'', ''PAULO FIGUEIREDO'', ''YARA AMARAL'', ''DÉBORA BLOCH'', ''GIANFRANCESCO GUARNIERI'', ''NELSON XAVIER'', ''OBERDAN JR.'', ''CECIL THIRÉ'', ''CARLA CAMURATI'', ''CARLOS KROEBER'', ''MIGUEL FALABELLA'', ''CAMILA AMADO'', ''ÍSIS DE OLIVEIRA'', ''MÁRCIA RODRIGUES'' & ''HELBER RANGEL''entre outros.

CURIOSIDADES: A novela tinha uma abertura colorida, carioca e bronzeada, como sugeria o nome da novela, ao som da música ''TÔ QUE TÔ'' de ''KLEITON & KLEDIR'' cantada por ''SIMONE''. A química perfeita entre ''JARDEL FILHO'' & ''IRENE RAVACHE'', garantiu mais audiênica a novela. Maia infelizmente a novela sempre lembrada pela morte de ''JARDEL FILHO'', no meio da novela abalou a todos: o autor, elenco e produção. O autor ''MANOEL CARLOS'', amigo íntimo do ator não conseguiu mais escrever os capítulos e foi substituído por ''LAURO CÉSAR MUNIZ'' & ''GIANFRANCESCO GUARNIERI'' precipitando, assim, o término da novela. Antes, porém, a ''GLOBO'' cogitou tirar a novela do ar sem desfecho. Pesquisas feitas com o público mostraram que os telespectadores queriam que a história tivesse fim. A morte de Jardel ocorreu no capítulo 120 da novela. A conclusão da novela foi tumultuada. No final o elenco faz uma homenagem ao grande ator.
DESTAQUES: Para ''JARDEL FILHO'', ''IRENE RAVACHE'', ''TONY RAMOS'' & ''ISABEL RIBEIRO''.

PRÊMIOS: ''APCA'' de ''MELHOR ATRIZ'' para ''IRENE RAVACHE''; ''REVELAÇÃO'' para - ''DÉBORA BLOCH''; ''TROFÉU IMPRENSA'' - ''MELHOR ATRIZ'' - ''IRENE RAVACHE''.


''NINHO DA SERPENTE''

Foi a última novela da ''REDE BANDEIRANTES'' com bons resultados, escrita por ''JORGE ANDRADE'', com direção de ''Henrique Martins''; o título vem da casa onde se situava a maior parte da história, e dos conflitos em torno da herança de Cândido, milionário que vive isolado do resto da família que morre e deixa uma fortnuna e o jogo de interesses entre os herdeiros.
Elenco: ''CLEYDE YÁCONIS'', ''KITO JUNQUEIRA'', ''BEATRIZ SEGALL'', ''ELIANE GIARDINI'', ''MÁRCIA DE WINDSOR'', ''OTHON BASTOS'', ''CARMEM SILVA'', ''LAURA CARDOSO'', ''IMARA REIS'', ''SÔNIA OTICICA'', ''RAYMUNDO DE SOUZA'', ''GENY PRADO'', ''JÚLIA LEMMERTZ'', ''FLÁVIO GUARNIERI'', ''GIUSEPPE ORISTÂNEO'', ''PAULO CÉSAR GRANDE'', ''HUGO DELLA SANTANA'', ''NYDIA LÍCIA'', ''JUCA DE OLIVEIRA'' & ''DENISE STOKLOS'' entre outros.

CURIOSIDADES: A novela foi um grande sucesso de crítica, tendo conquistado índices de audiência muito bons. O personagem Cândido não aparecia para o público. A grande atriz ''MÁRCIA DE WINDSOR'' morreu durante a última semana de exibição da novela, ela já havia gravado toda sua participação na história.

DESTAQUES: Para ''CLEYDE YÁCONIS'', ''MÁRCIA DE WINDSOR'' & ''DENISE STOKLOS'' essa última que muito raramente atua em televisão, preferindo dedicar-se ao teatro. Ela vivia Oriana, uma performática governanta, que trancava-se em seus aposentos e pintava um quadro, à la ''O RETRATO DE DORIAN GRAY'', retratando a casa de seus patrões.

PRÊMIO: ''APCA'' de ''MELHOR ATRIZ'' para - ''CLEYDE YÁCONIS''.


''FINAL FELIZ''
Foi a ÚLTIMA NOVELA INÉDITA DA VETERANA AUTORA ''IVANI RIBEIRO'' , todas as outras foram regravações saborosas e inteligentes baseadas em seus próprios trabalhos, com direção de ''PAULO UBIRATAN'', ''WOLF MAIA'' & ''Márcio M. Bandarra''; sobre o relacionamento da impetuosa Débora por Leandro, noivo de sua prima Mirtô, até que reencontra Rodrigo, irmão de Mirtô, mas tanto Débora e Rodrigo tem gênios difícies.
Elenco: ''NATÁLIA DO VALLE'', ''JOSÉ WILKER'', ''LÍDIA BRONDI'', ''BUZA FERRAZ'', ''WALMOR CHAGAS'', ''LÍLIAN LEMMERTZ'', ''IRVING SÃO PAULO'',''MILTON MORAES'', ''STÊNIO GARCIA'', ''ELZA GOMES'', ''CÉLIA BIAR'', ''ADRIANO REYS'', ''PRISCILA CAMARGO'', ''LÚCIA ALVES'', ''NEY SANTANNA'', ''CISSA GUIMARÃES'', ''CININHA DE PAULA'', ''FRANCISCO MILANI'', ''ANGELINA MUNIZ'', ''WOLF MAIA'', ''RENY DE OLIVEIRA'' & ''ARMANDO BÓGUS'' entre outros.

CURIOSIDADES: Também marcou o primeiro trabalho da grande ''IVANI RIBEIRO'' na ''GLOBO'', que aliás não se sabe porque a emissora demorou tanto para contratar essa ''GRANDE DAMA''. Foi um enorme sucesso, até mesmo sua reprise no''VALE A PENA VER DE NOVO'' o sucesso também foi estrondoso com 40 pontos, no horário. Uma das mais criativas e brilhantes aberturas da teledramaturgia. Num platéia de cinema, personagens de filmes famosos assistem a uma edição de beijos e tapas dos mesmos filmes, ao som da música ''FLAGRA'' de ''RITA LEE''.

DESTAQUES: Para a última e inesquecível atuação da veterana ''ELZA GOMES'', que interpretou a tranbiqueira dona Sinhá que entre outras coisas matava gatos e vendia para restaurantes como frango. Também para ''MILTO MORAES'' & ''CÉLIA BIAR'' ela estava impagável como a fofoqueira e intrometida Jandira e ele seu marido que teve um dos melhores papéis na TV. Também vale destacar o trabalho de ''LÚCIA ALVES'' como a explosiva ex-namorada de Rodrigo.


''1983''
''GUERRA DOS SEXOS''

Delicioso pastelão de ''SILVIO DE ABREU'' com a colaboração de ''CARLOS LOMBARDI'', com direção de ''JORGE FERNANDO''; essa comédia rasgada tem como mote a disputa entre homens e mulheres; cada grupo tentando provar ao outro sua superioridade.
Elenco: ''PAULO AUTRAN'', ''FERNANDA MONTENEGRO'', ''GLÓRIA MENEZES'', ''TARCÍSIO MEIRA'', ''LUCÉLIA SANTOS'', ''MÁRIO GOMES'', ''MARIA ZILDA'', ''MAITÊ PROENÇA'', ''YARA AMARAL'', ''ARY FONTOURA'', ''JOSÉ MAYER'', ''HERSON CAPRI'', ''EDSON CELULARI'', ''MARILU BUENO'', ''HELENA RAMOS'', ''CRISTINA PEREIRA'', ''DIOGO VILELA'', ''PAULO CÉSAR GRANDE'', ''SÔNIA CLARA'', ''HÉLIO SOUTO'', ''WILSON GREY'', ''LEINA KRESPI'', ''JAYME PERIARD'' & ''TERESINHA SODRÉ'' entre outros; com ''PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS'' de ''RENATA SORRAH'', ''REGINA DUARTE'', ''LÍLIAN LEMMERTZ'', ''SUSANA VIEIRA'', ''ARACY BALABANIAN'', ''EVA WILMA'', ''CARLOS ZARA'', ''IRENE RAVACHE'', ''RENÉE DE VILMOND'', ''REGINA CASÉ'', ''MÁRIO LAGO'', ''VERA GIMENEZ'', ''BERTA LORAN'' & ''HENRIQUETA BRIEBA'' entre outros.

CURIOSIDADES: A sequência em que eles, sentados à mesa, iniciam uma guerra de comida é antológica, e a mais repetida na TV. Promove também o primeiro encontro de duas grandes figuras do teatro: ''PAULO AUTRAN'' & ''FERNANDA MONTENEGRO'', além de ''TARCÍSIO MEIRA'' & ''GLÓRIA MENEZES'' que, pela primeira vez, contracenam como inimigos, e não ficam juntos no final. A narrativa da novela subvertia a linguagem tradicional ao colocar personagens interagindo com o telespctador, olhando para a câmara, dialogando com o público.
A novela bricava com o cinema hollywoodiano, e trilhas sonoras famosas do cinema aparecia com frequência, entre elas ''PSICOSE'', ''...E O VENTO LEVOU'', ''UM CORPO QUE CAI'', ''A PANTERA COR-DE-ROSA'', ''CAÇADORES DA ARCA-PERDIDA'' entre outros.

DESTAQUES: Para ''YARA AMARAL'' como Nieta que durante a novela falava de outras novelas famosas que já passaram na TV. Para ''MARILU BUENO'' a empregada de Fernanda(Charlô)e Paulo(Otâvio) que na briga dos patrões acabava também levando a pior. E é lógico para ''FERNANDA MONTENEGRO'' & ''PAULO AUTRAN'' que se alfinetavam com os jocosos apelidos de ''CUMBUCA'' & ''BIMBO'', curiosamente Paulo Autran declarava que não gostou de nenhum dos personagens que fez na TV(novelas leia-se) ele dizia que todos seus personagens eram velhos loucos e chatos.

PRÊMIOS: ''APCA'' de ''MELHOR NOVELA'', ''TEXTO DE NOVELA'' para ''SÍLVIO DE ABREU'', ''MELHOR ATOR'' para ''PAULO AUTRAN'' & ''MÁRIO GOMES'', ''MELHOR ATRIZ'' para ''FERNANDA MONTENEGRO'' & ''YARA AMARAL'' & ''REVELAÇÃO'' para ''JOSÉ MAYER''; ''TROFÉU IMPRENSA'' - ''MELHOR NOVELA'' , ''MELHOR ATOR'' - ''PAULO AUTRAN'' & ''MELHOR ATRIZ'' - ''FERNANDA MONTENEGRO''.


''PÃO PÃO, BEIJO BEIJO''

Foi exibida no horário das 18h, com grande sucesso dentro e fora do Brasil; de ''WALTER NEGRÃO'' com diireção de ''GONZAGA BLOTA'' & ''Henrique Martins''; para defender o humilde nordestino Soró Sereno em um acidente de trânsito, o misterioso Ciro Cerqueira acaba se envolvendo com a tradicional família da italiana Mamma Vitória, proprietária de uma rede de cantinas na qual ele passa a trabalhar, e fica dividido entre o amor e suas idéias.
Elenco: ''LÉLIA ABRAMO'', ''ELIZABETH SAVALLA'', ''CLÁUDIO MARZO'', ''MARIA CLÁUDIA'', ''LAURA CARDOSO'', ''DIONÍSIO AZEVEDO'', ''MILTON GONÇALVES'', ''EDWIN LUISI'', ''ARNAUD RODRIGUES'', ''CÁSSIO GABUS MENDES'', ''LAERTE MORRONE'', ''JOÃO CARLOS BARROSO'', ''FLORA GENY'', ''HENRIQUE MARTINS'', ''CLEYDE BLOTA'', ''RENATA FRONZI'', ''MÁRIO BENVENUTTI'', ''REINALDO GONZAGA'', ''PAULO GUARNIERI'', ''REGINA DOURADO'' & ''TÁSSIA CAMARGO'' entre outros.

CURIOSIDADES: Seu sucesso foi visto pelos altos picos de audiência, em alguns de seus capítulos
chegava a 50 pontos. O sucesso do personagem de ''LÉLIA ABRAMO'' fez tanto sucesso que na ''ÍTALIA'' a novela teve o nome de seu personagem ''MAMMA VITÓRIA''. Dois dos maiores hits do ano de 1983 fazem parte da trilha sonora da novela. ''MENINA VENENO'' do cantor ''RITCHIE'' e ''TOTAL ECLIPSE OF THE HEART'' da cantora ''BONNIE TYLER''; essa música foi o carro-chefe da trilha sonora internacional, que foi um grande sucesso de vendas.

DESTAQUES: Para ''RENATA FRONZZI'', ''ARNAUD RODRIGUES'', ''REGINA DOURADO'', ''MÁRIO BENVENUTTI'' como os destaques cômicos da novela; mais sobretudo para ''LÉLIA ABRAMO'' uma das nossas grandes damas da dramaturgia brasileira como a mama Vitória, no seu último papel em uma novela inteira.


''1984''
''AMOR COM AMOR SE PAGA''

''IVANI RIBEIRO'' aproveita a trama de ''CAMOMILA E BEM-ME-QUER'', antigo sucesso seu na ''TUPI'', e leva para ''GLOBO'' às 18h. ''ARY FONTOURA'' faz o telespectador morrer de rir como o pão-duro Nonô Corrêa. Inspirado no personagem principal da peça ''O AVARENTO'' de ''MOLIÈRE''. Seu Nonô é um velho rico, mas muquirana e quase todos os personagens passam sobre sua avareza; com direção de ''GONZAGA BLOTA'', ''ATÍLIO RICCÓ'' & ''JAYME MONJARDIM''.]
Elenco: ''ARY FONTOURA'', ''YONÁ MAGALHÃES'', ''BERTA LORAN'', ''CARLOS EDUARDO DOLABELLA''', ''EDSON CELULARI'', ''CLÁUDIA OHANA'', ''FERNANDO TORRES'', ''OBERDAN JR.'', ''CAÍQUE FERREIRA'', ''CARLOS KROEBER'', ''MILTON MORAES'', ''ARLETE SALLES'', ''MATHEUS CARRIERI'', ''ADRIANO REYS'', ''FLÁVIO GALVÃO'', ''WANDA STEFÂNIA'', ''MIGUEL FALABELLA'', ''CHICA XAVIER'', ''JÚLIA LEMMERTZ'', ''WANDA KOSMO'', ''MÁRIO CARDOSO'', ''ANA ARIEL'', ''PAULO CÉSAR GRANDE'' & ''VERA GIMENEZ'' entre outros.

CURIOSIDADES: Junto com ''PÃO PÃO, BEIJO BEIJO'' foi uma das novelas de maior sucesso no horário das 18h.

DESTAQUES: Para ''ARY FONTOURA'' & ''BERTA LORAN'' para ambos nos melhores trabalhos em novela de suas carreiras.

PRÊMIO: ''APCA'' de ''MELHOR ATOR'' para ''ARY FONTOURA''


''VEREDA TROPICAL''

''SILVIO DE ABREU'' & ''CARLOS LOMBARDI'' emplaca com ''VEREDA TROPICAL'' , dirigida por '''JORGE FERNANDO'' & ''GUEL ARRAES'', a telenovela ágil e divertida mistura ação, romance e humor. No centro da trama, o triângulo amoroso entre um mulherengo jogador de futebol Luca, com uma operária Silvana e a ricaça Verônica, e o garoto Zeca, filho de Silvana, que tem a guarda disputada pelo avô, o milionário Oliva.
Elenco: ''LUCÉLIA SANTOS'', ''MÁRIO GOMES'', ''MARIA ZILDA'', ''JONAS TORRES'', ''GEÓRGIA GOMIDE'', ''WALMOR CHAGAS'', ''GIANFRANCESCO GUARNIERI'', ''PAULO BETTI'', ''MARIETA SEVERO'', ''NUNO LEAL MAIA'', ''CRISTINA PEREIRA'', ''ROSAMARIA MURTINHO'', ''PAULO GUARNIERI'', ''ANGELINA MUNIZ'', ''MARCOS FROTA'', ''JOHN HERBERT'', ''LUIZ FERNANDO GUIMARÃES'', ''LUIZ CARLOS ARUTIN'', ''KITO JUNQUEIRA'', ''EDUARDO TORNAGHI'', ''VIC MILITELLO'', ''MATILDE MASTRANGI'' & ''CRISTINA MULLINS'' entre outros; com as ''PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS'' - ''LAURO CORONA'', ''GILBERTO MARTINHO'', ''REGINA CASÉ'', ''STEPAN NERCESSIAN'', ''CARLOS AUGUSTO STRAZZER'', ''RÔMULO ARANTES'' & ''MAURÍCIO MATTAR'' entre outros.



CURIOSIDADES: Um grande sucesso dos anos 80. ''MÁRIO GOMES'' fez sucesso até na música cantando ''O DONO DA BOLA'' que teve clip até no ''FANTÁSTICO''; 62 pontos na média.

DESTAQUES: ''MARIA ZILDA'', ''MARIETA SEVERO'', ''GEÓRGIA GOMIDE'' e principalmente o garoto ''JONAS TORRES''.


PRÊMIOS: ''APCA'' - ''MELHOR NOVELA'', ''MELHOR ATRIZ'' para - ''GEÓRGIA GOMIDE'' & 'MARIETA SEVERO'', ''MELHOR ATOR'' para - ''NUNO LEAL MAIA'' & ''REVELAÇÃO'' para - ''MARCOS FROTA''; ''TROFÉU IMPRENSA'' para - ''MELHOR NOVELA'' e ''MELHOR ATRIZ'' para - ''GEÓRGIA GOMIDE''.

''MEUS FILHOS, MINHA VIDA''

Foi uma telenovela exibida pelo ''SBT'' escrita por ''Ismael Fernandes'', ''Henrique Lobo'' & ''Crayton Sarzy'', dirigida por ''Antonino Seabra'' & ''Jardel Mello''; conta o drama da batalhadora Luzia Santos Silva, que sustentou seu três filhos e sofre ao vê-los seguir seus caminhos. Ela ajuda eles em tudo, e depois acaba abandonada, mais ela tem sua companheira ''NOSSA SENHORA APARECIDA''.

Elenco: ''MIRIAM PIRES'', ''DENIS DERKIAN'', ''RAYMUNDO DE SOUZA'', ''CLÁUDIA ALENCAR'', ''HELENA RAMOS'', ''SÔNIA DE PAULA'', ''ARLETE MONTENEGRO'', ''CLEYDE YÁCONIS'', ''CÉLIA COUTINHO'', ''WILMA DIAS'', ''CARMEM SILVA'', ''HELÔ PINHEIRO'', ''DUDU FRANÇA'', ''NHÁ BARBINA'', ''BRAGUINHA'', '' ''ELIANE GIARDINI'', ''GÉSIO AMADEU'', ''HÉLIO SOUTO'', ''JOÃO SIGNORELLI'', ''SÔNIA LIMA'' & ''XANDÓ BATISTA''.

CURIOSIDADES: O ''SBT'' tenta de novo e pela primeira vez a emissora apostou numa melhor produção com texto original, após várias adaptações de roteiros mexicanos. Isso refletiu na audiência, que em comparação às antecessoras melhorou. Após essa novela a emissora produziria com textos originais, mas sem muito sucesso; e acabou interrompendo suas novelas em 1986. A novela foi reprezida e até ganhou um remake com ''IRENE RAVACHE'' em 1996. A novela foi exibida na ITÁLIA; mais sem assustar a ''GLOBO''.

DESTAQUES: Para ''MIRIAN PIRES'' sem surpresa é lógico já que todos sabemos que ela é daquelas atrizes que mesmo com um papel pequeno se faz notar, num papel bom então! Ela deitou e rolou; e deu show. A surpresa foi mesmo a rainha das chanchadas ''HELENA RAMOS'' famosa pelos seus papéis de mulher sexy e devorada de homens no cinema, surpreende fazendo uma mulher tímida, meiga e virgem! É para surpresa de todos. Convenceu no seu papel.

PRÊMIO: ''APCA'' de ''MELHOR ATRIZ'' para - ''MIRIAN PIRES''.

''CORPO A CORPO''

Exibida pela ''GLOBO'' e escrita por ''GILBERTO BRAGA'' com direção de ''DÊNIS CARVALHO'' & ''JAYME MONJARDIM''; Elóa quer subir na vida profissional , apesar de estar bem no casamento, ela não consegue muita coisa até que um dia ela conhece o misterioso Raul, homem com quem faz um estranho pacto para atingir o topo. Seria ele o Diabo.

Elenco: ''DÉBORA DUARTE'', ''GLÓRIA MENEZES'', ''ANTÔNIO FAGUNDES'', ''FLÁVIO GALVÃO'', ''HUGO CARVANA'', ''JOANNA FOMM'', ''LAURO CORONA'', ''STÊNIO GARCIA'', ''MARCOS PAULO'', ''ZEZÉ MOTTA'', ''MALU MADER'', ''ISABELA GARCIA'', ''CAÍQUE FERREIRA'', ''ELOÍSA MAFALDA'', ''RENATA FRONZI'', ''MARCELO PICCHI'', ''LÍLIA CABRAL'', ''ANDRÉA BELTRÃO'', ''LUIZA THOMÉ'', ''ZENI PEREIRA'', ''MILA MOREIRA'', ''SELTON MELLO'', ''ÍRIS BRUZZI'', ''RUTH DE SOUZA'', ''JOSÉ DUMONT'', ''BIA SEIDL'', '''PAULO BETTI'', ''ANA LÚCIA TORRE'' & ''IDA GOMES'' entre outros.

CURIOSIDADES: Teve média de 60 pontos. A telenovela teve, no pacto com o diabo , os melhores momentos. A trilha sonora nacional foi um sucesso tendo músicas como ''NADA MAIS'' com ''GAL COSTA'', ''PARA LENNON & McCARTNEY'' com ''ELIS REGINA'', ''PAPEL MACHÊ'' com ''JOÃO BOSCO'' e o tema de abertura ''TÃO BEATA, TÃO À TOA'' cantada por ''MARINA'', a canção que tem a controversa frase ''eu vendo a alma ao diabo''. A trilha internacional também com ''PURPLE RAIN'' com ''PRINCE'', ''MISSING YOU'' com ''DIANA ROSS'', ''MAKE NO MISTAKE'' com ''BARBRA STREISAND'' e ''KIM CARNES'' & ''STILL LOVING YOU'' com ''SCORPIONS'' entre outras. A polêmica ficou com os personagens de Sônia ''ZEZÉ MOTTA'', uma negra de classe média, e um jovem branco e muito rico, Cláudio ''MARCOS PAULO'', segundo alguns atores da época alguns telespectadores não queriam o beijo do casal na novela, e que Marcos Paulo teve até que desligar sua secretária eletrônica de tanto desaforos que deixavam para ele, o autor também parece que teve problemas com os atores a atriz negra e excelente ''RUTH DE SOUZA'' não quiz dizer para a filha na novela (Sônia) que seu nariz era feio.

DESTAQUES: Para ''DÉBORA DUARTE'', ''FLÁVIO GALVÃO'' este no seu melhor papel como o suposto ''diabo'', ''JOANNA FOMM'' com mais uma vilã inesquecível & ''IDA GOMES'' como a enfermeira de um ricaço, numa cópia do filme ''TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO'' de ''BILLY WILDER.

PRÊMIO: ''APCA'' de ''MELHOR ATRIZ'' para ''DÉBORA DUARTE''.


''1985''


''ROQUE SANTEIRO''

Chega como um símbolo do processo de abertura política do país, após 20 anos de ditadura militar. A novela de ''DIAS GOMES'' deveria ter ido ao ar em 1975, mas fora censurada no dia da estréia. A história, regravada, gira em torno de Sinhozinho Malta, viúva Porcina e Roque Santeiro, este dado como morto, o personagem-título é mitificado como santo, na eufórica cidade de Asa Branca; repleta de figuras marcantes, com direção de ''GONZAGA BLOTA'', ''JAYME MONJARDIM'', ''MARCOS PAULO'' & ''PAULO UBIRATAN''.


Elenco: ''LIMA DUARTE'', ''REGINA DUARTE'', ''JOSÉ WILKER'', ''PAULO GRACINDO'', ''YONÁ MAGALHÃES'', ''LÍDIA BRONDI'', ''ARMANDO BOGUS'', ''ARY FONTOURA'', ''FÁBIO JR.'', ''LUCINHA LINS'', ''ELOÍSA MAFALDA'', ''CÁSSIA KISS'', ''TONY TORNADO'', ''EWERTON DE CASTRO'', ''ILVA NIÑO'', ''CLÁUDIO CAVALCANTI'', ''OTHON BASTOS'', ''LUIZ ARMANDO QUEIROZ'', ''RUY REZENDE'', ''JOÃO CARLOS BARROSO'', ''ARNAUD RODRIGUES'', ''WANDA KOSMO'', ''MAURÍCIO DO VALLE'', ÍSIS DE OLIVEIRA'', ''CLÁUDIA RAIA'', ''MAURÍCIO DO VALLE'', ''PATRÍCIA PILLAR'', ''ALEXANDRE FROTA'', ''OSWALDO LOUREIRO'', ''ELIZÂNGELA'', ''LEINA KRESPI'' e ''LÍLIAN LEMMERTZ'' entre outros.

CURIOSIDADES: A ''GLOBO'' reapresentou mais duas vezes essa novela. ''DIAS GOMES'' baseou em sua própria peça de teatro ''O BERÇO DO HERÓI'', que também havia sido censurada e proibida. ''FRANCISCO CUOCO'' & ''BETTY FARIA'' fizeram a besteira de recusarem os papéis de viúva Porcina e Roque Santeiro.
DESTAQUES: Fica até difícil dizer quem se destacou mais, Lima Duarte, Eloísa Mafalda, Armando Bógus, Lucinha Lins, Cássia Kiss, Ilva Niño, Cláudia Raia, Rui Resende, entre outros, mais a reviravolta na carreira foi mesmo de Regina Duarte (As atrizes Sônia Braga, Vera Fischer, Marília Pera e Fernanda Montenegro chegaram a ser sondadas para o papel da fogosa Viúva Porcina, que acabou interpretada de forma brilhante pela atriz Regina Duarte: o entrosamento entre o casal de personagens Porcina e Sinhozinho Malta foi perfeito e rendeu aos telespectadores cenas de barracos homéricos.) 

PRÊMIO: Troféu APCA (1985):
 Melhor Novela
 Melhor Atriz - Regina Duarte
 Melhor Ator - Lima Duarte
 Revelação Feminina - Cláudia Raia
 Melhor Texto de Novela - Dias Gomes e Aguinaldo Silva

Troféu Imprensa (1985):
 Melhor Novela
 Melhor Atriz - Regina Duarte
 Melhor Ator - Lima Duarte
 Revelação do Ano - Cláudia Raia (empate com Tetê Espindola)

''A GATA COMEU''

Outro grande sucesso da grande Ivani Ribeiro, um remake de A Barba Azul, novela exibida na Tupi, em 1974. Christiane Torloni e Nuno Leal Maia encenam um conturbado par romântico. Com direção de Herval Rossano e José Carlos Pieri. Com gerência de produção de Carlos Henrique de Cerqueira Leite e direção geral de Herval Rossano.

Elenco: ''Christiane Torloni'', ''Nuno Leal Maia'', ''José Mayer'', ''Bia Seidl'', ''Mauro Mendonça'', ''Anilza Leoni'', ''Laerte Morrone'', ''Cláudio Correia e Castro'', ''Marilu Bueno'', ''Fátima Freire'', ''Dirce Migliaccio'', ''Eduardo Tornaghi'', ''Danton Mello'', ''Jaime Periard'', ''Monah Delacy'', ''Rogério Cardoso'', ''Oberdan Júnior'', ''Grande Otelo'', ''Ronnie Von'', entre outros.

DESTAQUES: Para Gugu (Cláudio Corrêa) e Tetê (Marilu Bueno) também chamaram a atenção por suas confusões. Ao ficar grávida de gêmeos, Tetê enlouqueceu o marido com seus desejos por comidas exóticas. O garçom Vitório (Laerte Morrone) foi outro personagem de destaque. O picareta fingia ser o Conde de Parma para ser aceito na alta sociedade.


''TI-TI-TI''

De Cassiano Gabus Mendes, traz a frivolidade do mundo da moda através dos estilistas rivais Jacques Léclair e Victor Valentin. Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes com colaboração de Luís Carlos Fusco e direção de Wolf Maya e Fred Confalonieri.

Elenco: ''Luis Gustavo'', ''Reginaldo Faria'', ''Sandra Bréa'', ''Nathalia Timberg'', ''Marieta Severo'', ''Aracy Balabanian'', ''José de Abreu'', ''Lúcia Alves'', ''Cássio Gabus Mendes'', ''Malu Mader'', ''Tânia Alves'', ''Myrian Rios'', ''Paulo Castelli'', ''Adriano Reys'', ''Thaís de Campos'', ''Rodolfo Bottino'', ''Betty Goffman'', ''Guilherme Fontes'', entre outros...

CURIOSIDADES: Com uma média geral de 63 pontos de audiência,Ti Ti Ti é uma das novelas de maior audiência da televisão brasileira,e a segunda maior audiência das 19h,perdendo apenas para Top Model (telenovela).
Nos créditos da abertura, os nomes dos atores Luis Gustavo e Reginaldo Faria se alternavam diariamente na ordem de aparição no primeiro lugar.
Em 2010, foi produzido uma nova versão da novela com direção de Jorge Fernando e adaptação de Maria Adelaide Amaral. A trama central da novela, foi misturada com uma trama central e paralela de uma outra novela de Cassiano Gabus Mendes: Plumas e Paetês, que também tinha o mundo da moda como tema. Para viver os costureiros inimigos Victor Valentim e Jacques Leclair nesta nova versão, foram escalados Murilo Benício e Alexandre Borges.

DESTAQUES: Para Sandra Bréa e Nathalia Timberg, mas principalmente Reginaldo Faria e Luis Gustavo em atuações sensacionais.


''1986''

''SINHÁ MOÇA''


Escrita por Benedito Ruy Barbosa, inspirada no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes, contava com a colaboração de Edmara Barbosa e direção de Reynaldo Boury e Jayme Monjardim. Monarquistas e republicanos se defrontam em Araruna, pequena cidade do interior paulista, em 1886, dois anos antes da promulgação da Lei Áurea. A história de amor de Sinhá Moça, filha do Coronel Ferreira, o Barão de Araruna, ferrenho escravocrata e da submissa Cândida, com o jovem Dr. Rodolfo Fontes, um ativo abolicionista republicano, ante as dificuldades da campanha para a abolição dos escravos.

Elenco: ''Lucélia Santos'', ''Marcos Paulo'', ''Rubens de Falco'', ''Elaine Cristina'', ''Luciana Braga'', ''Daniel Dantas'', ''Patrícia Pillar'', ''Mauro Mendonça'', ''Ruth de Souza'', ''Luiz Carlos Arutin'', ''Neuza Amaral'', ''Antônio Pompeo'', ''Guilherme Fontes'', ''Norma Blum'', ''Cláudio Corrêa e Castro'', ''Chica Xavier'', ''Daniel Dantas'', ''Jacyra Sampaio'', ''Gésio Amadeu'', ''Débora Duarte'', ''Armando Bógus'', ''Tony Tornado'', ''Cássia Kiss'', ''Fábio Júnior'', ''Lauro Corona'', ''José Lewgoy'', ''Tarcísio Filho'', ''Grande Otelo'', ''Lima Duarte'', ''Vera Fischer'', ''José Wilker'', ''Betty Faria'', ''Milton Gonçalves'', ''Luiz Gustavo'', ''Selton Mello'', ''Dhu Moraes'', ''Canarinho'', ''Zeni Pereira'', entre outros...

CURIOSIDADES: Antes da estreia, 50 países já estavam interessados em comprar a telenovela, atraídos pelo tema e pela atriz Lucélia Santos que, ao lado de Rubens de Falco, fizera sucesso anteriormente com Escrava Isaura (1976). Em 2001, Sinhá Moça já havia sido exibida em 63 países, entre eles Austrália, China, Dinamarca, Estados Unidos, Grécia, Holanda, Itália, Nicarágua, Rússia, Suécia, Turquia, Venezuela e Vietnã. Na Bélgica, na Espanha, na Itália e na Suíça, foi exibida três vezes, e na França, quatro. Em 2006, Sinhá Moça ganhou um remake, com atualização de Edmara e Edilene Barbosa, filhas de Benedito Ruy Barbosa, e direção de Ricardo Waddington. A nova versão foi protagonizada por Débora Falabella e Danton Mello. Osmar Prado e Patrícia Pillar deram vida ao Barão de Araruna e Cândida, e Reginaldo Faria e Lu Grimaldi, aos personagens Fontes e Inez.
 O ator Milton Gonçalves viveu na segunda versão da novela o mesmo personagem, Pai José, que interpretara na trama exibida em 1986. Durante muito tempo em exibição fora do país só perdia para a novela ''Escrava Isaura''.

DESTAQUES: Ruth de Souza, como a velhinha Nhá Balbina, que contracenava com o personagem de Grande Otelo (Justo), ambos gagás.
PRÊMIO: Marcos Paulo recebeu o prêmio de melhor ator em Montreaux, na Suíça, no Golden Rose Festival, por seu trabalho na novela.

''DONA BEJA''

A surpresa do ano vem com uma produção de época da Rede Manchete. Escrita por Wilson Aguiar Filho e dirigida por Herval Rossano, teve 89 capítulos e trilha sonora de Wagner Tiso. A novela foi baseada nas obras de Dona Beija, a feiticeira do Araxá2 , de Thomas Othon Leonardos e A vida em flor de Dona Bêja, de Agripa Vasconcelos. Bruna Lombardi chegou a ser cogitada para o papel principal, que acabou com Maitê Proença, se transformando num dos maiores sucessos da carreira da atriz.
Maitê dá cor à polêmica personagem-título, que funda um refinado bordel, a Chácara do Jatobá, na cidade mineira de Araxá.

Elenco: ''Maitê Proença'', ''Gracindo Júnior'', ''Maria Fernanda'', ''Bia Seidl'', ''Marcelo Picchi'', ''Sérgio Britto'', ''Mayara Magri'', ''Arlete Salles'', ''Marilu Bueno'', ''Mário Cardoso'', ''Sérgio Mamberti'', ''Abrahão Farc'', ''Lafayette Galvão'', ''Maria Isabel de Lizandra'', ''Jonas Mello'', ''Castro Gonzaga'', ''Monah Delacy'', ''Nina de Pádua'', ''Renato Borghi'', ''Fernando Eiras'', ''Jayme Periard'', ''Léa Garcia'', ''João Signorelli'', ''Antonio Pitanga'', ''Haroldo de Oliveira'', ''Edwin Luisi'', ''Miriam Pires'', ''Guilherme Karan'', ''Carlos Alberto'', ''Jacqueline Laurence'', ''Tarcísio Filho'', ''Zeni Pereira'', entre outros...

CURIOSIDADES: O sucesso de Dona Beija colocou a Rede Manchete, que tinha apenas 3 anos de existência, em 1985, em destaque no cenário televisivo internacional, num período tão curto de vida.

DESTAQUES: Para Maitê Proença, a beleza da atriz principal é explorada em cenas sensuais, como a que aparece cavalgando nua, pela primeira vez a crítica a viu como atriz séria. Marili Bueno e Mayara Magri dão show, mas quem rouba as cenas em interpretação e mesmo a veterana Maria Fernanda (estupenda).


''RODA DE FOGO''

De Lauro César Muniz, crítica a realidade em uma trama permeada por falcatruas políticas. Dirigida por Dennis Carvalho e Ricardo Waddington com direção geral de Dennis Carvalho.

Elenco: ''Tarcísio Meira'', ''Bruna LombardI'', ''Renata Sorrah'', ''Cecil Thiré'', ''Eva Wilma'', ''Felipe Camargo'', ''Joana Fomm'', ''Paulo Goulart'', ''Mário Lago'', ''Sílvia Bandeira'', ''Gilberto Martinho'', ''Isabela Garcia'', ''Cássio Gabus Mendes'', ''Lúcia Veríssimo'', ''Hugo Carvana'', ''Yara Côrtes'', ''Carlos Kroeber'', ''Nelson Dantas'', ''Paulo Castelli'', ''Osmar Prado'', ''Ivan Cândido'', ''Jayme Periard'', entre outros...

CURIOSIDADES:
Ainda que alinhavada com temáticas modernas, a novela não conseguiu disfarçar o roteiro maniqueísta e folhetinesco, mas se revelou uma grata surpresa em seu encaminhamento, tornando-se uma das melhores novelas já escritas para televisão. O antagonista Renato Villar (Tarcísio Meira), foi conquistando a simpatia do público, que o perdoou e passou a torcer pelo sucesso do personagem. O final da novela, com a sua morte, criou polêmica. Muitos telespectadores escreveram pedindo que o personagem continuasse vivo. A Censura Federal cortou algumas passagens e diálogos, como a cena em que Carolina (Renata Sorrah) chamava Mário Liberato (Cecil Thiré) de homossexual.
Lúcia Veríssimo desentendeu-se com a produção da novela e foi afastada. Sua personagem, Laís, irmã da protagonista Lúcia (Bruna Lombardi), teve que viajar para o exterior ainda no começo da novela e nunca mais apareceu. No último capítulo, o pai delas, Fernando (Carlos Vergueiro), lê para Lúcia um postal que Laís mandara da Europa contando de sua viagem. E tudo ficou por isso mesmo.

DESTAQUES: Renata Sorrah, desfilando o luxo e a classe de sua Carolina D'Avila, esbanjou talento e marcou inconfundivelmente sua presença na trama. Destaque também para Eva Wilma em um trabalho sensível como Maura Garcez. Cecil Thiré perfeito como o grande vilão. No lado do humor o destaque foi Osmar Prado, com personagem Tabaco, que mantinha um relacionamento com três mulheres. A cena do casamento de Tabaco, com as três esposas o esperando no altar foi inesquecível.


''1987''

''BREGA E CHIQUE''

Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes, com colaboração de Luís Carlos Fusco e direção de Jorge Fernando, Marcelo de Barreto e Carlos Magalhães, com direção geral de Jorge Fernando. Mostra Glória Menezes e Marília Pêra como mulheres de classes sociais distintas que têm seus destinos cruzados e invertidos.

Elenco: ''Glória Menezes'', ''Marília Pêra'', ''Raul Cortez'', ''Marco Nanini'', '' Cássia Kiss'', ''Dênis Carvalho'', ''Patrícia Pillar'', ''Marcos Paulo'', ''Nívea Maria'', ''Cássio Gabus Mendes'', ''Patrícia Travassos'', ''Jorge Dória'', ''Jorge Dória'', ''Cristina Mullins'', ''Célia Biar'', ''Paulo César Grande'', ''Jayme Periard'', ''Fábio Sabag'', ''Tarcísio Filho'', ''Paula Lavigne'', ''Neuza Amaral'', entre outros..

CURIOSIDADES: A abertura da novela causou bastante polêmica. Nela, o modelo Vinícius Manne aparecia com as nádegas à mostra. Após o primeiro capítulo, a Censura exigiu que fosse colocada uma folha de parreira sobre o traseiro do modelo. A dita cuja foi inserida, através de computação gráfica, mas a Censura não ficou satisfeita com o tamanho da folha, e exigiu que fosse aumentada. No entanto, depois de inúmeras reclamações, a Censura liberou a abertura original. A abertura censurada seria veiculada no Vale a Pena Ver de Novo, dois anos depois.
Teve de média geral, incríveis 62 pontos.Chegou inclusive a apresentar índices de audiência maiores que os da novela das oito, O Outro. A novela é considerada, juntamente com Que Rei Sou Eu?, a melhor novela de Cassiano Gabus Mendes.
Nos créditos de abertura, a ordem de aparição dos nomes de Glória Menezes e Marília Pêra alternava diariamente.

DESTAQUES: Brilharam Marília Pêra (sobretudo porque a novela marcou a volta de Marília Pêra às novelas, após 13 anos de ausência. Sua última novela havia sido Supermanoela, em 1974), como a afetada Rafaela, Marco Nanini como seu atrapalhado assistente Montenegro, Glória Menezes como a breguíssima Rosemere, Raul Cortez como o galante Herbert Alvaray, Dênis Carvalho como o grosseirão mecânico Baltazar e Cássio Gabus Mendes como o analfabeto Bruno.

PRÊMIO: Troféu Imprensa (1987): Melhor Novela - Melhor Atriz - Marília Pêra
 Prêmio APCA (1987): Melhor Atriz - Marília Pêra


''MANDALA''

Dias Gomes polemiza mais uma vez, inspirada na trágedia grega de Sófocles. Jocasta (Vera Fischer) e Édipo (Felipe Camargo) se apaixonam sem saber que são mãe e filho. Foi dirigida por Ricardo Waddington (que também foi seu diretor-geral) e José Carlos Pieri.

Elenco: ''Vera Fischer'',  ''Felipe Camargo'', ''Nuno Leal Maia'',  ''Carlos Augusto Strazzer'', ''Lúcia Veríssimo'', ''Gianfrancesco Guarnieri'', ''Célia Helena'', ''Gracindo Júnior'',  ''Raul Cortez'', ''Oswaldo Loureiro'', ''Ângela Leal'', ''Imara  Reis'', ''Osmar Prado'', ''Bia Seidl'', ''Paulo Gracindo'', ''Yara Côrtes'', ''Ilka Soares'', ''Milton Gonçalves'', ''Aída Leiner'', ''Grande Otelo'',  ''Ruth de Souza'', ''Betina Viany'', ''Jayme Periard'', ''Jandir Ferrari'',  ''Betty Erthal'', ''Lupe Gigliotti'', ''Chico Diaz'', ''Marcos Breda'', ''Perry Salles'', ''Marcelo Picchi'', ''Rubens Corrêa'', ''Yara Amaral'', ''Castro Gonzaga'', ''Giulia Gam'', ''Taumaturgo Ferreira'', ''Suzana Faini'', ''Walmor Chagas'', entre outros...

CURIOSIDADES: Vera Fischer e Felipe Camargo viveram um romance dentro e fora da novela e acabaram se casando. A novela costuma ser bastante lembrada por esse fato. Mandala foi uma novela polêmica que tratava de vários temas "complicados", como incesto, misticismo, bissexualidade, repressão política, jogo clandestino, racismo, alcoolismo, drogas e, pelo teor de sua sinopse, chegou até a ser vetada pela terminal porém ainda ativa Censura Federal do governo Sarney para o horário nobre das oito e meia da noite. Após alguns reparos feitos por Dias Gomes e negociações entre a cúpula da Globo e o governo federal, a trama foi finalmente liberada. Os primeiros 16 capítulos, no ar entre 12 de outubro e 29 de outubro de 1987, equivalentes ao prólogo da trama, foram fortes e bastante bem-sucedidos, revelando a atriz Giulia Gam e indicando um caminho promissor. Mas a confusão na ação contemporânea, tomada por um clima de paranormalidade e prejudicada pelos cortes oficiais, comprometeu o resultado final. Graças a tudo isso, Mandala ficou conhecida como "o samba do grego doido". Dias Gomes escreveu só até o 35º capítulo, deixando o desenvolvimento a cargo de Marcílio Moraes. Lauro César Muniz ajudou a escrever os capítulos finais, mas não foi creditado por seu trabalho.
A tão aguardada cena do beijo entre mãe e filho demorou além do previsto para acontecer. Isso porque a Censura naturalmente resistiu a liberá-la. Após convencimentos de que a cena era justificável, já que ambos desconheciam seus laços familiares, os representantes do órgão federal finalmente consentiram. Mas, para evitar um mal-estar com o governo e com o público, nenhuma cena ou sequer insinuação de ato sexual entre os dois foi planejada.
Apesar de todos os problemas, Mandala se tornou um sucesso, principalmente por ser um autêntico novelão brasileiro, repleto de grandes dramas, paixões, mistérios e maniqueísmo, sem falar no fabuloso elenco que deu vida à história. Porém, ainda assim, a novela jamais foi reprisada pela emissora. Dias Gomes escreveu Jocasta pensando em Dina Sfat para interpretá-la. A atriz não topou. Vera Fischer viveu a personagem. Dina, já debilitada pelo câncer, fez Bebê a Bordo, em 1988, vindo a falecer pouco tempo após o término da novela.
Última novela da atriz Célia Helena, que depois de seu término se afastaria definitivamente da televisão. Ela faleceu em 1997.

DESTAQUES: A interpretação memorável de Carlos Augusto Strazzer como o atormentado paranormal Argemiro e a engraçada criação de Nuno Leal Maia como Tony Carrado garantiram a audiência. Apaixonado por Jocasta, a quem chamava "minha deusa" e "minha flor", o bicheiro Tony Carrado fazia metáforas com o nome de seu advogado - Pinto - e soltava pérola atrás de pérola, como "Depois da tempestade vem a ambulância" e "Vê se tu vai decorar necrotério, que dá mais certo". O jeito do personagem Giovanni Improtta (José Wilker em Senhora do Destino, de 2004) é muito semelhante e Giulia Gam.


''1988''


''VALE TUDO''

Vale Tudo é o marco da década. Gilberto Bragadesfila todo o seu talento na construção da trama que instigou a audiência com o suspense ''Quem matou Odete Roitman?'', vilã imortalizada por Beatriz Segall. Corrupção e falta de ética foram enfocadas em Vale Tudo, que denunciava a inversão de valores no Brasil no final dos anos 1980. O fértil debate que vale até nos dias atuais: vale a pena ser honesto no Brasil?. O tema de abertura, ''Brasil'' de Cazuza interpretada de maneira estupenda por Gal Costa, vira hino principalmente quando, no último capítulo, o corrupto empresário Marco Aurélio foge para o exterior dando uma ''banana'' para o país (alguma semelhança?). Foi escrita por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, com direção de Dennis Carvalho e Ricardo Waddington, com direção geral de Dennis Carvalho.

Elenco:  ''Regina Duarte'', ''Antônio Fagundes'', ''Beatriz Segall'', ''Renata Sorrah'', ''Reginaldo Faria'', ''Cássia Kiss'', ''Lídia Brondi'', ''Nathália Timberg'', ''Carlos Alberto Ricceli'', ''Glória Pires'', ''Lília Cabral'', ''Pedro Paulo Rangel'', ''Cláudio Corrêa e Castro'', ''Adriano Reys'', ''Sérgio Mamberti'', ''Cristina Prochaska', ''Stepan Nercessian'', ''Zeni Pereira'', ''Maria Gladys'', ''Fábio Villa Verde'', ''Lala Deheinzelin'', ''Marcello Novaes'', ''Daniel Filho'', Lourdes Mayer'', ''Zilka Salaberry'', ''Sebastião Vasconcelos'', ''Paulo Villaça'', ''Íris Bruzzi'', ''Paula Lavigne'', ''Danton Mello'', ''Flávia Monteiro'', ''Marcos Palmeira'', entre outros...

CURIOSIDADES: Os autores aumentaram o clima de suspense escrevendo cinco versões diferentes para o último capítulo, ao qual o elenco só teve acesso durante a gravação da cena. O mistério da identidade do assassino de Odete Roitman, embora tenha durado apenas 11 capítulos, povoou as conversas pelo país. Houve até um concurso, patrocinado por uma indústria alimentícia, para premiar quem acertasse o nome do assassino.
Segundo Aguinaldo Silva, que assinou a autoria da novela com Gilberto Braga e Leonor Bassères, a escolha de Leila (Cássia Kiss) como a assassina foi uma decisão tomada de última hora pois, da forma como a cena foi armada, vários personagens poderiam ter praticado o crime.
O sucesso de Vale Tudo chegou ao exterior. O nome do restaurante de Raquel, Paladar, passou a designar, em Cuba, os pequenos restaurantes privados inaugurados no país após a abertura econômica dos anos 1990.
O tema do homossexualismo feminino, protagonizado por Cristina Prochaska e Lala Deheinzelin, sofreu intervenção da Censura Federal: vários diálogos entre Laís e Cecília, suas personagens, tiveram de ser reescritos, depois que foi vetada a cena em que as duas contavam a Heleninha (Renata Sorrah) sobre os preconceitos de que eram vítimas por causa de seu relacionamento.
Na época, o bordão O sangue de Jesus tem poder falado por Raquel (Regina Duarte) virou marca da sua personagem.
Sua média geral foi de 68 pontos, sendo a segunda telenovela de maior audiência da televisão brasileira, perdendo apenas para Roque Santeiro, com 74 pontos.
Vale Tudo é marcada por várias cenas antológicas, como a cena do primeiro capítulo, em que Raquel, personagem de Regina Duarte descobre que a filha, Maria de Fátima, personagem de Glória Pires vendeu a casa e sumiu com o dinheiro; a cena do capítulo 14, no ar em 31 de maio de 1988 em que Fátima encontra Raquel, vendendo sanduíche na praia; a cena em que Raquel rasga o vestido de noiva de Fátima, quando ela se casa com Afonso, personagem de Cássio Gabus Mendes; a cena em que Fátima rola as escadarias do Teatro Municipal; o acerto de contas entre Fátima e a jornalista Solange, personagem de Lídia Brondi, quando esta descobre a traição do marido Afonso. Bem como o acerto de contas entre Fátima e Afonso, quando este descobre a traição de Fátima com o bon vivant César, personagem de Carlos Alberto Riccelli, além das cenas de barraco homéricas protagonizadas por Heleninha Roitman, personagem de Renata Sorrah.
E as cenas finais do último capítulo, quando Leila, personagem de Cássia Kiss, revela ser a assassina de Odete Roitman, personagem de Beatriz Segall. E Marco Aurélio, personagem de Reginaldo Faria, deixando o país, dando uma banana para o Brasil.

DESTAQUES: Nunca um elenco teve tão afinado quando nessa novela, fica até difícil dizer quem se destacou mais aí vai Renata Sorrah interpretou uma das personagens mais populares de sua carreira: a alcoólatra Heleninha Roitman. O nome da personagem virou referência para quem bebia demais
Outro destaque foi Glória Pires interpretando Maria De Fátima, sendo considerada uma das maiores vilãs de todos os tempos, também eleita "a filha mais ingrata da TV", que chegou a vender seu próprio filho e deixar sua mãe no olho da rua.
Lídia Brondi, Reginaldo Faria, Maria Gladys e principalmente Beatriz Segall, considerada a maior vilã da história da teledramaturgia ''Beatriz Segall'', o maior destaque da trama como Odete Roitman que conquistou grande popularidade e se transformou em uma das mais destacadas vilãs da teledramaturgia. A personagem marcou a volta de Beatriz Segall à TV Globo após cinco anos longe da emissora. Seu último trabalho havia sido na novela Champagne (1983), de Cassiano Gabus Mendes, na qual interpretou Eunice, uma mulher pobre e humilde, que contrastava com os papéis de grã-fina que se acostumara a fazer na TV


PRÊMIO: Troféu APCA: Melhor Novela - Vale Tudo
 Melhor Atriz - Glória Pires
 Melhor Ator Coadjuvante - Sérgio Mamberti
 Revelação Masculina - Paulo Reis
Troféu Imprensa
 Melhor Novela - Vale Tudo
 Melhor Atriz - Beatriz Segall e Glória Pires

''BEBÊ A BORDO''

Foi escrita por Carlos Lombardi com colaboração de Luís Carlos Fusco e direção de Roberto Talma, Antônio Rangel, Marcelo de Barreto e Paulo Trevisan, com direção geral de Roberto Talma. Acelerada, anárquica, repleta de ação, diálogos irônicos, traçada com muita criatividade pelo autor Carlos Lombardi, que iniciava aqui seu estilo peculiar. O fio condutor da história, ambientada em São Paulo, é a relação da pequena Helena com Ana (Isabela Garcia), Laura (Dina Sfat) e Tonico Ladeira (Tony Ramos).
Depois de se envolver em um assalto, Ana dá à luz uma criança no carro de Tonico, mas a abandona para conseguir fugir da polícia. Tonico passa a cuidar da menina, até o momento em que Ana volta para buscá-la. O bebê servia para unir os diversos núcleos da trama, apresentados num texto inquietante, ágil e sarcástico, com pintadas sentimentais e melodramáticas, que transformou Carlos Lombardi num dos principais autores de novelas.

Elenco: ''Isabela Garcia'', ''Tony Ramos'', ''Dina Sfat'', ''Maria Zilda'', ''Guilherme Fontes'', ''Guilherme Leme'', ''Débora Duarte'', ''Ary Fontoura'', ''Armando Bógus'', ''José de Abreu'', ''Silvia Buarque'', ''Rodolfo Bottino'', ''Inês Galvão'', ''Nicette Bruno'', ''Deborah Evelyn'', ''Tarcísio Filho'', ''Sebastião Vasconcelos'', ''Márcia Real'', ''Carla Marins'', ''Patrícia Travassos'', ''Paulo Guarnieri'',  ''Irving São Paulo'', ''Sônia Mamede'', ''Duda Mamberti'', ''Françoise Forton'', ''Paulo Figueiredo'', ''Sílvia Bandeira'', ''Ilva Niño'', ''João Rebello'', ''Léo Jaime'', ''Beatriz Bertu'', ''Adriana Valbon'', ''Tereza Rachel'', entre outros...

CURIOSIDADES: Cinco crianças se revezaram para o papel da bebê Heleninha, em diferentes fases de seu crescimento: Adriana Valbon e Roberto (enquanto bebê de colo), e Caroline e Beatriz Bertú (quando Heleninha começa a engatinhar). Mas foi a menina Beatriz Bertú (da última fase) que encantou a todos: o elenco, a produção da novela e, principalmente, os telespectadores.
O título da novela foi uma ideia de Boni, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho. Ele não gostou do nome inicial, A Filha da Mãe, e sugeriu Bebê a Bordo.
Os sonhos da personagem de Maria Zilda, Ângela, nos quais ela libera sua sensualidade e dá vazão às fantasias, verdadeiros filmes, eram dirigidos por Paulo Trevisan, diretor de clipes musicais, que deu um tratamento àgil às histórias criadas pelo inconsciente da personagem.

DESTAQUES: Tony Ramos exercitou seu estilo cômico, para compor o personagem Tonico Ladeira, de forma inusitada. Carlos Lombardi havia escrito o perfil do personagem pensando em dar ao ator um papel que ele nunca tinha vivido até então, o de um rapaz muito ansioso. Que, seria uma mistura da personalidade do próprio autor com a do diretor da novela, Roberto Talma.
Destaque também para os irmãos Rico e Rei, personagens de Guilherme Leme e Guilherme Fontes, que popularizaram o bordão "levar uns coelhos" (que significa transar), e lançaram a moda do lencinho no cabeça.
Para Dina Sfat em sua última novela, falecida em 20 de março de 1989, vítima de câncer da mama, Dina nunca esteve tão bonita, nem parecia estar doente.
Para Isabela Garcia em seu melhor papel e Débora Duarte, hilária num papel de Joana Mendonça que é homossexual assumida do bairro.


''1989''

''TIETA''

Foi escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares e dirigida por Reynaldo Boury, Ricardo Waddington e Luiz Fernando Carvalho, com direção geral de Paulo Ubiratan, que é uma adaptação para televisão do romance de Jorge Amado, Tieta do Agreste. Sua média geral é de 65 pontos de audiência, sendo a terceira telenovela de maior audiência da televisão brasileira, atrás apenas de Roque Santeiro e Vale Tudo, e empatada com Selva de Pedra e Roda de Fogo. Seu último capítulo registrou média de 78 pontos de audiência.

Elenco:
''Betty Faria'', ''Reginaldo Faria'', ''José Mayer'', ''Lídia Brondi'', ''Joana Fomm'', ''Yoná Magalhães'', ''Sebastião Vasconcelos'', ''Cassio Gabus Mendes'', ''Marcos Paulo'', ''Arlete Salles'', ''Myrian Pires'', ''Flávio Galvão'', ''Ary Fontoura'', ''Armando Bógus'', ''Benvindo Sequeira'', ''Claudia Ohana'', ''Danton Mello'', ''Elias Gleiser'', ''Flávio Galvão'', ''Herson Capri'', ''Françoise Forton'', ''Jorge Dória'', ''José Lewgoy'', ''Leonardo Brício'', ''Luciana Braga'', ''Marcos Winter'', ''Miguel Falabella'', ''Paulo Betti'', ''Paulo José'', ''Renato Consorte'', ''Ana Lúcia Torre'', ''Roberto Bomfim'', ''Rosane Gofman'', ''Selton Mello'', ''Tássia Camargo'', ''Claudia Alencar'', ''Claudia Magno'', ''Rogéria'', entre outros...

CURIOSIDADES:  Betty Faria contou que os direitos da obra de Jorge Amado foram comprados com o intuito de ser realizada uma produção independente. A ideia inicial era fazer uma minissérie, dirigida por Roberto Talma, para ser exibida na TV Globo. Segundo a atriz, foi ela quem negociou a compra dos direitos diretamente com Jorge Amado, já que a obra tinha sido comprada pela Itália para um filme com Sophia Loren dirigida por Lina Wertmuller e quando o tempo passou e o filme não foi pra frente Betty comprou. Como ainda estava no elenco da novela O Salvador da Pátria (1989), que antecedeu Tieta, sua entrada na trama só aconteceu por volta do capítulo 20.
A repercussão da novela foi tão grande que Betty Faria chegou a lançar a linha de roupas Tieta by Betty Faria.
Betty Faria recorreu aos ensinamentos da fonoaudióloga Glorinha Beutenmüller para compor Tieta. Para dar conta dos atributos físicos da personagem de Jorge Amado, a atriz contou com a ajuda de um personal trainer, exercitando a musculação para ganhar um corpo mais desenhado.
O autor Aguinaldo Silva comemorou o fato de ter conseguido abordar na novela o tema da pedofilia – por meio da trama envolvendo o coronel Artur da Tapitanga (Ary Fontoura) e suas “rolinhas” – sem que os telespectadores ficassem chocados.
Aguinaldo Silva ressaltou que, em Tieta, pretendeu fazer uma metáfora sobre a volta da liberdade de expressão na novela brasileira. No capítulo em que Tieta (Claudia Ohana) é expulsa de casa pelo pai, Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), ele arranca aquele dia do calendário e diz: "Faz de conta que esse dia nunca aconteceu". O dia marcado na folhinha é 13 de dezembro de 1968, data em que foi promulgado o AI-5.
Cássio Gabus Mendes, que interpretava o seminarista Ricardo na trama. Em duas sequências, gravou inteiramente nu: a primeira, realizada no município de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, quando o personagem está de volta a sua cidade natal e mergulha em um açude; a outra, em uma gravação noturna na cidade cenográfica, quando Ricardo, nu, tenta chegar em casa após ter tido as roupas roubadas por uns meninos no açude.

DESTAQUES: Joana Fomm optou por uma linguagem circense na interpretação da moralista viúva Perpétua. O que, a princípio, pareceu uma temeridade – alguns achavam que ela deveria mudar o tom –, revelou-se um achado. A personagem foi um dos grandes sucessos da novela. Segundo a atriz, as situações propostas pela trama e a harmonia entre os atores resultavam em muitas gargalhadas nas gravações.
Para Ary Fontoura que homenageou o ator Rafael de Carvalho com sua interpretação do coronel Artur da Tapitanga. Ele tentou imitar o modo de falar do colega que, entre outros trabalhos, viveu o coronel Coriolano na novela Gabriela (1975).
Ainda vale destacar  Cássio Gabus Mendes, Armando Bógus, Sebastião Vasconcelos, Paulo Betti, Lília Cabral, Cláudio Corrêa e Castro, Luciana Braga, Luciana Braga, Elias Gleizer, Rosane Gofman, Ana Lúcia Torre e principalmente é claro Betty Faria como Tieta.

PRÊMIO: Troféu Imprensa -  Melhor Atriz -  Joana Fomm e Revelação do Ano - Luciana Braga por interpretar Maria Imaculada em Tieta.

''TOP MODEL''

Escrita por Walther Negrão e Antônio Calmon, com colaboração de Vinícius Vianna e Rose Calza, com direção de Mário Márcio Bandarra e Fred Confalonieri, e direção-geral de Roberto Talma, foi a 42ª "novela das sete" exibida pela emissora. É considerada a novela com maior audiência da Rede Globo nesse horário marcando 64 pontos de audiência. Tendo como pano de fundo o glamour das passarelas e as crises de adolescência, Top Model  fez grande sucesso entre os jovens.

Elenco: ''Malu Mader'', ''Taumaturgo Ferreira'', ''Nuno Leal Maia'', ''Maria Zilda Bethlem'', ''Zezé Polessa'', ''Evandro Mesquita'', ''Eva Todor'', ''Alexandre Frota'', ''Jonas Torres'', ''Denise del Vecchio'', ''Gabriela Duarte'', ''Marcelo Faria'', ''Jonas Bloch'', ''Suzy Rêgo'', ''Cecil Thiré'', ''Jacqueline Laurence'', ''Suzana Faini'',  ''Drica Moraes'', ''Vera Holtz'', ''Marcelo Novaes'', ''Ana Maria Magalhães'', ''Adriana Esteves'', ''Maria Gladys'', ''Flávia Alessandra'', ''Suzana Vieira'', ''Regina Duarte'', ''Rita Lee'', ''Mário Gomes'', ''Ilka Soares'', ''Marília Pêra'', ''Zilka Salaberry'', entre outros...

CURIOSIDADES: A trama fez grande sucesso entre os jovens, que se identificaram com o glamour das passarelas e com os filhos de Gaspar (Nuno Leal Maia), que viviam todas as situações típicas da idade, em histórias recheadas de humor e tinham nomes de famosos Elvis, Ringo, Jane, Olívia e Lennon.
DESTAQUES: Nuno Leal Maia conta que o sucesso do surfista Gaspar Kundera foi tão grande que, três décadas depois, ainda o chamam pelo nome do personagem. O ator revela que mal sabe surfar.
Zezé Polessa e Drica Moraes, que estreavam na TV Globo, foram as grandes revelações da novela, vivendo as engraçadas Naná e Cida, respectivamente.


''QUE REI SOU EU?''

Uma rara e original combinação de novela de época e sátira política. Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes com colaboração de Luís Carlos Fusco e direção de Jorge Fernando, Mário Márcio Bandarra, Fábio Sabag e Lucas Bueno. Ambientada em 1786, num fictício país europeu, Que Rei Sou Eu? aludia à Revolução Francesa para fazer uma paródia do Brasil, além de refletir o momento histórico vivido pelo país, que se preparava para a primeira eleição direta para presidente da República após quase 30 anos.
No imaginário reino de Avilan, o povo miserável vive às voltas com governantes corruptos, sucessivos planos econômicos, moeda desvalorizada e altos impostos.
Elenco: ''Edson Celulari'', ''Giulia Gam'', ''Natália do Vale'', ''Daniel Filho'', ''Tereza Rachel'', ''Cláudia Abreu'', ''Stênio Garcia'', ''Aracy Balabanian'', ''Tato Gabus Mendes'', ''Jorge Dória'', ''Antônio Abujamra'', ''Ítala Nandi'', ''Carlos Augusto Strazzer'', ''Oswaldo Loureiro'', ''John Herbert'', ''Laerte Morrone'', ''Vera Holtz'', ''Marieta Severo'', ''Guilherme Leme'', ''Zilka Salaberry'', ''Ísis de Oliveira'', ''Paulo César Grande'', ''Fábio Sabag'', ''Marcelo Picchi'', ''Marcos Breda'', ''Gianfrancesco Guarnieri'', ''Carlos Kroeber'', ''Betty Gofman'', ''Antônio Pedro'', ''Eva Wilma'', ''Luís Gustavo'', ''Ilka Soares'', ''Paulo César Pereio'', ''Chico Anysio'', ''Yolanda Cardoso'', ''Ítalo Rossi'', ''Henriqueta Brieba'', ''Dercy Gonçalves'', entre outros...

CURIOSIDADES:  Segundo o diretor Daniel Filho, o autor Cassiano Gabus Mendes havia apresentado a ideia de Que Rei Sou Eu? em 1977, mas a direção da emissora avaliou que a trama não era adequada para a conjuntura política da época. A novela foi produzida dez anos depois, e fez enorme sucesso.
Chico Anysio chegou a gravar uma participação especial em Que Rei Sou Eu? como o especulador estrangeiro Taj Nahal, que aplicaria um golpe na bolsa e no mercado de Val Estrite, do Reino de Avilan. A situação foi inspirada no caso Naji Nahas, o investidor paulista que, na época, protagonizava um escândalo financeiro no país e respondia a um inquérito por estelionato e formação artificial de preços na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Ao saber da criação de Taj Nahal, o advogado de Naji Nahas entrou com um protesto judicial contra a TV Globo, afirmando que o personagem fazia um pré-julgamento de um cidadão que ainda não havia sido sentenciado pela Justiça, e que seu cliente exigiria direito de resposta no mesmo programa, caso a novela fizesse alguma referência satírica aos últimos acontecimentos. Diante disso, a emissora decidiu não exibir a cena.
Jorge Dória improvisou um caco em uma das cenas de seu personagem, o conselheiro Vanoli, que deixou o autor Cassiano Gabus Mendes maravilhado: fazia uma correlação entre o arrulhar dos pombos e a palavra “corrupto”.

DESTAQUES: Dercy Gonçalves fez uma participação especial em seis capítulos da novela, no papel da baronesa Eknésia, mãe da rainha Valentine (Tereza Raquel). Sua atuação mereceu destaque como um dos pontos altos da trama e roubou as cenas.
Para Tereza Raquel num dos seus melhores momentos na TV.
Ainda vale destacar Antônio Abujamra, Jorge Dória, Ísis de Oliveira (essa sem dúvida em seu melhor papel), Oswaldo Loureiro, entre outros.

PRÊMIO: Troféu Imprensa - Melhor Novela - Melhor Atriz -  Tereza Rachel.


''1990''

''PANTANAL''

Desde o ínicio da década de 70, a Globo não via sua liderança ameaçada. Entretanto, quatro anos depois de ''Dona Beija'', a Manchete volta a atacar com força total na impactante ''Pantanal''. Foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, Carlos Magalhães, Marcelo de Barreto e Roberto Naar. Durante anos, a novela ficou engavetada na Central Globo de Produções, à espera de uma decisão se seria produzida ou não. Em 1990, a Manchete contrata seu escritor, Benedito Ruy Barbosa, que finalmente realiza seu sonho, obtendo estrondoso sucesso e superando a até então imbatível Rede Globo. Além disso, a Manchete contrata também uma grande leva de atores globais, como Cláudio Marzo, Cássia Kiss, entre outros e mistura com revelações da teledramaturgia brasileira, como Cristiana Oliveira e Marcos Winter.
Com o público, a telenovela será para sempre lembrada como a que bateu a audiência da Rede Globo. Seu sucesso foi estrondoso, ao ponto de a emissora de Roberto Marinho esticar a novela das oito (então Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu) para que os telespectadores não mudassem de canal, e lançar uma novela com os maiores nomes da casa (Araponga) para competir no mesmo horário, cancelando boa parte da linha de shows, tirando do ar programas consagrados como o TV Pirata.
A novela conta a história de José Leôncio, um peão de comitiva que chegou com o Pai Joventino ao Pantanal, onde compraram uma fazenda e começaram a criar gado de corte. José Leôncio e seu pai caçavam Marruás um tipo de boi selvagem que vivia solto pelas matas da região aumentando assim seu rebanho na fazenda. Um certo dia Zé Leôncio viajou com os peões em comitiva e pediu para que seu pai não fosse caçar Marruá sozinho, entretanto o velho Joventino acabou indo caçar e desapareceu na imensidão do Pantanal. Zé Leôncio voltou de viagem e procurou pelo pai sem sucesso. Nesse dia ele prometeu que ia trazer um Marruá no laço todos os dias só para ter a esperança de encontrar o pai e aí(...)

Elenco: ''Cláudio Marzo'', ''Marcos Winter'', ''Cristiana Oliveira'', ''Jussara Freire'', ''Marcos Palmeira'', ''Paulo Gorgulho'', ''Nathália Timberg'', ''Luciene Adami'', ''Rômulo Arantes'', ''Cássia Kiss'', ''Elaine Cristina'', ''Ângela Leal'', ''Tarcísio Filho'', ''Ângelo Antônio'', ''Sérgio Reis'', ''Andréa Richa'', ''Ítala Nandi'', ''José de Abreu', ''Flávia Monteiro'', ''Ernesto Piccolo'', ''Almir Sater'', ''Rômulo Arantes'', ''Marcos Caruso'', ''Ewerton de Castro'', ''Giovanna Gold'', ''Carolina Ferraz'', ''Ingra Liberato'', ''José Dumont'', ''Oswaldo Loureiro'', ''Tânia Alves'', ''Rosamaria Murtinho'', ''Alexandre Lippiani '', ''Antônio Pitanga'', ''Buza Ferraz'', ''Enrique Diaz'', ''Flora Geny'', ''Giuseppe Oristânio'', ''Jece Valadão'', ''Sérgio Britto'', entre outros...

CURIOSIDADES: Uma das atrizes do elenco não queria atuar na novela. Carolina Ferraz só foi atuar na novela após ser ameaçada de demissão pela emissora.
Como em todas as novelas o roteiro sempre muda no meio da exibição. Ítala Nandi havia pedido ao autor uma licença para atuar em um filme, e ele resolveu matar a sua personagem, Madeleine. Já Almir Sater saiu para protagonizar Ana Raio e Zé Trovão.
A exemplo do que já havia sido feito com Xica da Silva, o SBT comprou as fitas da novela arrematadas no leilão da massa falida da Manchete e passou a reapresentar Pantanal às 22h desde o dia 9 de junho de 2008 à 13 de janeiro de 2009. A Rede Globo contestou a reprise, pois detém os direitos do texto, adquiridos do autor Benedito Ruy Barbosa.
Pantanal também foi a primeira (e por enquanto, a única) telenovela não-global, desde a falência da TV Tupi, - única emissora até então a superar a Globo com várias novelas ao longo dos anos 70 - , em 1980, que conseguiu ultrapassar frequentemente a marca de 45 pontos de audiência, muito além do esperado. O que foi uma proeza fora dos domínios da TV Globo ao longo dos anos 80. E de quebra, o avassalador sucesso da telenovela rural pôs a emissora de Adolpho Bloch de vez entre as grandes produtoras de telenovelas da América Latina. Todavia, a Rede Manchete nunca mais repetiria tal façanha nos nove anos que lhe restariam de vida.
Em 1989, Cristiana Oliveira começou a gravar Pantanal, no papel de Juma, que inicialmente seria para a atriz Glória Pires. Mas Cristiana se ofereceu para fazê-lo, já que havia se apaixonado pelo papel ao ler a sinopse. A telenovela foi um grande sucesso, derrubando a audiência da TV Globo e virando um marco na teledramaturgia brasileira. Cristiana Oliveira, com este trabalho, ganhou prêmios no Brasil e no exterior.
Após dezoito anos, na reexibição de Pantanal pelo SBT, a novela voltou a bater a Rede Globo na audiência. No capítulo de quinta-feira, 3 de julho de 2008, a novela da Manchete exibida pelo SBT chegou a 18 pontos de pico, conquistando a liderança por quinze minutos. Desde este dia, em alguns capítulos, a novela atinge, por alguns minutos, a liderança de audiência e em boa parte do horário de exibição, a vice liderança em audiência.
Havia várias cenas de nudez na novela, principalmente dos homens, coisa rara até os dias de hoje, com Marcos Winter, Paulo Gorgulho, Marcos Palmeira...

DESTAQUES: Para Cláudio Marzo, Marcos Winter, Cristiana Oliveira, Jussara Freire e principalmente Cássia Kiss e um pequena mas marcante interpretação.
PRÊMIO: APCA (1990):
 Melhor Novela
 Melhor Atriz - Jussara Freire
 Melhor Ator - Cláudio Marzo
 Revelação Masculina - Ângelo Antônio
 Melhor Diretor - Jayme Monjardim

Troféu Imprensa (1990):
 Melhor Novela
 Melhor Atriz - Jussara Freire
 Melhor Ator - Cláudio Marzo
 Revelação do Ano - Cristiana Oliveira


''RAINHA DA SUCATA''


Foi escrita por Sílvio de Abreu, com colaboração de Alcides Nogueira e José Antonio de Souza, e dirigida por Jorge Fernando, Fábio Sabag, Mário Márcio Bandarra e Jodele Larcher. Exibida pela Rede Globo. A Globo que estava com problemas de audiência devido a Rede Manchete com a novela Pantanal teve bons índices audiência com essa novela. Ambientada em São Paulo, a trama de Rainha da Sucata retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulistana contrapondo duas personagens femininas, a emergente Maria do Carmo Pereira (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes).

Elenco: ''Regina Duarte'', ''Glória Menezes'', ''Tony Ramos'', ''Aracy Balabanian'',  ''Daniel Filho'', ''Paulo Gracindo'',  ''Renata Sorrah'', ''Antônio Fagundes'', ''Raul Cortez'', ''Cláudia Raia'', ''Marisa Orth'',  ''Nicette Bruno'', ''Cláudia Ohana'', ''Gianfrancesco Guarnieri'', ''Cleyde Yáconis'', ''Flávio Migliaccio'', ''Lolita Rodrigues'', ''Patrícia Pillar'', ''Maurício Mattar'', ''Andréa Beltrão'', ''Gerson Brenner'', ''Marcello Novaes'', ''Geraldo Giovani'', ''Paulo Reis'', ''Jandir Ferrari'', '''Mônica Torres'', ''Ivan Cândido'', ''Aldine Müller'', ''José Augusto Branco'', ''Lima Duarte'', ''Fernanda Montenegro'', ''Laura Cardoso'', ''Mário Gomes'', ''Ida Gomes'', ''Jorge Dória'', ''Ilka Soares'', ''Carlos Gregório'', ''Ruth de Souza'', ''Milton Moraes'', ''Gilberto Martinho'', ''Rosita Thomaz Lopes'', ''Marília Pêra'', entre outros...

CURIOSIDADES: Rainha da Sucata foi a primeira novela "das oito" escrita por Sílvio de Abreu.
Glória Menezes interpretou sua primeira vilã da teledramaturgia brasileira; fato pouco comum na televisão brasileira, Rainha da Sucata mostrou uma cena de suicídio com mais detalhes: a personagem de Glória Menezes se atira do último andar de um edifício na Avenida Paulista, no final da trama. Em outras novelas, quando os personagens se suicidavam, já eram encontrados mortos ou, no máximo, o espectador ouvia um tiro. A repercussão foi tão grande – também por se tratar de uma personagem interpretada por Glória Menezes em uma novela que vinha fazendo sucesso – que uma foto da cena estampou a primeira página do jornal O Globo um dia após a sua gravação.
Claudia Raia engordou dez quilos para viver Adriana, a “bailarina da coxa grossa”. A certa altura, a atriz disse a Silvio de Abreu que não aguentava mais ficar tão acima de seu peso e, a partir daí, o autor criou cenas hilárias em que a personagem começa a fazer uma rígida dieta para tentar conseguir um trabalho.
Aracy Balabanian, que viveu a Dona Armênia na trama, apesar de nascida em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, é filha de armênios, que vieram para o Brasil fugindo da Primeira Guerra Mundial. Dessa forma, pôde emprestar o sotaque e alguns costumes de seu povo de origem à sua personagem, além de auxiliar no trabalho da equipe de produção de arte, já que o papel era para ser de Nair Belo como italiana, Aracy roubou todas as cenas.
O personagem de Paulo Gracindo, Betinho, usava uma expressão recorrente quando se referia às atitudes de sua mulher, “coisas de Laurinha”, que acabou se transformando em um bordão reproduzido pelo público.
A ideia do personagem Caio Szimanski ser gago foi sugestão de seu intérprete, o ator Antonio Fagundes, que fazia seu primeiro papel cômico na TV Globo. Em determinado momento da história, Caio bate a cabeça e se cura da gagueira. O autor Silvio de Abreu, porém, recebeu tantas reclamações do público que, em dois capítulos, Caio voltou a gaguejar.
A novela marcou as estreias de Marisa Orth e Cleyde Yáconis em novelas da TV Globo.
Rainha da Sucata foi o primeiro trabalho de Andréa Beltrão na TV após o sucesso do seriado Armação Ilimitada.
Silvio de Abreu escreveu Rainha da Sucata para Regina Duarte, com quem havia trabalhado, como ator, na TV Excelsior. E quis Glória Menezes para fazer a vilã, papel que ela nunca havia feito antes. Além delas, também queria trabalhar com Tony Ramos, que conhecia desde os tempos da TV Tupi, mas com quem ainda não havia trabalhado. 
Devido a problemas de doença na família, Silvio de Abreu atrasou a entrega de capítulos, e contou com a ajuda de Gilberto Braga para equilibrar a trama. Braga escreveu nove capítulos da novela.
Com Rainha da Sucata, a TV Globo deixou de apresentar as cenas do próximo capítulo. A novela passou a terminar em um momento de clímax, e a programação a seguir entrava direto no ar. O objetivo era evitar que o telespectador mudasse de canal no intervalo entre as programações. Além disso, os capítulos ganharam em duração, passando de 45 minutos para cerca de 60 minutos.

DESTAQUES: Para Glória Menezes, Antônio Fagundes, Marisa Orth (em seu melhor papel em novelas até agora). Mais o destaque maior vai mesmo para Aracy Balabanian hilária no papel.


''BARRIGA DE ALUGUEL''

Escrita por Glória Perez, com a colaboração de Leila Míccolis, com a direção-geral de Wolf Maya, direção de Maya, Ignácio Coqueiro e Sílvio de Francisco, é a 40ª "novela das seis" exibida pela emissora Rede Globo. Numa trama onde o tema central era a barriga-de-aluguel, expressão popular para a maternidade de substituição. O primeiro capítulo da novela, obteve 39 pontos de média. Já seu último capítulo registrou 60 pontos de média. Fechou com uma média geral de 47 pontos, sendo a quarta maior audiência do horário das 18h, da Globo.

Elenco: ''Cláudia Abreu'', ''Cássia Kiss'', ''Victor Fasano'', ''Jairo Mattos, '' Humberto Martins'', ''Renée de Vielmond'', ''Tereza Seiblitz'', ''Mário Lago'', ''Beatriz Segall'', ''Adriano Reys'', ''Lady Francisco'', ''Nicole Puzzi'', ''Lúcia Alves'', ''Denise Fraga'', ''Leonardo Villar'', ''Wolf Maya'', ''Sura Berditchevsky'', ''Eri Johnson'', ''Vera Holtz'', ''Emiliano Queiroz'', ''Sônia Guedes'', ''Francisco Milani'', ''Anilza Leoni'', ''Carlos Kroeber'', ''Ilka Soares'', ''Paulo César Grande'', ''Daniela Perez'', ''Caio Junqueira'', ''Bruno Gagliasso'', ''Ivon Cury'', ''Nelson Dantas'', ''Neuza Amaral'', ''Neuza Amaral'', entre outros...


CURIOSIDADES: Gloria Perez tentou equilibrar a torcida do público entre Ana (Cassia Kis Magro) e Clara (Cláudia Abreu) pela guarda da criança fazendo com que, alternadamente, uma e outra personagem agissem com maior ou menor aprovação dos telespectadores. Mas a torcida maior era mesmo por Clara, porque ainda prevalecia o senso comum de que mãe é aquela que carrega a criança no ventre.

DESTAQUES:  Para Cláudia Abreu, Cássia Kiss, Jairo Mattos e Lúcia Alves.


''MEU BEM, MEU MAL''

Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes, com colaboração de Maria Adelaide Amaral, Dejair Cardoso e Luís Carlos Fusco, e dirigida por Paulo Ubiratan, Reynaldo Boury e Ricardo Waddington.
Traições em família, negociatas e disputa de poder costuravam a trama de Meu Bem, Meu Mal, ambientada em São Paulo.

Elenco: ''José Mayer'', ''Lima Duarte'', ''Sílvia Pfeifer'', ''Lídia Brondi'', ''Adriana Esteves'', ''Cássio Gabus Mendes'', ''Zilda Cardoso'', ''Guilherme Karan'', ''Vera Zimmermann'', ''Fábio Assunção'', ''Yoná Magalhães'', ''Nívea Maria'', ''Armando Bogus'', ''Luciana Braga'', ''Marcos Paulo'', ''Thales Pan Chacon'', ''Ísis de Oliveira'', ''Françoise Forton'', ''Jorge Dória'', ''Mila Moreira'', ''Lizandra Souto'', ''Luma de Oliveira'', ''Ariclê Perez'', ''Mylla Christie'', ''Sônia Clara'', ''''Sérgio Viotti'', ''Maria Estela'', ''Stênio Garcia'', ''Herson Capri'', ''Mauro Mendonça'', ''Hugo Gross'', ''Júlio Braga'', ''Jofre Soares'', ''Castro Gonzaga'', ''Turíbio Ruiz'', ''Elias Gleizer'', ''Fábio Junqueira'', entre outros...

CURIOSIDADES: O convite para que Maria Adelaide Amaral fosse uma das colaboradoras da novela partiu do autor Cassiano Gabus Mendes. Maria Adelaide precisava ir à Inglaterra para fazer pesquisas e escrever um monólogo sobre Shakespeare. Cassiano disse que ela podia ir e que, quando voltasse, assumiria a função. Quando ela voltou, a novela já estava no ar. Os autores revezavam o trabalho: ele escrevia os capítulos de segunda, quarta e sexta; e ela os de terça, quinta e sábado. Havia reuniões semanais ou quinzenais, quando se estabelecia o caminho da novela. Os autores não trabalhavam com escaleta, uma espécie de resumo ordenado, em escala rigorosa, das cenas de uma novela, que serve de guia para o texto final.
Quando a novela já estava no ar, Marcos Paulo, que interpretava André, acumulou a função de diretor na trama, em substituição ao diretor Paulo Ubiratan.
Meu Bem, Meu Mal marcou a estreia da já veterana comediante Zilda Cardoso em telenovelas. Ela começou a carreira na TV Paulista, em 1961, no programa Praça da Alegria, com a inesquecível personagem desbocada Catifunda. Meu Bem, Meu Mal também foi a primeira novela de Fábio Assunção, Vera Zimmermann e Sílvia Pfeifer na TV Globo.
Stênio Garcia entrou na novela, já com a trama em andamento, para viver um ex-presidiário. O personagem morreu nos capítulos finais da história, vítima de um assalto, para que o ator pudesse se dedicar a um novo trabalho, em O Dono do Mundo (1991).
Meu Bem, Meu Mal foi a última novela da grande atriz Lídia Brondi, que decidiu se afastar da carreira artística.

DESTAQUES: Para a veterana  Zilda Cardoso (que roubava todas as cenas), Jorge Dória, Vera Zimmerman fez da sua personagem, Divina Magda, um grande sucesso junto com seu partner Guilherme Karan que chamava a divina Magda de vários nomes feios, Stênio Garcia e para Lídia Brondi em sua despedida das telas por conta própria.