sábado, 7 de abril de 2012

UMA SÉRIE CULT - PERDIDOS NO ESPAÇO\Lost in Space.

 PERDIDOS NO ESPAÇO\Lost in Space.

 Vídeo da série
Doutor Zachary Smith , Major West , a família Robinson, o Robô e todos os seres estranhos do universo faziam parte dessa série clássica criada nos anos 60. A família Robinson foi selecionada entre muitas outras famílias para fazerem parte de um projeto do governo dos EUA, que se resumia em enviar uma família para viver em um dos planetas da Via Láctea. Pórem, o médico da base, Doutor Smith era um espião com a missão de sabotar o projeto Jupiter 2. Sem querer, o nosso espião ficou preso detro da nave e foi para o espaço com a família. Smith havia sabotado o Robô de bordo e programou-o para destruir o sistema de navegação. Só que não contava com a sua presença na nave. O Robô cumpriu sua programação e todos ficaram vagando no espaço. E aí começam as aventuras da família Robinson em Perdidos no Espaço.
Um breve histórico
A série foi criada em 1965. Na versão original em preto e branco, o doutor Smith era mal e astuto, não tinha aquele ar de canastrão que se tornou sua marca registrada na série colorida (2º e 3º fases). O robô também não tinha uma personalidade e era absolutamente frio e com diálogos limitados ao seu papel secundário. A fase em preto e branco foi pouco apresentada na Brasil, pois a TV a cores era novidade por aqui e não havia muito interesse nas velhas coisas em preto e branco. O público queria algo novo, com muitas cores e a nova fase tinha muito de cores berrantes e imagens insólitas. Com isso a série original em PB ficou esquecida. Na segunda fase o doutor Smith ganhou o ar debochado e canastrão que marcou-o para o resto da série e o robô ganhou mais espaço na série, pondo os outros personagens em segundo plano. Os Robinsons nunca voltaram à terra. A série foi encerrada na terceira fase, sem o retorno para casa e muito menos o cumprimento de sua missão.
O último trabalho de Jonathan Harrys que se têm notícia, foi sua participação na dublagem do desenho animado Toy Story 2, fazendo a voz de um dos personagens secundários. Jonathan Harrys nasceu em 1915 e trabalhou em várias séries como: Space Academy (Isac Gampu), Terra de Gigantes, A Feiticeira, Ark II (Fagin, membro dos Flyes), Freekazoids (Prof. Jones), Problem Child, Meu marciano favorito, Banana Splits Show (Voz do Dartagnan), Botany Bay, The Bill Dana Show, Ilha da Fantasia 98 (ele mesmo), Perdidos no Espaço Forever 98 (Dr. Smith), Vida de Inseto (Manny), entre dezenas de outros.


Você lê abaixo um trecho da reportagem editada na revista Intervalo de 1969.


Jonathan Harris no programa de Hebe Camargo (1969).
Dr. Smith sob o sol carioca
Por Pedrosa Filho
“É a primeira vez que venho ao Brasil. Observei que aqui me dublaram na série Perdidos no Espaço, com voz fina, coisa que não tenho. Na Alemanha, França e Inglaterra, a dublagem saiu quase perfeita. Gostaria muito de conhecer a pessoa que me dublou no Brasil.” Quem disse isso foi o ator Jonathan Harris, o famoso Dr. Smith. Mas, apesar da queixa, Jonathan mostrou-se muito simpático, quando compareceu ao programa do Capitão Aza (Wilson Vianna), na TV Tupi, para que a criançada o conhecesse de perto. Com suas brincadeiras, o desprezível Dr. Smith chegou a cativar a meninada: mesmo com seus 60 anos, seu aspecto é jovial e seu bom humor é contagiante. Mas são muitas suas queixas: “Detesto ser chamado de Dr. Smith” – é uma delas. “Já me zanguei várias vezes por isso. Mas tem gente que não aprende. Comecei minha carreira há 30 anos, trabalhando na Broadway., numa peça de sucesso: “Casa de Chá do Luar de Agosto”. Daí para cá, sempre procurei ser mais gente e menos ídolo”. Casado e pai de dois filhos maiores, Jonathan Harris mora numa mansão, na Califórnia. “Gostei muito do povo brasileiro. A gente tem a impressão de que todos vivem cantando, por causa do sotaque”.
“Por que o Dr. Smith fez tanto sucesso? Ora, que pergunta! Pois, se ele usava a minha cara!” Jonathan Harris é um tipo simpático: cabelos grisalhos, corado, pernas arqueadas levemente, muito vivo, olhos espertos, pouco riso e muito humor. “Dr. Smith é um personagem estranho: covarde, péssimo caráter. Mas recebi a ainda recebo centenas de cartas muito simpáticas, principalmente do Brasil, pelo meu papel em Perdidos no Espaço.”

Jonathan Harris e seu dublador, Borge de Barros.
Jonathan está ao lado de sua esposa, Dorothy, amabilíssima, sem afetação. A sua frente, no almoço oferecido pela Twentieth Century Fox, no topo do Edifício Itália, o mais alto de São Paulo (42 andares), estão Don Marshall (o piloto Dan, da aeronave supersônica de Terra de Gigantes) e a atriz Diahann Carrol, que estrelara Júlia, um seriado de muito sucesso nos Estados Unidos e já programado para a televisão brasileira. Ela é uma mulata muito bonita, narizinho arrebitado, lembra a beleza de Eliana Pittman, mas é mais alta. No Terraço Itália, todos têm uma vista da cidade e comentam: “Já vimos tudo tudo, daqui!”. Jonathan é mais exigente: “Voltarei com certeza, ao Brasil, para ficar um mês. Quero conversar com o povo, a gente das ruas. Sabe de uma coisa? Não vim aqui para conversar com americanos. Mas no Festival do Filme, no rio, só conversei com eles! Quando voltar, quero sentir o homem da rua, que me pareceu extremamente simpático e amável. Se os brasileiros me admiram, eu os admiro mais ainda.” É um pouco difícil fazer Jonathan falar nesse tom: é um tipo muito brincalhão. Entre outras coisas, cita a amizade que fez com Tarcísio Meira e Glória Menezes: “Um casal encantador! Pena que Glória não fale níquel de inglês. Mas consegui me comunicar com ela usando algumas palavras de espanhol, italiano, português e de um dialeto que, se não for do sul da China, deve ser napolitano ou grego”. Jonathan foi entrevistado no programa “Hebe”, depois de assistir, na cabina de projeção da Record, a um filme dublado da série Perdidos no Espaço. Seu comentário: “Acho que o meu dublador é um grande artista. Se outros filmes meus forem exibidos no Brasil, quero que ele faça a minha voz. Intervalo foi buscar Borges de Barros para que ele o conhecesse (é o Mendigo Milionário da “Praça da Alegria”). Jonathan abraçou-o: “Muito obrigado. Eu gostaria de ser tão bom artista como você”. Borges acolheu a lisonja com um sorriso modesto.
Fonte: Revista Intervalo. Editora Abril.
As fotos do encontro de Jonathan Harris e Borges de Barros e a reportagem de Petrosa Filho foram fornecidas pelo site Retrô TV.


Dubladores da Série no Brasil
Personagens
Dublador(es)
Professor John Robinson
Astrogildo Filho e Rebello Neto
Maureen Robinson
Helena Samara
Major Donald West
Ary de Toledo
Judy Robinson
Neuza Maria e Áurea Maria
Penny Robinson
Cristina Camargo e Leomar de Mattos
Will Robinson
Magali Sanches e Maria Inês Nodial
Dr. Zachary Smith
Borges de Barros
Robô
Amaury Costa e Gilberto Barolli
Narrador
Carlos Alberto Vaccari e Emerson Camargo
Tradutor
Hélio Porto
Emissora: CBS.
Emissora no Brasil: TV Record, Rede Globo, Tv Tupi, Rede Bandeirantes e TV Gazeta.
Ano de Produção: de 1965 a 1968 (83 episódios).

Cores.
Companhias Produtoras: 20th Century Fox e Irwin Allen Productions
.


A Série.
Perdidos no Espaço foi criada pelo produtor Irwin Allen, sem muitos recursos, mas, em compensação, a série é muito rica em imaginação. Quando o esboço do seriado foi apresentado à 20th Century Fox e à rede CBS, os executivos adoraram, pois não havia séries que tratassem desse tipo de assunto na época. Além disso, o fato de botar uma família no espaço era o ideal para atrair um leque bem abrangente de público.
A série de ficção foi apresentada originalmente nos Estados Unidos pela rede CBS, entre 15 de setembro de 1965 à 6 de março de 1968, num total de 83 episódios, em 3 temporadas. A duração de cada episódios era de aproximadamente de 60 minutos.



Todo o primeiro ano do seriado foi feito em preto e branco porque o estúdio não queria gastar demais. A família Robinson enfrentava seres espaciais, ameaças alienígenas, além das encrencas criadas pelo Dr. Smith. Tal qual a maior parte dos seriados da época, as histórias terminavam antes do epílogo e no final começava uma outra história que dava gancho para o próximo episódio, uma forma de segurar o espectador. A fórmula deu certo e a receptividade de Perdidos no Espaço foi superior ao esperado pelos produtores.
Com o sucesso, a segunda e a terceira temporada foram produzidas em cores. Neste período, os integrantes da família Robinson deixaram de ser o centro das atenções e todo o enfoque passou para os bizarros seres espaciais e, é claro, o trio Smith-Will-Robô. No geral, as histórias ficavam no seguinte esquema: O Dr. Smith arrumava um plano que evidentemente botava em risco toda a família, o menino Will, embora alertado pelo pai para não desobedecê-lo, acabava cedendo aos falsos argumentos do Dr Smith e se dava mal, e o robô acabava entrando no rolo porque, apesar de alertar para o perigo da situação, não era ouvido por ninguém. Além disso, era sempre desligado por Smith depois de ser chamado histericamente de "lata de sardinha enferrujada".



A História.
Baseada na história da Família Robinson, do romance "The Swiss Family Robinson", Perdidos no Espaço se passa em 1997 quando a Terra já estava superpovoada e novos mundos deveriam ser colonizados. A família Robinson foi a escolhida para uma viagem com duração prevista de 68 anos. Na nave Júpiter II, partiram  o professor de astrofísica John Robinson, sua esposa Maureen Robinson e seus filhos Judy e Penny, e o menino-prodígio Will. Pilotando a nave estava o major Don West, um tampinha metido à valente.
Os membros da família ficariam congelados até chegar ao destino se os planos não tivesse sido alterados pelo maligno espião Dr. Smith, que entrou escondido na Jupiter 2 para sabotar a missão. Ele reprogramou o robô dos Robinson para destruir a família e a nave. O tiro saiu pela culatra e Smith acabou ficando preso dentro da nave que partiu rumo ao espaço com ele a bordo. O peso extra do intruso faz a Júpiter 2 sair do curso estabelecido inicialmente e ir em direção a uma chuva de meteoros. Com uma tragédia prestes a acontecer, o Dr Smith, no intuito de salvar a própria pele, descongelou o major West para que ele desse um jeito na situação. Mas era tarde. A família Robinson, foi reanimada e se viu totalmente fora do rumo previsto, ou seja, perdida no espaço, procurando o caminho de volta à Terra.
Bastidores.
O episódio piloto da série Perdidos no Espaço foi chamado de "No Place to Ride"  mostrava somente a família Robinson e o major West, a nave não se chamava Júpiter II, mas sim Gemini 12, que se perdiam no espaço na procura de um novo planeta habitável para a humanidade. Este episódio nunca foi apresentado pois ele foi arquivado após a uma interferência do coordenador Tony Wilson que achou melhor incorporar um vilão e um robô inspirado num filme chamado O Planeta Proibido (The Forbidden Planet) de 1959 e que também fez uma participação num dos episódios de Viagem ao Fundo do Mar, outra produção de Irwin Allen, transformando assim o primeiro episódio em também um piloto da série.



Embora poucos soubessem ou talvez não se preocupassem com isso, o robô da série, talvez o mais famoso robô já criado até hoje, principalmente por seu alarmante sinal de "Perigo! Perigo!" - uma marca registrada - era interpretado por um ator fixo: Bob May, o único que não tinha seu nome estampado nos créditos iniciais. May tinha a árdua tarefa de ficar camuflado debaixo de uma pesada roupa durante toda a gravação. O figurino do robô de Perdidos no Espaço foi criado por Robert Kinoshita. Além de ficar com as pernas presas e dar passos pequenos para que o robô parecesse deslizar sobre a superfície, May tinha que ficar meio encurvado para poder ver o caminho por onde deveria passar. A placa na parte superior, que acendia toda a vez que o robô falava, era a mesma que servia de "visor" para o ator ver com quem estava contracenando. Inclusive, a própria luz piscante era acionada por Bob May de dentro da carcaça, sincronizando com a fala do robô. Embora o ator fosse obrigado a decorar todas falas e participar das cenas, era outro ator quem dublava o robô na edição final. O apresentador de programas de rádio, Dick Tufeld, fazia a voz metálica da máquina.
A série foi considerado na época como uma das mais caras da história da televisão. Cada episódio foi calculado em torno de $400,000, uma soma grandiosa em se tratando da década de 60. Na época surgiram até rumores que, caso a série não se fosse um sucesso, fatalmente a CBS quebraria com todo esse gasto na produção, o que felizmente não aconteceu.



A música tema para a abertura e os créditos foram compostas por John Williams, que foram substituídas na terceira temporada por outra composição composta também por Williams, tendo um tempo de ação bem mais excitante. Também participaram outros grandes compositores como Alexander Courage, que contribui com seis canções. Somente no episódio "No Place to Hide", que nunca foi ao ar, a música tema de abertura foi emprestada de um filme clássico de 1951 chamada "The Day the Earth Stood Still".
No Brasil.
No Brasil o seriado estreou em 1966 na TV Record nos fins de tarde dos domingos. Após 4 anos na Record a série passou a ser exibida na Rede Globo onde ficou diariamente até 1977. A série foi então para a Tv Tupi e no início da década de 1980 foi exibida pela Rede Bandeirantes. Em 1988 Perdidos no Espaço figurou na programação da TV Gazeta de São Paulo. O seriado voltou a programação da Tv Record 1990 no "Manhã de Aventura" quando se despediu da Tv aberta e passou em algumas emissoras à cabo.
A dublagem brasileira do seriado, realizada pela Companhia Arte Industrial Cinematográfica - São Paulo (AIC) é uma das mais lembradas até hoje, devido ao excelente trabalho realizado por profissionais como Helena Samara, Borges de Barros e Gilberto Baroli.
O Filme.
Perdidos no Espaço virou filme e foi levado às telas grandes em 1998 sem lembrar em quase nada o antigo seriado, a não ser pelos nomes dos personagens.



Dirigido por Stephen Hopkins, o filme começa na segunda metada do século XXI, quando as fontes de energia de origem fóssil estão para serem esgotadas. Na tentativa de salvar a raça humana os cientistas construíram um portal que permite que a viagem na velocidade da luz possa ser possível, mas só se existir um outro portal para receber os viajantes. Com isso, um cientista (William Hurt) e sua família são escolhidos para viajar em velocidade normal até o local onde o segundo portal deve ser construído, numa viagem que durará dez anos e onde os tripulantes ficarão criogenicamente congelados até chegarem em Alpha Prime, o único planeta habitável conhecido. Porém, um outro cientista (Gary Oldman) sabota a espaçonave para que um robô mate os tripulantes dezesseis dias após a partida, mas acaba sendo vítima da própria trama, pois ele é traído por seus comparsas e fica preso na nave.
Assim, colabora com os demais tripulantes para poder salvar a si mesmo, mas quando a espaçonave é atraída para o sol em virtude do forte campo gravitacional a chance deles sobreviverem é ativarem a hiper velocidade, mas sem um portal do outro lado são arremessados a lugar desconhecido do espaço sideral. Mas esqueçam esse filme.

Elenco






Guy Williams .... John
June Lockhart .... Maureen
Mark Goddard .... Don West
Marta Kristen .... Judy
Billy Mumy .... Will
Angela Cartwright .... Penny
Jonathan Harris .... Doutor Smith
Amaury Costa.... Robô B-9
Bob May .... Robô B-9 (Voz)

Nenhum comentário:

Postar um comentário